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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Em jogo tenso, Argélia bate o Egito e volta à Copa após 24 anos de ausência


Em um jogo cercado de rivalidade e tensão, a Argélia derrotou o Egito por 1 a 0, nesta quarta-feira, em Omdurman, no Sudão, e garantiu a última vaga africana para a Copa do Mundo de 2010. O duelo entre os dois países do norte da África foi válido pelo jogo de desempate do Grupo C das eliminatórias do continente.

Com a classificação, a Argélia volta a disputar uma Copa do Mundo após 24 anos ausente. Sua última participação foi em 1986, quando ficou em último lugar no Grupo 4, o mesmo do Brasil. Os egípcios, por sua vez, seguem fora do torneio. A última participação dos atuais campeões africanos foi em 1990, na Itália.



Os outros representantes da África na Copa de 2010 são a anfitriã África do Sul, Gana, Costa do Marfim, Camarões e Nigéria.

Antes de a partida começar, nos arredores do estádio em Omdurman, houve alguns focos de brigas e confusões devido aos incidentes dos últimos dias. Após a partida do último sábado, quando o Egito venceu por 2 a 0, forçando o jogo extra, torcedores argelinos depredaram lojas egípcias em Argel.



No abarrotado Al Merreikh (todos os 35 mil ingressos colocados à venda esgotaram em poucos dias), centenas de policiais sudaneses (ao todo, um efetivo de 15 mil homens foi mobilizado para garantir a segurança antes, durante e depois da partida, dentro e fora do estádio) cercavam o gramado. Além disso, ambulâncias e médicos, com máscaras, também ficavam de prontidão para qualquer problema mais sério.



- O clima na cidade estava realmente bem tenso nos últimos três dias, principalmente. Estive no estádio para a ver a partida e foi um jogo muito duro, disputado e de muita marcação. O estádio estava completamente lotado e foi um grande jogo. Aconteceram algumas confusões pela cidade, mas felizmente já está tudo sob controle - disse o técnico brasileiro Paulo Campos, que foi campeão nacional no Sudão com o Al-Hilal neste ano.

E o clima tenso não demorou a chegar aos jogadores. Logo aos cinco minutos, após uma dividida mais dura, atletas de Argélia e Egito trocaram empurrões e ameaças. No entanto, o árbitro Eddy Maillet, de Ilhas Seychelles, no Sul da África, fez vista grossa e não expulsou ninguém.

Mas, por outro lado, em menos de 25 minutos, três jogadores já haviam recebido cartão amarelo. Em matéria de futebol, a Argélia criava mais chances, sendo que a melhor delas aconteceu aos 15, com o meia-atacante Ziani, que defende o Wolfsburg-ALE, obrigando o goleiro El-Haddary a fazer grande intervenção.

Pelo lado do Egito, Aboutrika teve a melhor a oportunidade aos 31, mas acabou desperdiçando.

Golaço de Yahia

E a seleção da Terra dos Faraós acabou pagando caro pelo tento perdido. Yahia, após receber um cruzamento preciso do lado esquerdo, pegou de primeira, acertou o ângulo e fez um golaço que lembrou, um pouco, o de Van Basten na Eurocopa de 1988 pela Holanda, na final contra a Alemanha.

Festa da torcida da Argélia, que estava em menor número no estádio Al Merreikh, apesar de a Fifa ter distribuído cargas iguais para os dois países (nove mil para cada um). Ao contrário do Egito, a terra natal dos pais de Zidane não faz fronteira com o Sudão.
No segundo tempo, com a vantagem no placar, os argelinos se plantaram atrás, seguravam os egípcios na força - as vezes até excessiva demais - e tentavam explorar os contra-ataques.

Embora dominasse o jogo, o Egito não conseguia criar muita coisa e ainda viu os arquirrivais perderem uma boa chance de ampliar aos 14 com Ziani, que cabeceou com estilo, mas em cima de El-Haddary.

Com o fim do jogo se aproximando, os argelinos começaram a apelar para a tradicional “cera” e conseguiram segurar o magro 1 a 0.



Após o apito final, torcedores e jogadores argelinos comemoravam a vaga como se tivessem conquistado o título da Copa. E, ao contrário do que era esperado, não houve nenhum conflito dentro do gramado entre atletas das duas equipes.



Para evitar confrontos entre os torcedores dos dois países, os policiais seguraram os argelinos, que estavam posicionados ao lado esquerdo das cabines de rádio e TV, e liberou apenas a saída dos egípcios do estádio.

Rússia de Guus Hiddink decepciona e vê Eslovênia garantir vaga no Mundial


Ao final da temporada europeia, em junho, o técnico holandês Guus Hiddink deixou o comando do Chelsea para dar exclusividade à seleção russa. Deve estar arrependido. Após perder por 2 a 1 no jogo de ida, a Eslovênia fez o único gol que precisava no Estádio Ljudski, em Maribor, e garantiu a vaga na Copa do Mundo de 2010. O atacante Zlato Dedic se tornou o herói da classificação ao marcar no fim da primeira etapa.

A Eslovênia foi a segunda colocada no Grupo 3, com 20 pontos, ficando atrás da Eslováquia, com 22. A presença na África do Sul será a segunda em mundiais da Eslovênia. Em 2002, após eliminar a Romênia, a seleção do leste europeu caiu no Grupo B. Não pontuou contra Espanha, Paraguai e os próprios Bafana Bafana e terminou na lanterna.

Com boas campanhas recentes no Mundial, o técnico Guus Hiddink terá de se contentar em assistir ao torneio de casa. Ele levou a Coreia do Sul às semifinais, em 2002, e classificou a Austrália pela primeira vez para uma oitavas de final, em 2006.

Apesar de se tratar de uma decisão, o primeiro tempo foi marcado mais pelo respeito entre os adversários. Pelo menos até os 44 minutos, quando a Eslovênia encontrou um espaço para abrir o placar. Zlato Dedic aproveitou cruzamento de Valter Briza, e venceu a marcação esticando o pé direito.

A Rússia voltou para a etapa final disposta a ir ao ataque, com Kerzhakov e Semak nos lugares de Pavlyuchenko e Yanbaev. O primeiro, no entanto, foi expulso após 21 minutos em campo. Necessitando de um gol, a seleção de Guus Hiddink se lançou ao ataque e sofreu perigosamente com os contra-ataques da Eslovênia. No fim, brilhou a estrela do goleiro Handanovic, que garantiu a heróica classificação após muita polêmica.

Até o momento, 30 países já estão com passaportes carimbados para a África do Sul: Brasil, Argentina, Paraguai, Chile, México, Estados Unidos, Honduras, Holanda, Espanha, Inglaterra, Grécia, Alemanha, Dinamarca, Sérvia, Itália, Eslováquia, Suíça, Eslovênia, Portugal, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Japão, Austrália, Gana, Costa do Marfim, Nigéria, Camarões, Argélia, Nova Zelândia e a anfitriã África do Sul.


Mão de Henry coloca França na Copa



A França está na Copa de 2010, mas graças a uma enorme ajuda do juiz e a malandragem de Thierry Henry. O árbitro sueco Martin Hansson ignorou um toque de mão claro do atacante do Barça no lance que originou o gol dos Bleus no empate de 1 a 1 com a Irlanda, nesta quarta-feira, em Paris.

O resultado, alcançado somente no final do primeiro tempo da prorrogação, garantiu a 13ª participação da atual vice-campeã mundial na competição mais importante do futebol no planeta. Na partida de ida, realizada em Dublin, os franceses haviam vencido por 1 a 0 com um gol de Anelka.


Irlanda joga melhor e abre o placar

Apesar de atuar com três atacantes, Henry, Gignac e Anelka, a França entrou desorganizada não conseguiu criar boas oportunidades. Os britânicos, comandados pelo técnico italiano Giovanni Trapattoni, precisando da vitória simples para, pelo menos, levarem o jogo para prorrogação, dominavam as ações.



E, depois de tanto insistirem, conseguiram o gol aos 33. Robbie Keane, atacante do Tottenham mostrou boa colocação na área, aproveitou um passe precioso de Duff pelo lado esquerdo e calou o Stade de France, em Saint-Denis.

No segundo tempo, a Irlanda quase fez o segundo com Duff, mas Lloris salvou a pátria francesa aos 15 minutos.

Assustada, a França não conseguia ameaçar o gol de Shay Given, titular do Manchester City, e ainda viu Keane, aos 28, perder grande chance. No banco de reservas, o técnico Raymond Domenech olhava a partida, mas sem conseguir passar nada de útil para os seus atletas.

Lances polêmicos na prorrogação e uma mão salvadora

Com o resultado, a partida foi para a prorrogação. Ao contrário do tempo normal, os franceses vieram um pouco mais dispostos e Anelka, logo aos dois, chutou cruzado e arrancou suspiros dos torcedores.


Dois minutos depois, o mesmo Anelka recebeu passe na área, driblou Given e acabou caindo. Os franceses pediram pênalti, alegando que o goleiro irlandês derrubou o atacante do Chelsea. No entanto, o árbitro sueco Martin Hansson achou que o jogador se atirou e mandou o lance seguir.

Mas, aos 13, o juiz compensou, e muito, para os franceses. Após lançamento na área, Henry, em posição duvidosa, dominou claramente com a mão para evitar que a bola saísse e tocou no meio para o zagueiro Gallas marcar. Os irlandeses ficaram indignados e desesperados, mas Hansson validou o tento e assegurou a França no Mundial da África do Sul.


domingo, 15 de novembro de 2009

Apático, Botafogo é arrasado por Val Baiano na Arena Barueri


A coisa está feia para o Botafogo. Este é o pensamento que passa pela cabeça de todos os alvinegros neste momento. Um time apagado, sem um pingo de criatividade, que não foi páreo para o Barueri, neste domingo, na Arena Barueri, na Grande São Paulo. O time da casa jogou em ritmo de treino e no embalo de seu artilheiro, Val Baiano, que marcou os três gols da vitória por 3 a 0, sem o menor trabalho, deixando o Bota em situação complicada.

Com 41 pontos, a equipe carioca está em 16º lugar. O rebaixamento à Série B ainda é uma ameaça. Já o Barueri, com 48, está perto de garantir um lugar na Copa Sul-Americana de 2010.


Gol ilegal coloca o Barueri na frente


Pressionado pela ameaça de rebaixamento, o Botafogo entrou em campo nervoso, com dificuldade para trocar passes, acuado. O Barueri girava o jogo de um lado para o outro e o Bota corria atrás, como se estivesse com menos jogadores em campo. Sem poder ofensivo, o jeito, então, era arriscar chutes de fora da área. Lucio Flavio, Juninho e Reinaldo se esforçavam, e as tentativas até fizeram com que os cariocas liderassem o placar de finalizações. No entanto, nenhuma levou perigo. Renê, goleiro do Barueri, não teve muito trabalho na primeira etapa.

Já o Barueri, mesmo sem ter finalizado tanto quanto o Bota, foi mais perigoso quando chegou. O time carioca concluiu dez jogadas. A equipe da Grande São Paulo teve oito finalizações, quatro delas foram chances reais de gol. Uma entrou.

Tudo bem que o time paulista era melhor e merecia o gol. No entanto, ele foi marcado após um lance irregular, aos 28 minutos. Val Baiano dominou a bola meio com o antebraço antes de concluir de pé direito. A jogada foi rápida. O juiz não viu e os botafoguenses nem chegaram a reclamar na hora. Mas a câmera posicionada atrás do gol mostra o domínio com o braço direito (assista ao lance no vídeo acima).

O gol fez com que o Botafogo se mandasse à frente de vez. Aos 30, conseguiu sua primeira chegada um pouco mais lúcida. Após bate-rebate na área, a bola sobra para Lucio Flavio chutar. Renê defendeu.

Como precisava sair, o Bota abriu espaços para o Barueri contra-atacar. Aos 39, Márcio Careca desceu pela esquerda e soltou a pancada. Jefferson espalmou.



Bota para de vez, e Barueri se aproveita



O Botafogo conseguiu piorar no segundo tempo. O técnico Estevam Soares trocou Fahel e Léo Silva por Renato e Thiaguinho, respectivamente. Dessa forma, a equipe, que já não conseguia armar nada, perdeu poder de marcação no meio de campo.

E aí, o Barueri deitou e rolou. Sem dificuldades para chegar à área adversária, a equipe paulista tratou de marcar logo o seu segundo gol. Aos oito, Bruno cruzou na cabeça de Flavinho, que só escorou para Val Baiano, que dominou e chutou no canto esquerdo, sem chances para Jefferson e sem brechas para questionamentos. E bonito.

Perdido em campo, batendo cabeça em todos os setores, o Botafogo apenas assistia ao Barueri chegar com perigo por todos os lados. Aos 24, Thiago Humberto tentou um chute colocado para encobrir Jefferson, que acabou tirando a bola com os olhos. Ela passou à direita, com raspando a trave.

A liberdade dada pela equipe do Botafogo era tanta que parecia surpreender o Barueri. Os anfitriões chegavam trocando passes com facilidade, mas, para sorte do Bota, não acertaram aquele último toque que deixa os atacantes na cara do gol. Com um pouco mais de capricho, o time paulista poderia estar goleando já aos 25 minutos da etapa final.

O Botafogo teve um lampejo aos 26, quando Jobson prendeu a bola pela meia direita e lançou para Thiaguinho, que entrou como um ponta e chutou cruzado, com perigo. Mas foi só isso. O Barueri levou o restante da partida como se fosse um amistoso de pré-temporada. Tanto que o goleiro Renê passou quase o tempo todo apenas assistindo à partida.

Ainda havia tempo para mais. O Barueri resolveu apertar um pouquinho no fim e chegou ao seu terceiro gol. Com Val Baiano, novamente. Aos 47, ele recebeu cruzamento da direita e chutou cruzado, tirando a bola do alcance de Jefferson, fechando o placar e afundando o Bota.


Ficha técnica:


BARUERI 3 x 0 BOTAFOGO

ESCALAÇÃO DO BARUERI:Renê, Daniel Marques, Leandro Castan e Xandão; Bruno Ribeiro Eder), Ewerton (Márcio Ham), Ralf, Thiago Humberto e Márcio Careca; Flavinho (Henrique) e Val Baiano.

ESCALAÇÃO DO BOTAFOGO: Jefferson, Alessandro (Marquinho), Juninho, Wellington e Diego Giaretta; Leandro Guerreiro, Fahel (Renato), Léo Silva (Thiaguinho) e Lucio Flavio; Jóbson e Reinaldo.
Técnico: Luis Carlos Goiano. Técnico: Estevam Soares.
Gols: Val Baiano, aos 28 do primeiro, aos 8 e 47 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Bruno Ribeiro, Ralf, Flavinho (Barueri), Léo Silva, Thiaguinho (Botafogo).
Estádio: Arena Barueri, em Barueri (SP).

Data: 15/11/2009.

Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA).

Auxiliares: Adaílton José de Jesus Silva (BA) e Adson Marcio Lopes Leal (BA). Público e renda: 3.432 pagantes/R$ 65.130,00

sábado, 14 de novembro de 2009

Sortudo, Portugal vence a Bósnia com Cristiano Ronaldo na torcida


Cristiano Ronaldo foi ao Estádio da Luz, mas apenas como torcedor. E deu sorte: com um gol do zagueiro Bruno Alves, Portugal venceu a Bósnia por 1 a 0, pela partida de ida da repescagem das eliminatórias europeias. Aos 43 do segundo tempo, os visitantes ainda acertaram duas bolas seguidas na trave.

O resultado dá a vantagem do empate a Portugal no jogo da próxima quarta-feira, em Zenica, para ir à Copa do Mundo. Mas o time também não contará com Cristiano Ronaldo, que sofre de uma lesão no tornozelo direito.

O craque do Real Madrid compareceu ao estádio do Benfica e viu a partida de um camarote. Sem ele, Queiroz montou o ataque com Liedson, Nani e Simão. Mais dois brasileiros naturalizados foram titulares: o meia Deco e o zagueiro Pepe.

O gol da vitória saiu ainda no primeiro tempo: Nani cruzou da direita, a bola passou por toda a zaga na área e o zagueiro Bruno Alves (filho de brasileiro) tocou de cabeça para marcar a 1 a 0 aos 31.

Doze minutos depois, susto para os portugueses: Ibricic cabeceou e a bola bateu no travessão do goleiro Eduardo. Após o intervalo, Liedson teve a chance de marcar um gol de placa no Estádio da Luz. Aos 11, o atacante do Sporting deu um “chapéu” em Jahic, dentro da área, e chutou para fora, cara a cara com o goleiro Hasagic.

Mas a melhor chance do segundo tempo foi da Bósnia. Aos 43, a bola bateu duas vezes na trave de Eduardo em lances seguidos dos visitantes. Primeiro, Dzeko tocou de cabeça e acertou o travessão. No rebote, Muslimovic chutou na trave direita do goleiro português, que já estava vendido. Sorte pura.

Até agora, 26 países já estão no Mundial: Brasil, Argentina, Paraguai, Chile, México, Estados Unidos, Honduras, Holanda, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Dinamarca, Sérvia, Itália, Eslováquia, Suíça, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Japão, Austrália, Gana, Costa do Marfim, Nigéria, Camarões, Nova Zelândia e a anfitriã África do Sul.

Anelka deixa França com mão na vaga

A seleção francesa deu um passo importante para ir à Copa do Mundo de 2010. Em Dublin, os Bleus venceram a Irlanda por 1 a 0 neste sábado, com gol de Anelka, pela partida de ida da repescagem das eliminatórias europeias.

A partida decisiva será na próxima quarta-feira, em Saint-Denis, e o time de Raymond Domenech pode até empatar para ir à África do Sul. A França foi aos três últimos Mundiais: 1998 (campeã em casa), 2002 (eliminada na primeira fase) e 2006 (vice-campeã).

Anelka fez o gol da vitória aos 28 do segundo tempo. Após passe de Gourcuff, o atacante do Chelsea chutou de fora, a bola bateu em O’Shea, tocou na trave e entrou.

Até agora, 26 países já estão no Mundial: Brasil, Argentina, Paraguai, Chile, México, Estados Unidos, Honduras, Holanda, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Dinamarca, Sérvia, Itália, Eslováquia, Suíça, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Japão, Austrália, Gana, Costa do Marfim, Nigéria, Camarões, Nova Zelândia e a anfitriã África do Sul.

Fonte: www.globoesporte.com

Rússia bate Eslovênia e sai na frente pela repescagem das eliminatórias


Na partida de ida pela repescagem das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, a Rússia saiu na frente por uma das vagas para o torneio na África do Sul. O time comandado pelo holandês Guus Hiddink sofreu, mas bateu a Eslovênia por 2 a 1 no estádio Luzhnikí, em Moscou, com dois gol de Bilyaletdinov, um em cada etapa. Pecnik descontou no final.

Com o resultado, a Rússia joga pelo empate no jogo de volta na próxima quarta-feira, na casa do adversário, para ficar com a vaga para a Copa. Se vencer por 1 a 0 ou por dois gols de diferença, a Eslovênia garante a classificação.


Rússia pressiona e abre placar no primeiro tempo

Mesmo jogando fora de casa, foi a Eslovênia que atacou primeiro. Aos nove minutos, Novakovic foi lançado na ponta esquerda e cruzou na área. Birsa chegou batendo com força, a bola desviou em Ignashevic e saiu pela linha de fundo. A partir dos 13 minutos só deu Rússia. Zhirkov arrancou pelo meio da defesa eslovena, passou por dois marcadores e bateu com veneno. O goleiro Handanovic fez grande defesa, salvando seu time com o pé esquerdo. Em seguida, a Rússia quase abriu o placar com Pavlyuchenko, que limpou Suler na entrada da área e chutou sobre o gol da Eslovênia.



A Rússia pressionava e tinha o domínio da partida, mas errava nos passes. Aos 32, Ignashevic quase fez de falta. Handanovic, com a perna direita, colocou a bola para escanteio. Mas, aos 39 minutos, os russos conseguiram balançar a rede. Bilyaletdinov recebeu na grande área, limpou Suler e bateu pelo alto no canto esquerdo de Handanovic, que ficou paradão lance, apenas olhando a bola entrar: 1 a 0 Rússia. No fim da primeira etapa, Brecko arriscou chute de longe, mas mandou a bola muito longe do gol de Akinfeev.

Eslovênia marca no final



No segundo tempo, a Rússia aumentou o placar logo aos cindo minutos. Arshavin cruzou da esquerda, Bilyaletdinov chegou batendo, a bola explodiu na zaga eslovena e sobrou novamente para o camisa 6, que chutou rasteiro no canto direito de Handanovic para ampliar.



Em desvantagem no placar, a Eslovênia tentou ir ao ataque, mas Birsa, testou sem perigo sobre a meta de Akinfeev.



Dono do jogo, o time russo quase aumentou o placar com Pavlyuchenko. O camisa 9 da Rússia pegou de primeira, mandando no cantinho direito. Handanovic salvou a Eslovênia do terceiro gol.



Arshavin ainda tentou fazer mais um gol para os donos da casa, mas tocou muito forte na bola e mandou por cima do goleiro esloveno.

Mas o castigo para os russos veio aos 42 minutos da etapa final. Koren arriscou chute da entrada da área, Akinfeev espalmou, e a bola sobrou para Pecnik, que só teve o trabalho para empurrar para o gol. Nos acréscimos, Suler quase empatou o jogo para a Eslovênia. Sozinho, o zagueiro esloveno chutou, e o goleiro russo salvou os donos da casa.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Portugal enfrenta Bósnia na repescagem. Franceses encaram a Irlanda

Em sorteio realizado na sede da Fifa, nesta segunda-feira, a seleção de Portugal conheceu seu adversário na repescagem europeia das eliminatórias para Copa do Mundo de 2010. O time de Cristiano Ronaldo e companhia vai encarar a Bósnia. Ambas equipes nunca se enfrentaram em partidas oficiais.

A definição dos confrontos foi realizada de acordo com a posição das seleções no último ranking da Fifa. Os melhores colocados (Portugal, França, Rússia e Grécia) ficaram como cabeças de chave.

A seleção francesa, que terminou a fase regular das eliminatórias na segunda posição do Grupo 7, vai encarar a Irlanda. Os russos, por sua vez, terão a Eslovênia pela frente. A Grécia, campeã da Eurocopa 2004 e que terminou em segundo no Grupo 2, vai jogar contra a Ucrânia de Shevchenko. Os jogos decisivos serão realizados nos dias 14 e 18 de novembro.



Confira abaixo os duelos:

* em parênteses, a posição das seleções no ranking



Portugal (10) x Bósnia (42)

França (9) x Irlanda (34)

Rússia (12) x Eslovênia (49)

Grécia (16) x Ucrânia (22)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

René Simões é expulso, Costa Rica vacila nos acréscimos e vai à repescagem


O técnico René Simões esteve muito perto de classificar a Costa Rica para a Copa do Mundo nesta quarta-feira, mas deixou a chance escapar por entre os dedos. Depois de abrir 2 a 0 sobre os já classificados Estados Unidos ainda no primeiro tempo, em Washington, os costarriquenhos cederam o empate em 2 a 2 aos 49 minutos da etapa final. Assim, a Costa Rica jogará a repescagem contra o Uruguai. Honduras, que venceu El Salvador por 1 a 0, conseguiu a classificação para a Copa do Mundo.

O treinador René, por sinal, foi expulso de campo por reclamação quando o jogo estava 2 a 1, no segundo tempo. Ruiz fez os dois gols da Costa Rica, com Michael Bradley e Bornstein anotando para os americanos.

Com o resultado, o time de René Simões chegou apenas a 16 pontos e terminou o hexagonal final da Concacaf em quarto lugar, posição que o credencia para a disputa da repescagem contra o Uruguai, dias 14 e 18 de novembro. Honduras, que bateu El Salvador fora de casa, por 1 a 0, ficou em terceiro lugar, com os mesmos 16 pontos dos costarriquenhos, porém com melhor saldo de gols. A posição valeu uma vaga direta na Copa.

Os Estados Unidos, que já haviam entrado em campo classificados, terminaram sua participação em primeiro lugar, com 20 pontos. O México, que empatou com Trinidad e Tobago por 2 a 2, foi o segundo na chave (19 pontos). Os mexicanos também já entraram em campo classificados
Em Washington, René Simões comandou apenas pela segunda vez a seleção da Costa Rica (havia vencido Trinidad e Tobago por 4 a 0 no sábado). O brasileiro assumiu o cargo após a demissão de Rodrigo Kenton, que havia acumuldado três derrotas seguidas nas eliminatórias.

Nesta quarta, os costarriquenhos entraram em campo cheios de disposição para garantir a vaga na Copa e abriram 2 a 0 ainda na metade da primeira etapa. Aos 21, Ruiz fez linda jogada individual pelo lado esquerdo e bateu pelo meio das pernas do goleiro Howard para abrir o placar. Aos 24, o próprio Ruiz ampliou com uma bomba de fora da área que entrou na gaveta. Um golaço!

Os Estados Unidos melhoraram levemente na segunda etapa e diminuíram a desvantagem com Michael Bradley. O jogador, que é filho do técnico Bob Bradley, pegou rebote de chute de Donovan e empurrou para a rede.

Perto do fim, René Simões foi expulso de campo por reclamação. Quando tudo levava a crer que a vaga ficaria com a Costa Rica, Bornstein, de cabeça, empatou o jogo aos 49 minutos.

Em San Salvador, Honduras sofreu para vencer a já eliminada seleção de El Salvador. Pavon fez o gol único do jogo, aos 19 minutos do segundo tempo. Foi o suficiente para levar os hondurenhos à Copa do Mundo.

Na 'escuridão' do Morenão, Brasil empata com a Venezuela na despedida


A seleção brasileira não saiu do zero com a Venzuela na despedida das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Na penumbra do Morenão, em Campo Grande, o time comandado por Dunga teve uma atuação tão apagada quanto a péssima iluminação do estádio. Com um jogador a menos desde os dez minutos do segundo tempo, quando Miranda foi expulso, o time canarinho não conseguiu repetir algumas boas atuações que teve na competição.

Classificado para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, o Brasil volta a campo no dia 14 de novembro, contra a Inglaterra, em um amistoso internacional, em Doha, no Qatar. A Venezuela está fora do Mundial. Com 34 pontos, o time canarinho está à espera do resultado de Paraguai e Colômbia para saber se vai encerrar a competição em primeiro lugar (os paraguaios podem chegar 36 pontos). A Venezuela encerrou sua participação com 22 pontos.

Seleção joga melhor na etapa inicial, mas não consegue sair do zero

A partida começou morna. Enquanto os brasileiros tentavam chegar ao ataque, os venezuelanos atuavam recuados, buscando chegar ao gol de Julio César nos contra-ataques. O primeiro lance de perigo aconteceu apenas aos 20. Maldonado cobrou escanteio e quase marcou olímpico.

Até os 23, a partida foi muito fraca. Mesmo assim, o torcedor na arquibancada fazia a festa. Seja com a "ola" ou cantando músicas de incentivo para o time canarinho. Quatro minutos depois, Di Giorgio arriscou da intermediária e Julio César defendeu com segurança. Aos 31, Nilmar recuperou uma bola no meio-campo e tocou para Kaká, que arrancou em velocidade. Na entrada da área, o meia foi derrubado. Falta assinalada pelo árbitro. Na cobrança, o jogador do Real Madrid rolou para Luis Fabiano, que errou a pontaria por muito pouco.

O time brasileiro seguiu no ataque e aos 33 teve uma outra ótima chance. Maicon cruzou da direita na cabeça de Luis Fabiano. O atacante subiu mais do que os defensores e cabeceou por cima do goleiro Vega, que apenas observou a bola bater na rede pelo lado de fora. Quatro minutos depois, outra bela jogada da seleção. Maicon tabelou com o Fabuloso e tocou para Kaká. O meia foi travado no momento do chute.

Luis Fabiano era um dos melhores em campo e quase aproveitou ótimo lançamento de Kaká. Aos 39, o Fabuloso recebeu dentro da área, tentou driblar o goleiro e caiu na área em lance duvidoso. O árbitro peruano Victor Carrillo mandou o jogo seguir e não assinalou nenhuma infração. Cinco minutos depois, Arango aproveitou excelente cruzamento e cabeceou para uma ótima defesa de Julio César.

Kaká quase marca um golaço no fim da partida

O Brasil voltou melhor para o segundo tempo. Logo aos dois minutos, Nilmar aproveitou toque de Kaká, já dento da área, dominou e chutou de primeira. O goleiro Vega pegou com segurança no meio do gol. Aos oito, o lance mais claro de gol do jogo. Filipe Luís cobrou escanteio na cabeça de Luis Fabiano. O atacante subiu mais do que a zaga e testou com força. A bola pegou no pé da trave. Na sobra, Maicon chutou prensado e a zaga afastou o perigo.

Aos dez, o árbitro peruano viu uma cotovelada de Miranda em Maldonado e expulsou o zagueiro brasileiro. Ao deixar o campo, o jogador foi aplaudido pelo torcedores de Campo Grande. Mesmo com um a menos, a seleção seguiu melhor na partida. Aos 14, Ramires recebeu na entrada da área e chutou por cima do gol venezuelano.

Luis Fabiano teve uma ótima oportunidade de balançar a rede aos 19. Maicon cruzou da direita, a bola passou pelos defensores da Venezuela e sobrou para o Fabuloso. O atacante dominou, girou em cima de um zagueiro e chutou para boa defesa de Vega. O camisa 9 teve mais uma chance em um outro cruzamento da direita. Ele tocou por cima do arqueiro rival e a zaga tirou em cima da linha.

Disposto a encerrar as eliminatórias com chave de ouro, Dunga fez duas substituições seguidas. Ele sacou Filipe Luís e Ramires e apostou nas entradas de Alex e Elano. O time seguiu tentando chegar ao seu gol, mas pecava nos seguidos erros de passe.

Nos acréscimos, Kaká recebeu um ótimo lançamento pelo lado esquerdo, cortou um zagueiro e colocou fora do alcance do goleiro. A bola caprichosamente bateu no pé da trave de Vega.


Ficha técnica:


BRASIL 0 X 0 VENEZUELA

ESCALAÇÃO DO BRASIL:Julio César, Maicon, Luisão, Miranda e Filipe Luís (Alex); Gilberto Silva, Lucas, Ramires (Elano) e Kaká; Nilmar e Luis Fabiano (Diego Tardelli).
ESCALAÇÃO DA VENEZUELA:Vega, Chacon, Vizcarrondo, Rey e Granados; Di Giorgi, Rincón (Seijas), Lucena e Arango (Fedor); Moreno (Rondon) e Maldonado.
Técnico: Dunga. Técnico: César Farias.
Cartões amarelos: Luis Fabiano, Luisão (Brasil); Chacon, Vizcarrondo, Di Giorgi, Granados (Venezuela).
Cartão vermelho: Miranda (Brasil).
Estádio: Morenão. Data: 14/10/2009.
Árbitro: Victor Carrillo (PER). Auxiliares: César Escano (PER) e Luis Abaddie (PER).
Renda: 2.562.925,00. Público: 23.746 pagantes.

Confira os resultados da ultima rodada das eliminatorias. ( em negrito o time que venceram. e com a cor vermelha time que empataram)
Quarta-feira.
Peru 1x0 Bolívia
Uruguai 0x1 Argentina
Brasil 0x0 Venezuela
Chile 1x0 Equador
Paraguai x Colômbia. ( Seleções ainda jogam para fecha as eliminatorias.)


FONTE: http://www.globoesporte.com/

Histórico: Argentina bate Uruguai, vai à Copa e manda rival para repescagem


A quarta-feira, 14 de outubro de 2009, está eternizada: é a data em que Diego Armando Maradona, como técnico, colocou a Argentina em uma Copa do Mundo. Foi sofrido, foi turbulento, foi um processo de muito mais trapalhadas do que méritos, mas o ídolo máximo dos argentinos manteve sua divindade. A classificação foi confirmada em vitória histórica no Centenário, em Montevidéu. O 1 a 0 sobre o Uruguai, com gol de Bolatti, mandou a seleção celeste para a repescagem, já que o Equador, que também estava na briga, perdeu para o Chile por 1 a 0. O adversário será Costa Rica ou Honduras.

Esteve longe de ser uma partida bonita, técnica, de grandes virtudes. E pouco importa que tenha sido assim. O duelo desta quarta-feira foi e sempre será marcado por uma dramaticidade única, dada a situação dos rivais - a reunião do desespero de dois gigantes sul-americanos no clássico do Rio da Prata.

Com o resultado, a Argentina fechou as eliminatórias com 28 pontos, na quarta colocação, atrás de Brasil, Paraguai e Chile. O Uruguai foi o quinto, com 24. O Equador parou nos 23 e ficou fora da Copa da África do Sul.

Tensão e até um pouco de violência no primeiro tempo

Duas torcidas eufóricas, famintas pela classificação, formaram o ambiente de um jogo inesquecível. Durante toda a semana, o futebol foi o centro de cada conversa pelas ruas de Montevidéu. O Centenário lotou. Os argentinos apareceram em bom número, cerca de 3 mil pessoas. A entrada em campo das duas equipes fez o lendário estádio balançar: ele recebia, naquele momento, mais um episódio para sua história, construída jogo a jogo desde 1930.

Durante o hino uruguaio, os argentinos cantaram forte, tentaram atrapalhar o momento cívico do rival. Acabaram silenciados por uma enorme voz em uníssono. O Uruguai estava envolto em uma bolha de apoio incondicional. Assim, como se 11 jogadores representassem uma nação inteira, eles partiram para cima da Argentina.

Tentaram. Insistiram. Martelaram. Mas não fizeram. O primeiro tempo foi quase todo do Uruguai. Faltou o gol. Por pouco, mas faltou (confira no vídeo ao lado os melhores momentos da etapa inicial).

A pressão dos uruguaios teve seu ápice logo no começo da partida. Com três minutos, Diego Forlán, pela direita, acionou o atacante Suárez em profundidade. Virou uma pequena corrida entre ele e o goleiro Romero. Ambos partiram em disparada. O argentino chegou antes e deu um bico na bola, que estourou em Suárez e rumou a caminho do gol. Deve ter durado dois segundos, não mais que isso, o trajeto da bola até a linha de fundo. Foi tempo suficiente para que o mundo parasse para argentinos e uruguaios. E ela saiu.

O Centenário respondeu com um “uuuuuuuh” de incredulidade. E não seria o único. Em cabeceio de Scotti, quase saiu o gol. Em chute cruzado de Álvaro Pereira, também. Até a metade do primeiro tempo, tudo que a equipe de Diego Armando Maradona fez foi correr atrás do adversário.

Argentina acorda

E aí os “hermanos” resolveram acordar. Não que tenham criado grande coisa. Longe disso. Mas ao menos conseguiram trocar passes, buscar triangulações, mostrar o mínimo de organização que se exige de uma equipe de futebol. Messi, novamente desaparecido, nada fez. A Argentina tentou sair com Verón, com Di Maria, mas o máximo que conseguiu foi girar ao redor da área adversária. As jogadas de bola parada representaram alguma esperança. Falsa esperança...

Faltaram chances, sobrou pancada. O jogo teve momentos de violência na etapa inicial. Heinze, da Argentina, quase dividiu Rodríguez ao meio. Depois, o mesmo Heinze levou entrada muito forte Maximiliano Pereira. Ninguém foi expulso.

A divindade no segundo tempo

O período final começou estudado, mais centrado no meio do campo, como se as duas equipes temessem atacar. Houve lances de bate-rebate nas duas áreas. Forlan, em avanço pelo meio, buscou o canto do goleiro argentino. A bola saiu por pouco.

Até a torcida estava mais quieta do que antes. Mas aí saiu a notícia do gol do Chile sobre o Equador. O estádio voltou a pulsar. Bastava um gol para o Uruguai garantir vaga na Copa. Um gol e nada mais. Para a Argentina, em contrapartida, o empate passou a valer ouro. Com ele, a classificação estava garantida.

A equipe de Maradona se retraiu. Fechou um ferrolho defensivo e passou a atacar só na boa, geralmente em contra-ataques. Deixou o tempo passar. Como a zaga funcionou bem, conseguiu controlar o Uruguai sem muitos sustos. Mas a tranquilidade jamais foi absoluta.

Aos 28 minutos, o gol uruguaio não saiu por detalhes. Forlan, em falta perto da área, mandou na cabeça de Lugano. Livre, o capitão celeste até conseguiu desviar a bola, mas para fora. Houve um ruído geral no Centenário, um lamento uniforme, como se aquela fosse a última chance.

O Uruguai, conforme o tempo passava, errava mais. A Argentina percebeu e manteve os pés no chão para segurar o resultado. E conseguiu mais. Aos 38 minutos, em falta cobrada por Messi, a bola passou por Verón e sobrou para Bolatti, mandado a campo por Maradona, fazer o gol.

Foi o gol da divindade de Maradona. Ele, gênio eterno como jogador, não poderia manter o posto de Deus com um 0 a 0. Na comemoração, Dieguito, extasiado, abraçou jogadores, colegas de comissão técnica e fez a festa pela classificação.

Logo após o apito final da partida, o defensor uruguaio Maxi Pereira acertou um soco em um atleta argentina e foi expulso pelo árbitro Carlos Amarilla.





Ficha técnica:

URUGUAI 0 x 1 ARGENTINA

Escalação do Uruguai:Muslera, Scotti, Lugano e Cáceres; Maxi Pereira, Diego Pérez, Walter Gargano (Cristian Rodríguez), Jorge Rodríguez (Cavani) e Álvaro Pereira; Luis Suárez (Loco Abreu) e Diego Forlan.

Escalação da Argentina: Romero, Otamendi, Demichelis, Schiavi e Heinze; Gutiérrez, Mascherano, Verón e Di Maria (Monzón); Messi (Tevez) e Higuaín (Bolatti).
Técnico: Oscar Tabárez. Técnico: Diego Maradona.
Gols: Bolatti, aos 39 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Diego Pérez, Scotti, Cáceres, Maxi Pereira (Uruguai); Heinze, Otamendi, Romero (Argentina).

Cartões vermelhos: Cáceres e Maxi Pereira (Uruguai)
Estádio: Centenário-URU. Data: 14/10/2009.

Árbitro: Carlos Amarilla (Paraguai). Auxiliares: Nicolas Yegros (Paraguai) e Emigdio Ruiz (Paraguai).


Mesmo sem Cristiano Ronaldo, Portugal goleia Malta e se garante na repescagem


Depois de passar por momentos complicados durante a disputa do Grupo 1 das eliminatórias europeias para Copa, Portugal deu a volta por cima, superou os prognósticos e segue na luta por um lugar no Mundial da África do Sul. Nesta quarta-feira, mesmo sem Cristiano Ronaldo, machucado, a seleção da Terrinha derrotou Malta por 4 a 0 e garantiu uma vaga na repescagem.

Os portugueses chegaram aos 19 pontos e terminaram a competição em segundo lugar na chave, superando a Suécia que, em outra partida do dia, derrotou a Albânia por 4 a 1. No entanto, os escandinavos pararam nos 18 pontos (3º lugar). Tristeza de Ibrahimovic, considerado um dos maiores jogadores da atualidade, que vai assistir à Copa pela TV.


A Dinamarca, que já havia garantido a vaga direta por ser a primeira colocada da chave, cumpriu tabela nesta quarta e perdeu para a Hungria por 1 a 0.

Os jogos da repescagem serão nos dias 14 e 18 de novembro. O sorteio dos confrontos entre os oito melhores segundos colocados será realizado na próxima segunda-feira, na sede da Fifa, em Zurique. O critério para definir cada duelo será feito de acordo com a edição de outubro do ranking da Fifa, que vai ser divulgado nesta sexta-feira.

Liedson titular

Sem poder contar com Cristiano Ronaldo até mesmo na torcida - o jogador teve que ir para Madri por imposição do Real para se tratar de uma lesão no tornozelo direito -, o técnico Carlos Queiroz escalou praticamente um trio de atacantes: o brasileiro naturalizado português Liedson, Simão Sabrosa e Nani.

Apoiada pela torcida, que lotou o estádio do Vitória de Guimarães - no norte de Portugal -, a seleção lusitana por pouco não abriu o placar logo aos dois minutos. O meia-atacante Nani chutou forte de fora da área e a bola explodiu no peito do goleiro Hogg, de Malta.

Nani faz a festa da torcida em Guimarães

Aos 12, entretanto, a festa nas “bancadas” começou. Nani recebeu na meia lua, girou em cima do marcador e com um chute potente de perna esquerda (que nem é a boa do jogador do Manchester United) colocou a bola no fundo das redes.

Melhor na partida e contando com o pouco talento da seleção de Malta (que só conseguiu empatar um jogo nas eliminatórias), Portugal quase ampliou com Liedson aos 37. De cabeça, o ex-jogador do Flamengo, Corinthians e Coritiba tirou tinta da trave aos 37 minutos.

No fim do primeiro tempo, aos 44, Simão Sabrosa, que defende o Atlético de Madri, acertou uma bomba de pé direito e anotou o segundo de Portugal. O detalhe é que a jogada foi construída por dois brasileiros: Deco tocou para Liedson que, meio sem querer, deu o passe para o companheiro.
No começo do segundo tempo, Miguel Veloso aproveitou rebote do goleiro e aumentou para os “gajos”. Com a vantagem no placar e a vaga na repescagem, Portugal cozinhou o jogo e ainda fez mais um aos 44 minutos da etapa final, com Edinho, do Málaga.

Confira a classificação final dos grupos das eliminatorias europeias. ( no site do globoesporte.com ).






Já classificada, Itália sofre, mas derrota o Chipre com três de Gilardino


Já garantida na Copa do Mundo de 2010, a Itália sofreu, mas conseguiu evitar um despedida melancólica das eliminatórias europeias. Jogando fora de casa, a Azzurra estava perdendo por 2 a 0 para o modesto Chipre até os 33 minutos do segundo tempo. Mas o artilheiro Gilardino, com três gols, assegurou a vitória de virada de 3 a 2 em jogo válido pelo Grupo 8.
Com o resultado, a atual campeã mundial terminou a chave com 24 pontos. A Irlanda, que já havia assegurado o segundo lugar na rodada anterior e, consequentemente, uma vaga na repescagem, empatou em 0 a 0 com Montenegro e acabou com 18 pontos.

Os gols cipriotas foram anotados por Okkas, aos 12 minutos do primeiro tempo, e Michael, aos três da segunda etapa. Em outra partida da chave, que serviu apenas para cumprir tabela, a Bulgária goleou a Geórgia por 6 a 2.

Os jogos da repescagem serão nos dias 14 e 18 de novembro. O sorteio dos confrontos entre os oito melhores segundo colocados será realizado na próxima segunda-feira, na sede da Fifa, em Zurique. O critério para definir cada duelo será feito de acordo com a edição de outubro do ranking da Fifa, que vai ser divulgado nesta sexta-feira.


Montevidéu mergulha no clima do ‘jogo da década’ entre Uruguai e Argentina


Montevidéu já pulsa à espera daquilo que a população local vem chamando de “jogo da década”. A quarta-feira amanheceu chuvosa na capital dos uruguaios, com vento forte e frio de aproximadamente dez graus. O clima cinzento ganha como contraste as cores da partida das 19h (horário de Brasília), no Centenário. Uruguai e Argentina decidem vaga na Copa do Mundo. E a cidade está mergulhada no clima do jogão.

Torcedores já circulam por Montevidéu com as cores de sua seleção. No shopping de Punta Carretas, cinco uruguaios saídos de Rivera, na fronteira com o Rio Grande do Sul, vestiam, orgulhosos, a camisa celeste do Uruguai. A poucos metros dali, na concentração da Argentina, visitantes passaram a manhã a postos para “alentar” os jogadores, que preferiram ficar dormindo até depois do meio-dia, já que tiveram o sono da noite atrapalhado pelo foguetório promovido por uruguaios.

Nas janelas dos prédios, bandeiras do país estão expostas, em um misto de empolgação com a decisão da noite e patriotismo em função da disputa eleitoral para presidente. Os jornais clamam, em manchetes de capa, pelo apoio incondicional dos torcedores ao time comandado pelo “Maestro Tabárez”. As redes de televisão dedicadas ao esporte não param de falar da partida. Até programas de variedades, alguns voltados ao público feminino, contaram com entradas ao vivo de repórteres esportivos. Há jornalistas de todos os cantos do mundo – Espanha, Alemanha, Japão. É o jogo da década mesmo.

- Não tem uma partida assim há muito tempo. E não vai ter outra igual. Podemos ter novas decisões, mas não contra a Argentina, não com os dois lutando pela classificação – disse o taxista Pedro Maldonado.

Argentina ou Uruguai, Uruguai ou Argentina. Apenas um deles garantirá vaga na Copa nesta quarta-feira. Ao outro, restará a repescagem ou, pior ainda, a dor da eliminação.


poatagen tirada do site do http://www.globoesporte.com/ e quero agradecer a globo por essas incriveis materias. nota 10 pra vocês.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Seleção perde para Bolívia e vê cair por terra uma invencibilidade de 16 meses.


A velha dificuldade da seleção brasileira em vencer jogos na altitude (3.600 metros) de La Paz mostrou a cara novamente neste domingo. O time de Dunga, com algumas nomes novos, foi derrotado pela Bolívia por 2 a 1. Olivares e Marcelo Moreno marcaram para a Bolívia, com Nilmar descontando. Foi a primeira derrota da seleção brasileira desde junho de 2008 (19 jogos), quando perdeu por 2 a 0 para o Paraguai, em Assunção.

A última vez que o Brasil venceu a Bolívia em La Paz foi em 1997, na final da Copa América (3 a 1). De lá para cá, foram duas derrotas e um empate em jogos válidos pelas eliminatórias.

Apesar da derrota, a já classificada seleção brasileira manteve a liderança na tabela das eliminatórias sul-americanas. O time de Dunga soma os mesmos 33 pontos do Paraguai, mas leva a melhor no saldo de gols, primeiro critério de desempate. Já eliminados, os bolivianos asseguram com a vitória o penúltimo lugar, com 15 pontos.

Com Luis Fabiano, Kaká e Gilberto Silva poupados e Robinho machucado, alguns jogadores ganharam chance de mostrar serviço na seleção. Diego Souza, Nilmar e Adriano começaram jogando, enquanto Alex e Diego Tardelli entraram no segundo tempo. Destes, apenas Nilmar teve destaque. Além do gol, o atacante foi o principal responsável pelas jogadas ofensivas.

A seleção brasileira começou o jogo em ritmo lento, enquanto a Bolívia partiu para cima. Logo aos 3 minutos, o atacante Arce, ex-Corinthians e hoje no Sport Recife, recebeu cara a cara com Julio César e obrigou o goleiro a fazer grande defesa.

Na sequência, Olivares teve sua primeira chance de cabeça, mas a bola saiu raspando a trave direita. O mesmo Olivares, entretanto, não perdeu sua segunda oportunidade, aos nove minutos. Após escanteio da esquerda, Julio César tentou sair do gol e ficou no meio do caminho. Olivares, livre no meio da área, testou para a rede.

Após o susto inicial, a seleção aos poucos se estruturou e criou chances para empatar. Nilmar, com muita movimentação, serviu como garçom nos melhores lances do Brasil. No primeiro, o camisa 11 deixou Diego Souza na cara do gol, mas o palmeirense bateu para fora.

Aos 23 minutos, Nilmar tabelou com Adriano, foi ao fundo pelo lado esquerdo e cruzou. Adriano entrou de peixinho, mas não conseguiu alcançar a bola.

Quando estava dominando as ações, a seleção brasileira sofreu o segundo gol. Aos 30, Marcelo Moreno bateu falta com muita categoria e correu para o abraço. Julio César nem sequer pulou para tentar a defesa.

A seleção brasileira não baixou a guarda e assustou novamente com Daniel Alves. O jogador do Barcelona soltou uma bomba de fora da área e carimbou a trave direita do goleiro Árias. No rebote, Adriano, da meia-lua, pegou mal na bola e perdeu a chance de diminuir a desvantagem brasileira.

O Imperador, por sinal, caiu em cima do tornozelo esquerdo após uma disputa de bola pelo alto e saiu de campo de maca, sentindo muitas dores. Adriano, que sofreu um corte no local, ainda retornou e, mancando, aguentou até o fim do primeiro tempo.

Após o intervalo, além de lançar Diego Tardelli na vaga do Imperador, o técnico Dunga mandou a campo Alex no lugar de Diego Souza, que teve atuação apagada.

O segundo tempo começou morno. Nilmar, num chute de fora da área, aos 8 minutos, foi o responsável pelo primeiro lance de algum perigo. A bola, entretanto, foi para fora.

A partida seguiu em banho-maria por algum tempo, mas o Brasil não abdicou de buscar o ataque. O esforço foi premiado aos 25 minutos, quando Maicon fez boa jogada pela direita e cruzou na medida para Nilmar testar para a rede.

O gol animou a seleção, que aumentou um pouco o ritmo em busca do empate. Mas a Bolívia soube se segurar bem e não permitiu que os brasileiros criassem grandes oportunidades para empatar.

Nesta quarta-feira, o Brasil encerra sua participação nas eliminatórias contra a Venezuela, às 19h (de Brasília), em Campo Grande. Depois disso, o Brasil faz amistoso em 14 de novembro contra a Inglaterra. Haverá dois outros amistosos da seleção até o início da Copa do Mundo de 2010, ainda sem adversário definido.


Ficha técnica:

BOLÍVIA 2 x 1 BRASIL

Escalação Bolvívia: Árias, Zabala, Rivero, Raldes e Ignacio Garcia; Leonel Reyes, Olivares, Ronald Gutiérrez e Abdón Reyes (Vaca); Marcelo Moreno (Pedriel) e Arce (Pachi).
Escalação Brasil: Julio César, Maicon, Luisão, Miranda e André Santos (Elano); Josué, Daniel Alves, Ramires e Diego Souza (Alex); Nilmar e Adriano (Diego Tardelli).
Técnico: Erwin Sánchez. Técnico: Dunga.
Gols: Olivares, aos 9, e Marcelo Moreno, aos 30 minutos do primeiro tempo; Nilmar, aos 25 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Zabala, Ronald Gutiérrez, Rivero (BOL), Ramires, Josué, Daniel Alves e André Santos (BRA).
Cartão vermelho: -
Estádio: Hernando Siles, em La Paz. Data: 11/10/2009.
Árbitro: Pablo Pozo (CHI). Auxiliares: Patricio Bazualto (CHI) e Francisco Mondria (CHI).[

Fonte: http://www.globoesporte.com.br/

domingo, 11 de outubro de 2009

Argentina tem 42% de chances de conseguir vaga direta na Copa do Mundo


Para garantir a classificação direta para a Copa do Mundo de 2010, a Argentina precisa vencer ou empatar com o Uruguai na quarta-feira, em Montevidéu. Mas, pelos cálculos do matemático Tristão Garcia, é a Celeste quem tem mais chances de ficar com a quarta posição das eliminatórias sul-americanas: 58% contra 42% do time de Diego Maradona.

A Argentina tem 25 pontos, um a mais que os uruguaios. O Equador é o sexto, com 23, e pega o classificado Chile em Santiago, na quarta. Para ficar fora da Copa do Mundo, a seleção de Maradona tem que perder e os equatorianos têm que vencer os chilenos. Assim, os argentinos não entram nem na repescagem;

- A Argentina tem um mau retrospecto fora de casa. Só uma vitória (2 a 0 na Venezuela), cinco derrotas e dois empates. Já o Uruguai só perdeu uma no Centenário, para o Brasil, e venceu quatro. Por isso, a Celeste tem uma pequena vantagem. Mas é difícil fazer previsão em um jogo assim, sabemos que tudo pode acontecer. Se fizesse uma análise fria, só de números, seria 67% para a Argentina, pois joga por dois resultados, e 33% para o Uruguai, que só tem que vencer. Os números mostram um equilíbrio grande. A conclusão que eu chego é que é improvável que a Argentina fique fora da Copa, como todo mundo achava que iria acontecer – afirmou Tristão.

Com um empate, a seleção de Maradona só ficaria fora se o Equador vencer o Chile por seis gols de diferença, uma tarefa quase impossível. Principalmente após a derrota em casa para o Uruguai com gol no último minuto. A vitória heróica de 2 a 1, nos acréscimos, deixou Maradona mais confiante para a classificação.

- As chances de classificação estão intactas. Se fizéssemos cinco gols estaríamos mais tranquilos, mas só tivemos um de diferença na vitória contra os peruanos – disse o treinador.

Segundo Tristão, a Argentina só tem 13% de chances de ficar fora da Copa, sem repescagem. O Uruguai só pode pensar em vitória, pois empate e derrota deixaram a Celeste na dependência do resultado do Equador, que também não pode deixar o triunfo escapar para seguir com chances de repescagem (22%).
As partidas Uruguai x Argentina e Chile x Equador estão marcadas para o mesmo horário, 20h (de Brasília). Três seleções sul-americanas já estão garantidas na Copa do Mundo: Brasil, Paraguai e Chile. Na quarta, a decisão final.



CONFIRA A TABELA DE CLASSIFICAÇÃO DA AMÉRICA DO SUL


FONTE: www.globoesporte.com

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