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domingo, 2 de maio de 2010

Sofrido: com oito jogadores, mas com Ganso em tarde mágica, Peixe é campeão


Foi sofrido. Muito sofrido. O 18º título paulista do Santos saiu a fórceps neste domingo, no Pacaembu. O time que deu show durante todo o Estadual teve de suar muito, mas confirmou o favoritismo e levantou o troféu após perder por 3 a 2 para o Santo André - mesmo placar da vitória santista no primeiro jogo. A vantagem de jogar por dois resultados iguais garantiu a conquista dos alvinegros, que terminaram a partida com oito jogadores em campo. Épico.



A marca de cem gols no ano foi atingida pelo time de Robinho, Neymar e, principalmente, Paulo Henrique Ganso - que foi um gigante na decisão e compensou, sozinho, a perda de Léo, Marquinhos e Brum, expulsos. Neymar marcou duas vezes para os santistas. Nunes, Alê e Branquinho fizeram para o Ramalhão, que, bravamente, caiu de pé.

Gols, expulsões e Ramalhão na frente



O primeiro tempo foi eletrizante, nervoso, aberto e com muitos gols. O Santos entrou em campo para festejar, mas esqueceu-se de que título só se comemora após o apito final. O Santo André, ligado, dividindo todos os lances e consciente de que disputava uma final, surpreendeu logo aos 30 segundos de jogo. Branquinho lançou Cicinho, na direita, às costas de Léo. O lateral do Ramalhão invadiu a área, driblou o goleiro Felipe e chutou cruzado. Antes de a bola entrar, Nunes empurrou para o gol.

O Peixe não se encolheu e foi para cima. Aos sete minutos, Marquinhos achou Robinho dentro da área. De letra, o Rei das Pedaladas tocou para Neymar na marca do pênalti. Ele se livrou de três marcadores e estufou a rede com um forte chute de direita.

O problema do Santos é que, se o ataque é insinuante, rápido e imprevisível, a zaga às vezes é lenta e desatenta. O Ramalhão seguiu em cima, dividindo todas as bolas com muita força e vontade. Na frente, Bruno César, Branquinho e Rodriguinho, com movimentação constante, bagunçavam a defesa adversária. Aos 15 minutos, Branquinho livrou-se da marcação pelo meio e mandou a bomba. A bola explodiu na trave. Em seguida, aos 17, Carlinhos desceu pela esquerda e cruzou para Rodriguinho marcar de cabeça. No entanto, a auxiliar Maria Eliza Barbosa errou e marcou impedimento de Carlinhos, cuja posição era legal.

O Ramalhão seguia em cima e, aos 19, fez o segundo gol. Após cobrança de escanteio pela direita, Alê apareceu na área. A zaga santista ficou olhando, e o volante completou de cabeça para o gol.


O jogo, além de corrido, era nervoso. Neymar buscava o drible, e os marcadores faziam falta. Aos 22 minutos, Alê chegou de forma mais dura numa dividida com o garoto santista, provocando uma grande confusão. Ganso tomou as dores do amigo e partiu para cima do volante. E Léo e Nunes começaram uma ríspida discussão paralela, perto da linha lateral. Foram expulsos. Os andreenses reclamaram muito do comportamento de Neymar em campo.



- Ele é um cai-cai do c******... - esbravejou o goleiro Júlio César.

Com os dois times atuando com dez jogadores, o Santos passou a controlar melhor a posse de bola. A defesa alvinegra já não tinha tanto trabalho para marcar apenas Rodriguinho à frente, e o Peixe, de passe em passe, chegou ao seu segundo gol. Aliás, outro golaço. Robinho ganhou dividida na intermediária e passou a bola para Ganso, que, de calcanhar, encontrou Neymar entrando pela esquerda. O garoto, de canhota, teve tranquilidade para colocar a bola no canto direito, longe do alcance de Júlio César.

Quando o jogo estava sob controle do Peixe, Marquinhos se precipitou e acertou um carrinho por trás, desnecessário, em Branquinho. Foi expulso, deixando o time com nove jogadores. Aí, o jogo ficou à feição para o rápido time do ABC paulista. Com o adversário escancarado, Bruno César acertou belo passe para Branquinho, que entrava pelas costas da defesa santista. O meia girou e bateu colocado, de direita, sem chances para Felipe, desempatando novamente o jogo: 3 a 2. Faltava um gol para o Ramalhão, já que o resultado ainda dava o título ao primeiro colocado da fase de classificação.



Fim de jogo dramático após outra expulsão



O Santos voltou mais bem posicionado para o segundo tempo. Dorival Júnior abriu Robinho pela direita e Neymar pela esquerda. Ganso jogava pelo meio. Arouca e Mancha marcavam pelo meio. Mesmo com um a menos, o Peixe conseguia ameaçar. Logo aos três minutos, num lindo passe diagonal, Ganso enxergou Robinho. O gol só não saiu porque o atacante chegou atrasado.


O Ramalhão, porém, continuava bem vivo no jogo. Sempre que Bruno César ou Branquinho pegava na bola, o time do ABC criava jogadas perigosas. Aos cinco minutos, Rodriguinho recebeu de Bruno, driblou Felipe e chutou para o gol. Arouca, que entrava por ali, salvou o Alvinegro Praiano.

Aos 17, Dorival tirou Robinho para colocar o atacante André. A missão do centroavante era correr atrás dos zagueiros para tentar dificultar as saídas de bola do Ramalhão. Com essa mudança, o Santos deixou de ser ameaçado momentaneamente. Ganso assumiu o comando do time e passou a prender a bola no meio. Neymar tentava partir para cima, mas caía a toda hora. Aos 32, foi substituído por Roberto Brum.



O Santos tinha o jogo sob controle. Mesmo com um a menos, marcava bem e não dava chances para o Santo André. Até que Brum cometeu o mesmo vacilo de Marquinhos. Fez falta por trás em Pio e recebeu o vermelho. O Peixe tinha apenas oito jogadores em campo, e a partida se tornou dramática. Dorival Júnior, prontamente, mandou o zagueiro Bruno Aguiar para o campo. Ganso iria sair, mas foi firme. Virou-se para o banco e gritou:



- Eu? Eu não. Vou ficar aqui!



André, então, foi sacado.



Melhor para o Peixe. O meia prendeu a bola na frente, chamou falta, cavou escanteio.



A essa altura, o Ramalhão já tinha Rodriguinho, Rodrigão e Pio, todos praticamente dentro da área. O Peixe se segurava como podia. Aos 45 minutos, o momento de maior tensão para os torcedores santistas: Rodriguinho completou um cruzamento da direita, e a bola tocou na trave, com Felipe torcendo para ela não entrar.



Angustiados, os torcedores santistas, de pé, exigiam o fim do jogo no Pacaembu. Com o apito final, aos 49 minutos, a explosão de alegria começou. Agora, a terceira geração dos Meninos da Vila confirma o destino do Santos: ser formador de meninos campeões.





Ficha técnica:


SANTOS 2 x 3 SANTO ANDRÉ
Felipe, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Rodrigo Mancha, Arouca, Marquinhos e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Roberto Brum) e Robinho (André). Júlio César, Cicinho (Rômulo), Halisson, Cesinha e Carlinhos; Alê (Pio), Gil, Branquinho (Rodrigão) e Bruno César; Rodriguinho e Nunes.
Técnico: Dorival Júnior. Técnico: Sérgio Soares.
Gols: Nunes, aos 30 segundos, Neymar, aos sete minutos, Alê, aos 19, Neymar, aos 31, e Branquinho, aos 44 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Rodriguinho, Júlio César, Alê, Carlinhos, Cicinho, Rômulo, Halisson (Santo André), Pará, Neymar, Paulo Henrique Ganso (Santos). Cartão vermelho: Nunes (Santo André) e Léo, Marquinhos e Roberto Brum (Santos)
Público e renda: 35.001 pagantes e R$ 2.349.455.
Estádio: Pacaembu, em São Paulo. Data: 02/05/2010.: ÁrbitroSalvio Spinola Fagundes Filho. Auxiliares: Maria Eliza Correia Barbosa e Daniel Paulo Ziolli.

Derrota de campeão: Grêmio perde em casa, mas conquista o Gauchão


Doce derrota. Pouco importa que o Grêmio tenha perdido o Gre-Nal deste domingo, no Olímpico, por 1 a 0. Gremista algum vai dar importância a um simples placar diante da certeza que ninguém vai conseguir apagar: o Tricolor, com humildade e futebol, bom de pé, cabeça e coração, é o grande campeão gaúcho de 2010.

O Grêmio fez valer o resultado do primeiro jogo, no domingo passado, a vitória por 2 a 0 no Beira-Rio. Em casa, diante da torcida, levou 1 a 0 do Inter, com gol de Giuliano. E foi campeão mesmo assim, quebrando um jejum que incomodava a torcida azul desde 2007. O Rio Grande do Sul pertence ao Grêmio pela 36ª vez. O Colorado segue na frente no histórico estadual, com 39 conquistas.

O título solidifica o trabalho de Silas, que chegou a correr riscos de demissão Ao Inter, resta o consolo de ter vendido caro o resultado. Na quinta-feira, a equipe de Jorge Fossati tenta avançar às quartas de final da Libertadores. Precisa vencer o Banfield por 2 a 0 ou três gols de vantagem. O Grêmio, um dia antes, tenta confirmar presença nas semifinais da Copa do Brasil. Basta um empate com o Fluminense no Olímpico.

Avisou e cumpriu: Inter mete pavor no Grêmio com gol cedo

Se corre, o bicho pega; se fica, o bicho come. O que o Inter mais queria era fazer um gol cedo, ainda no primeiro tempo, para deixar o Grêmio assustado, sem saber direito o que fazer da vida: ou atacar e correr o risco de levar mais um no contra-ataque, ou se defender e conviver com o perigo de ser pressionado. O Colorado avisou que pretendia meter pavor no rival. E conseguiu. Com nove minutos, pulou na frente (assista ao lance no vídeo ao lado).

O Inter foi a campo ainda mais modificado do que o previsto. Não bastassem as ausências de Sorondo, Guiñazu, D’Alessandro e Alecsandro, o técnico Jorge Fossati optou por colocar Bruno Silva na direita, com Nei no banco, e montar o time no 3-5-2, com Ronaldo Alves na zaga e Andrezinho na reserva. Apenas seis titulares absolutos foram a campo. E não é que deu certo?

Deu certo por alguns fatores. Primeiro, porque Giuliano jogou muito. Segundo, porque o setor ofensivo gremista não funcionou. Terceiro, porque o time de Silas não teve Mário Fernandes. E o guri é uma ausência das mais fortes. O quarteto defensivo azul teve três jogadores que ou têm deficiência técnica, ou ainda precisam ser testados: Edílson, Ozeia e Neuton. O Colorado soube aproveitar.

Era um jogo pegado, de correria, com divididas de sair faísca quando o Inter marcou seu gol. O lance nasceu em cruzamento da esquerda. Victor subiu mais alto e espalmou a bola para fora da área. Ela caiu nos pés de Giuliano. O meia dominou, mirou o canto esquerdo do goleiro gremista e mandou o chute. O ídolo tricolor foi batido pela promessa colorada. A bola entrou. Gol do Inter.

O Grêmio não fez um bom primeiro tempo. Não teve a aproximação, o tabelamento e a criatividade de outros jogos. Mesmo assim, ameaçou. E aí Pato Abbondanzieri abriu as asas para fechar o gol colorado. Ele fez cinco defesas na etapa inicial: uma em pancada de Edílson, duas em cabeceios de Rodrigo e Borges, outras duas em conclusões com os pés dos mesmos atletas.

O Inter ameaçou menos, mas assustou o adversário. Aos 21 minutos, Taison e Glaydson tabelaram pelo meio e acionaram Walter, que recuou para Giuliano. O meia, melhor figura do primeiro tempo, bateu colocado. A bola raspou o travessão de Victor. Em cruzamento para a área, os zagueiros tricolores se desentenderam, bateram boca, quase brigaram. Foi um sinal de que não reinava tranquilidade no setor.



Grêmio melhora, controla o jogo e conquista o título

O Grêmio voltou diferente. E melhor. Com Hugo no lugar de Leandro, o Tricolor foi um time mais intenso na largada da etapa final. Silas permitiu que sua equipe fosse ao ataque, sem medo das respostas coloradas. A bola circulou pelo campo de defesa do Inter. E quase foi parar dentro do gol de Abbondanzieri.

Aos seis minutos, o Olímpico viveu a expectativa do gol que poderia confirmar o título para o Grêmio. Douglas lançou a bola em profundidade, às costas do zagueiro Ronaldo Alves. Borges recebeu e ficou frente a frente com o goleiro colorado. O chute cruzado, de canhota, encontrou a rede, mas por fora. Quase. Hugo, dez minutos depois, cabeceou livre. A bola tocou o chão e encobriu o gol. Não entrou por detalhes.

O Inter precisava cumprir tarefa dupla: controlar o ataque azul e ir à frente. Aos 14, após escanteio, Walter desviou de cabeça e Bolívar, na frente de Victor, não conseguiu alcançar. O Grêmio respondeu. Jonas, aos 21 minutos, obrigou Abbondanzieri a operar novo milagre. O chute foi de muito perto, de frente, daqueles moldados para entrar. E não entrou.



O resto foi espera, expectativa, unhas roídas. O tempo voou para os colorados. E andou a passos de tartaruga para os gremistas, O Inter ainda perdeu a cabeça e teve Taison expulso após dar uma pancada em Jonas. O time de Silas soube controlar o rival. Com a torcida enlouquecida, não teve jeito para o rival. O Grêmio é, com toda a justiça, o campeão gaúcho de 2010

Atlético vence novamente o Santa Helena e é campeão goiano pela 11ª vez


O fantasma não apareceu! Jogando com o regulamento debaixo do braço e sem passar por sustos, o Atlético-GO é campeão estadual pela 11ª vez. Mesmo com a vantagem de poder perder por até três gols de diferença, o time do técnico Geninho venceu com autoridade o Santa Helena por 3 a 1, neste domingo, no estádio Pedro Romualdo Cabral, e comemorou o título goiano. Na primeira partida da final, o Rubro-negro já havia vencido por 4 a 0 o rival, que é conhecido como o Fantasma do Sudoeste.







Dono do melhor ataque da competição com 57 gols, o Atlético-GO abriu o placar com Rodrigo Tiuí logo aos 12 minutos do primeiro tempo. Após uma boa troca de passe, o atacante chutou sem chance para o goleiro Luiz Almeida.



O empate do Santa Helena veio aos 21 minutos. Após cobrança de escanteio, Gilson tirou a bola da área, mas Keninha aproveitou o rebote e chutou de primeira para o gol. No meio do caminho, Eder dominou e, livre na área, tocou no canto esquerdo de Márcio. A defesa do Atlético-GO parou pedindo impedimento, que não aconteceu.

Apesar de ser o melhor mandante do Campeonato Goiano com oito vitórias em dez jogos, o Santa Helena não conseguiu a virada. E partindo no desespero para o ataque ainda levou o segundo gol. Washington, de pênalti, deixou o Atlético-GO novamente em vantagem aos 23 minutos. Chute forte no canto esquerdo do goleiro Luiz Almeida, que caiu para o canto direito. O atacante, aliás, conquista o seu quarto título estadual seguido. Em 2007 foi campeão pernambucano pelo Sport, em 2008 comemorou o título paulista com o Palmeiras e no ano passado vibrou com o Vitória no campeonato baiano.



E no fim da partida, o Atlético-GO ainda marcou o terceiro. Após o cruzamento para a área, Agenor desviou de cabeça no canto direito do goleiro do Santa Helena: 3 a 1. Apesar da festa em campo, o Atlético-GO não vai ter muito tempo para comemorar o título. O time de Geninho se concentra para o segundo duelo contra o Palmeiras pelas quartas de final da Copa do Brasil. Na primeira partida, o clube paulista venceu por 1 a 0. O jogo de volta é nesta quarta-feira, às 19h30m, no estádio Serra Dourada, em Goiânia.

Náutico permite reação do Sport, mas vence e fica em vantagem na decisão


O Náutico deu um passo importante rumo ao título e à quebra da hegemonia do Sport no Campeonato Pernambucano, que luta pelo penta. Mas esse passo poderia ter sido mais largo. Depois de estar vencendo por 3 a 0 até os 22 minutos do segundo tempo, neste domingo, no estádio dos Aflitos, o Timbu permitiu a reação do Leão e venceu por 3 a 2, ficando em vantagem na decisão. Agora, o time alvirrubro pode até empatar na quarta-feira, na Ilha do Retiro, para ficar com a taça.

Timbu faz 2 a 0 no primeiro tempo

A decisão começou pegada e equilibrada, mas o Náutico, jogando em casa, não tardou a abrir o placar. Rodrigo Dantas recebeu na direita, a defesa do Sport não acompanhou na marcação, e ele bateu cruzado, direto para o fundo das redes. O gol animou o Timbu, que partiu para cima em busca do segundo.

Depois de uma grande defesa de Magrão, após finalização de Geílson, o time alvirrubro ampliou a vantagem. Bruno Meneghel, aos 27, fez o seu e deixou a equipe do técnico Alexandre Gallo mais tranquila em campo, ao contrário do Sport, que precisou sair para o jogo em busca dos seus gols.

O Leão tentava, mas nada de conseguir o que queria. No fim da primeira etapa, uma confusão envolvendo os jogadores dos dois times tirou dois jogadores de campo. Zé Carlos, do Náutico, e Eduardo Ramos, do Sport, foram expulsos pelo árbitro Marcelo de Lima Henrique

Leão reage e diminui o prejuízo

No segundo tempo, ao invés de o Sport partir para cima, foi o Náutico quem tomou as ações. Aos três minutos, Magrão fez bela defesa e evitou o pior. Mas Carlinhos Bala, depois de quase marcar aos cinco, quando Tobi tirou no momento certo, fez o terceiro, aos dez. No contra ataque em alta velocidade, a bola chegou no atacante, que finalizou, ampliando a vantagem.

Mas o que parecia ser uma tarefa praticamente perdida para o Leão, começou a mudar. Passados 22 minutos da segunda etapa, Zé Antônio arriscou da intermediária e diminuiu, iniciando a reação. Quatro minutos depois, foi a vez de Tobi marcar. Eduardo Ratinho cobrou falta e encontrou o zagueiro na área. Ele girou, bateu e fez o segundo, passando a pressão para o lado do Náutico.

Apreensiva, a torcida do Timbu tentava empurrar sua equipe. Mas foi novamente o Sport quem assustou. Leandrão, em duas oportunidades seguidas, quase empatou. Na primeira, Glédson espalmou e salvou o time alvirrubro. Na segunda, o atacante não teve sucesso. O tempo foi passando, e o ritmo do jogo caiu. No fim, vitória do Náutico: 3 a 2.



O Náutico jogou com Glédson, Derley, Diego Bispo, Vinícius e Zé Carlos; Hamilton, Ramirez, Bruno Meneghel (Dinda), Geílson (Nilson), Rodrigo Dantas (Márcio Tinga) e Carlinhos Bala. Já o Sport foi a campo com Magrão, Igor, César (Ricardinho) e Tobi; Júlio César (Eduardo Ratinho), Daniel, Zé Antônio, Eduardo Ramos e Dutra; Ciro e Leandrão.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Império do Amor faz sua parte, mas Fla falha na defesa e tropeça no Olaria




Adriano fez um, Vagner Love, dois. Mas desta vez, o Império do Amor não foi suficiente para garantir a sexta vitória consecutiva. Com outra atuação atabalhoada do sistema defensivo, o Flamengo empatou por 3 a 3 com o Olaria, no Maracanã, na noite desta quarta-feira. O resultado garante a classificação antecipada do time rubro-negro à semifinal da Taça Guanabara.

O time pula para os 16 pontos e perde o aproveitamento de 100% na temporada. O adversário na última rodada será o Boavista, domingo, às 19h30m (de Brasília), em Volta Redonda.

Novamente, a defesa foi o ponto falho da equipe. Foram dois pênaltis cometidos, um jogador expulso e muitos sustos na torcida. Até Bruno, que falhou no segundo gol, não teve uma noite feliz.

O Olaria pode gabar-se de ser o primeiro time pequeno a roubar pontos de uma equipe grande. E logo do atual tricampeão carioca e campeão brasileiro. O time do subúrbio tem 11 pontos e enfrenta o Fluminense na última rodada. A partida será no Engenhão, às 19h30m (de Brasília), domingo.

Tudo igual no primeiro tempo

A ressaca do Fla-Flu atingiu os torcedores, que praticamente ignoraram a partida contra o Olaria. E os poucos que foram ao Maracanã viram um início preocupante. Depois de dois contragolpes perigosos, o Olaria abriu o placar. Cacá chutou de longe forte, no ângulo esquerdo de Bruno. O goleiro ainda tocou na bola.

Não deu nem tempo de comemorar. Logo na saída de bola, aos seis, Vagner Love rolou para Juan. O lateral foi ao fundo e cruzou para Adriano subir e empatar.

O Flamengo passou a ter domínio das ações. Vinícius Pacheco fez boa jogada aos 17 e bateu firme, à direita da baliza. Só que também deixou muitos espaços na defesa. Em um dos buracos, Aleílson fez jogada na ponta direita e cruzou em cima de Bruno. Seria uma defesa tranquila, mas o goleiro não segurou e a bola não entrou por pouco.

Aos 25 minutos, Vinícius Pacheco rolou para Adriano dentro da área. Ele driblou o goleiro, mas perdeu ângulo. Voltou, deu uma linda caneta em Thiago Eleutério e bateu rasteiro. Ângelo defendeu com os pés.

Sem a categoria de Petkovic, o Flamengo teve a velocidade e os dribles curtos de Vinícius. Em um destes lances, aos 35, ele saiu do meio-campo, foi à linha de fundo e cruzou para trás. A bola bateu na canela de Adriano e saiu.

No último lance do primeiro tempo, por pouco, Adriano não garante uma placa no Maracanã. Após cruzamento de Kleberson, o Imperador saltou e deu um voleio com força, próximo ao ângulo esquerdo do Olaria.



Pênaltis, expulsões... Love


Logo no início do segundo tempo, o Flamengo cometeu o quarto pênalti na temporada. David derrubou Aleílson na área. Na cobrança, Cacá bateu no canto direito e Bruno saltou para defender.

Aos 11, Vagner Love fez o dele. Fierro cruzou da direita e o artilheiro do amor desviou com a perna esquerda. A vantagem durou pouco. Após uma tabela na entrada da área, Araruama chutou e a bola entrou por baixo das pernas dele.

A virada veio em outro pênalti. Toró empurrou Aleílson dentro da área e foi expulso. Na cobrança, Cacá bateu forte no canto direito e virou a partida, aos 19.

O Flamengo precisava apenas do empate para conseguir a classificação antecipada. Adriano, aos 29, girou e bateu com perigo.

O gol de empate saiu aos 37. Juan cruzou da esquerda, Vagner Love saltou e cabeceou para o chão. O Olaria teve Thiago Eleutério expulso logo depois e a pressão dos mandantes aumentou, mas o nervosismo atrapalhou e o quarto gol não saiu.

Ataque funciona, e São Paulo vence


Na véspera da partida contra o São Caetano, o técnico do São Paulo, Ricardo Gomes avisou: o time que vai jogar será o que vai estrear na Taça Libertadores e que todos poderiam esperar que o time mostraria em campo que está em franca evolução. E, pelo apresentado em campo nos 90 minutos da partida realizada em Barueri, o torcedor já vê motivos para sorrir.


Na sua melhor apresentação na temporada até agora, a equipe do Morumbi derrotou o Azulão por 3 a 0, resultado que colocou a equipe no G-4 do Campeonato Paulista. O time foi ao segundo lugar, com 11 pontos, dois a menos que o surpreendente líder Botafogo de Ribeirão Preto. Já a equipe do ABC, que completou sua terceira partida sem vitória na competição, caiu para a nona posição, com oito pontos.



As duas equipes voltarão a campo no próximo final de semana. O Tricolor, no domingo, fará o clássico contra o Santos, novamente na Arena Barueri. Já o São Caetano buscará a reabilitação diante do Mirassol, na casa do adversário.



Começo arrasador do Tricolor



O começo de partida do São Paulo empolgou. Com apenas seis minutos, a equipe já havia criado duas oportunidades. A primeira, aos dois minutos, quando Marcelinho Paraíba desceu pela esquerda e cruzou para Washington, que dominou e bateu à direita do gol de Luiz. No lance seguinte, Jean recebeu passe de Hernanes e, já na área, bateu rasteiro, também à direita do gol adversário. Para completar, aos seis novamente Washington recebeu passe açucarado de Marcelinho Paraíba e mandou por cima do gol.(Reveja esse lance)


O São Caetano, que até então só assistia o jogo, assustou aos sete, em lance de Wanderley, que Rogério Ceni defendeu com o peito. Mas ficou nisso. Até os 20min, os comandados de Ricardo Gomes mantiveram o domínio da partida.


A grande novidade no posicionamento do São Paulo é que o técnico Ricardo Gomes deu total liberdade para Marcelinho Paraíba e Dagoberto, que alternavam os lados do gramado. Pelo meio, Hernanes também se aproximava o que facilitava demais a coisa para Washington, que passou a ser municiado constantemente.


Se do meio para frente, as coisas funcionavam bem, defensivamente, ficou claro que o time vai levar um tempo para assimilar a saída de André Dias que, como o próprio Ricardo Gomes lembrou, é o único que sabia fazer a sobra. O São Caetano, a partir da metade do primeiro, passou a chegar com muito espaço para tocar a bola. Everton Ribeiro, aos 18, entrou livre na área, mas ao invés de chutar, preferiu cruzar e a zaga tricolor afastou o perigo.


Aos 24, quando o time do ABC já havia equilibrado a partida, o São Paulo abriu o marcador. Pela terceira vez na partida, Washington recebeu passe açucarado na área, desta vez de Dagoberto, que havia feito bela jogada pela esquerda. Nesse lance, o camisa 9 foi mais feliz na conclusão e, de pé direito, mandou no ângulo de Luiz.


Em desvantagem, o São Caetano foi para frente. Aos 33, Wanderley assustou Rogério Ceni em chute de fora da área. Ao mesmo tempo em que passou a rondar com perigo a área adversária, o time do ABC passou a deixar espaços para o Tricolor jogar da maneira que mais gosta, ou seja, no contra-ataque. E foi assim que saiu o segundo gol, aos 36. Marcelinho Paraíba avançou livre e, na entrada da área, foi travado por Jairo. Na sobra, Dagoberto avançou e tocou na direita para Washington que, recebeu e cruzou na medida para o mesmo Dagoberto fuzilar no ângulo do goleiro do São Caetano. Um belo gol. (Veja o gol ao lado)


Etapa complementar

Feliz com o desempenho da equipe, Ricardo Gomes aproveitou para fazer experiências. Ele sacou o zagueiro Renato Silva e colocou o estreante Cléber Santana. Com isso, Richarlyson foi recuado para a zaga. Depois, sacou Marcelinho Paraíba e colocou Léo Lima.



As mudanças fizeram o time diminuir seu ritmo. Sem Marcelinho Paraíba, que com Dagoberto ,confundia a marcação adversária, a equipe tornou-se mais previsível, valorizando a posse de bola e esperando o momento certo para atacar. Como o São Caetano também continuava sem levar perigo, o jogo caiu muito de qualidade.



Tanto que a primeira jogada de perigo surgiu apenas aos 27, quando Washington, de cabeça, exigiu bela defesa de Luiz, após cruzamento de Jean pelo lado direito. O São Caetano respondeu em lance de Wanderley no minuto seguinte, que foi bem defendido por Rogério Ceni. Quatro minutos depois, após cruzamento da esquerda, Xandão foi afastar de cabeça e quase marcou gol contra.



Nos últimos 15 minutos, o Tricolor diminuiu ainda mais seu ritmo. E o São Caetano seguia batalhando pelo seu primeiro gol. Aos 39, Wanderley chutou pela esquerda, Rogério Ceni falhou e a bola bateu no travessão. Quatro minutos depois, um replay do lance anterior: Wanderley chutou, Rogério Ceni defendeu e a bola acertou a trave. Jà nos descontos, Hernanes, que até então estava em noite apagadíssima, avançou pelo meio-campo e, em belo chute de fora da área, acertou o canto esquerdo de Luiz e colocou números finais no marcador.

Não importa a versão: com time reserva, Inter derrota o Novo Hamburgo: 3 a 1


Não importa a versão. A, B, reservas... o Inter está seguro neste início de temporada. Grupo forte, planejamento seguido à risca, rotina de vitórias. Nesta quarta-feira, contra o Novo Hamburgo, a equipe fez 3 a 1, chegou a 16 pontos no Grupo 2 e deixou encaminhada a vaga para a próxima fase do Gauchão. No Estádio do Vale, em Novo Hamburgo, Leandro Damião, Sorondo e Thiago Humberto fizeram os gols vermelhos. Paulinho descontou para o Nóia. A equipe do técnico Gilmar Iser tem sete pontos e está na vice-liderança do Grupo 1.



Foi uma oportunidade para o técnico colorado, Jorge Fossati, fazer testes e poupar os titulares. Deve ter gostado. O goleiro Muriel foi decisivo no momento em que a equipe mais precisou e ganhou pontos. Wilson Mathias, Glaydson e Bruno Silva também se destacaram.



Na próximo domingo, o Inter recebe o Avenida, às 19h30m, no Beira-Rio. Fossati vai jogar com o time principal. Meia hora antes, o Novo Hamburgo visita o São José de Porto Alegre.



Confira a classificação e a tabela do Campeonato Gaúcho



Doces sonhos de Fossati





O sono do técnico do Inter, Jorge Fossati, deve ser dos melhores. Nada como um plantel forte, recheado de boas opções para trabalhar. Contra o Novo Hamburgo, esteve em campo a terceira versão do time colorado nesta temporada. Nem A, nem B. Os reservas do grupo principal foram escalados com o reforço de um titular: o lateral-direito Nei, improvisado na ala esquerda.


Foi noite para ver o volante Wilson Mathias em campo. O tal “reforço espetacular” buscado no Morelia, do México, pelo vice de futebol colorado, Fernando Carvalho, estreou com a camisa vermelha. Ainda não deu para justificar o apelido, mas é jogador de valor. Alto (1,86m), magro, passadas largas, e cabeça sempre erguida. Praticamente não errou passes. Com o suporte de Glaydson no meio-campo, por vezes começou jogadas e curtiu se aventurar no ataque.



Não foi um primeiro tempo de muitas chances, mas de aproveitamento perfeito do Inter. Nas duas oportunidades claras que teve, fez. Aos 15, Leandro Damião, remanescente do Colorado B, recebeu passe na entrada da área de Andrezinho e nem precisou dominar. No chute de primeira, reto, abriu o placar. Quarto gol dele no Gauchão.



Andrezinho foi Andrezinho. É assim que Fossati quer. Número dez nas costas, braçadeira de capitão, e a categoria de sempre. Aos 40 minutos, fez jogada de craque. Deixou dois marcadores na saudade, um deles no chão, e por pouco não concluiu um bom ataque. Foi dele a cobrança de falta para o segundo gol, seis minutos mais tarde. Em bola alçada na área, Edu se antecipou para o toque de cabeça, e Sorondo, da mesma forma, deixou o dele: 2 a 0. Na comemoração, festa com o preparador físico Alejandro Valenzuela que, bom profissional que é, aproveitou para molhar a cabeça do jogador. O calor em todo o Rio Grande Sul tem sido intenso. Em Porto Alegre, o temperatura beirou os 40ºC nesta quarta. Sem falar na sensação térmica. Só mesmo Jorge Fossati, que trabalhou no Qatar, para não se entregar ao calor. Manteve o terno preto impecável à beira do campo.



Nóia aperta, mas o Inter se segura





O Nóia, que havia corrido muito no primeiro tempo, voltou ainda mais ligeiro no segundo, e a partida que parecia decidida ganhou emoção. Logo cedo, aos nove, Gustavo Papa avançou pela esquerda e cruzou para área. Se Muriel não estivesse ligado, levaria o gol. A bola tomou efeito e tinha endereço certo. O camisa 1 a afastou com um soco.


O Inter pareceu sentir a falta de ritmo, caiu de produção, quase não criou. As 12, o Novo Hamburgo conseguiu diminuir. Paulinho foi lançado em velocidade na área, Wilson Mathias chegou para desarmá-lo e, ao mesmo tempo, o goleiro Muriel saiu de carrinho. O árbitro Francisco Neto marcou pênalti. Na cobrança, três longos minutos depois, Paulinho bateu com categoria e recolocou os donos da casa no jogo.



Leandro Damião saiu no Inter para a estreia do meia Thiago Humberto, ex-Barueri. O Colorado ficava sem uma referência na área e passou um tremendo sufoco. Não fosse a noite segura de Muriel, o empate, e talvez a virada, seria inevitável. Preto e Gustavo Papa tiveram chances claríssimas, aos 27 e aos 30, mas não conseguiram vencer o camisa 1. Maiquel também ficou na cara do gol, tentou driblar o goleiro, desabou no chão e acabou expulso. A arbitragem entendeu que ele se jogou. Como já tinha amarelo, saiu mais cedo em direção ao vestiário.


Walter entrou para dar mais peso na frente. Funcionou. Thiago Humberto, em duas oportunidades, parou no bom goleiro Nicolas. Andrezinho, que andava sumido na etapa final, apareceu para fazer o terceiro, aos 39. Lançado por Danilo Silva pelo lado direito da área, tocou na saída de Nicolas e saiu para a festa. A arbitragem assinalou impedimento corretamente.



O gol teria de ser mesmo de Thiago Humberto. Aos 41, Bruno Silva brigou pela bola, foi à linha de fundo pelo lado direito e cruzou para a área. No carrinho, com o pé esquerdo, Thiago deixou o dele, fechou a vitória e ganhou a estreia feliz que tanto queria.

Sob sol forte, Grêmio só empata com o São Luiz e vê a torcida perder a paciência


Era dia de recuperação, de dar um chega para lá na crise e esquecer a derrota no Gre-Nal do domingo passado. Nada saiu como planejado. Nesta quarta-feira, sob um sol de quase 40ºC, o Grêmio não conseguiu passar de um empate com o São Luiz, por 1 a 1, pela sexta rodada do Gauchão, e teve de aceitar as vaias dos torcedores. Recém-chegado, o técnico Silas ouviu gritos de "burro" pela primeira vez no comando do time. Sinal de que vai ter muito trabalho pela frente e em um curto espaço de tempo. Mesmo com o resultado ruim, a equipe continua na liderança do Grupo 1, com 11 pontos.



O São Luiz de Ijuí, até então dono da melhor campanha no Estadual, ainda lidera o Grupo 2, com 14 pontos, mas pode perder posições no fim da rodada.



No domingo, o Grêmio visita o Universidade, em Canoas, às 17h. O São Luiz recebe o Esportivo, em Ijuí, no mesmo horário.

De cabeça quente, Grêmio joga mal



Foi angustiante ver os goleiros do Grêmio, Victor e Marcelo Grohe, e os jogadores do São Luiz fazendo aquecimento sob um sol de quase 40°C no gramado do estádio Olímpico. A sensação térmica era de uma temperatura ainda maior. Porto Alegre teve dia com um sol para cada um. E não é exagero. O calor fez uma vítima antes de a bola rolar. Numa das cabines de imprensa, o ex- jogador e comentarista do SporTV e do canal PFC, Batista, de 54 anos, passou mal pouco antes do início do confronto. Ele desmaiou, recebeu atendimento médico, conseguiu voltar ao trabalho e passa bem.

Em campo, o Grêmio só conseguiu deixar a cabeça do torcedor mais quente. Disposto, mas sem padrão tático, o time até criou boas possibilidades, mas cometeu muitos erros de passe e finalização. Sem Souza - que rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo no último domingo, terá de passar por cirurgia e só volta em seis meses -, coube a Hugo a obrigação de criar as jogadas. Mesmo febril, o camisa 10 começou bem. Aos 12, ganhou uma disputa pelo alto no meio-campo e conseguiu deixar Jonas livre na esquerda. O chute do camisa 7 subiu demais.



O forte calor fez o jogo parar por dois minutos, aos 21, para a hidratação dos jogadores. Silas aproveitou para arrumar a casa, mas faltou combinar com Jonas. A pontaria do artilheiro gremista no Gauchão, com quatro gols, andava mal. Em nova chance, aos 33, fez uma escolha errada. Após grande jogada do zagueiro Mário Fernandes, ficou sozinho na área em condições de bater, tentou driblar o goleiro Oliveira e perdeu o ângulo. Bola para fora, e fim da paciência nas arquibancadas.

Borges tentou fazer o clima de pressão passar. Rafael Marques cruzou, o atacante dividiu com Marcelo Oliveira pelo alto e mandou para fora, aos 30. Dez minutos mais tarde, Jonas desperdiçou mais uma boa chance. Lançado na esquerda, ficou livre, buscou o ângulo de Oliveira, mas errou o alvo novamente. Grêmio dono do jogo, mas placar em branco.



Sob vaias, Tricolor só empata



Silas decidiu mudar peças e esquema no segundo tempo. Joílson e Adilson, vítimas do desgaste, saíram para que Maylson e Fábio Rochemback entrassem. No 4-4-2, o técnico deslocou Mário Fernandes para a lateral direita e deu companhia a Hugo no meio-campo. Não deu tempo de saber se daria certo. Aos dois minutos, Eraldo, artilheiro do Gauchão com sete gols, encarou a marcação de Maurício na linha de fundo, cruzou da direita e achou Vanderson, livre na área, para abrir o placar. Foi o primeiro ataque bem organizado do clube de Ijuí na partida. Em seis jogos no Estadual, o Grêmio saiu atrás em todos.

Duas boas chances chegaram a interromper as vaias no Olímpico. Aos cinco, Borges recebeu ótimo cruzamento de Mário Fernandes na pequena área e conseguiu o chute. Para o azar do atacante, a bola bateu no travessão e caiu sobre a linha. Nem adiantava pedir gol. Em seu único e último chute, Hugo fez Oliveira trabalhar duro. Aos 14, a bomba de perna esquerda ia parar no cantinho, mas o goleirão caiu bonito para defender. Fábio Santos entrou no lugar do meia.



Em uma nova pausa para aliviar o calor, os torcedores protestaram. Silas ouviu gritos de "burro" pela primeira vez desde que assumiu o Tricolor. Rochemback, que errou tudo que tentou até aquele momento, também foi criticado.



Borges é um atacante que nunca desiste. Talvez por isso tenha fama de goleador. Aos 27, foi recompensado por todo esforço que tem feito com a camisa do Grêmio. Após ótimo cruzamento de Maylson, ele nem teve o trabalho de sair do chão. Cabeça na bola, e bola na rede: 1 a 1. E a virada por pouco não saiu no minuto seguinte. Na cobrança de escanteio, a bola sobrou na pequena área. O giro rápido, característica do camisa 9, terminou com um chute forte para muito longe do gol.



Lúcio, aos 46, ainda cobrou falta com perfeição, mas Oliveira foi buscar. O Grêmio amplia a invencibilidade em casa para 42 jogos, não perde desde setembro de 2008, mas nesta quarta-feira o dado não passou de um detalhe.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Flamengo passa sufoco, mas vira para cima do Duque de Caxias na estreia


O Flamengo venceu de virada o Duque de Caxias por 3 a 2, neste domingo, no Maracanã, na estreia no Campeonato Carioca. A equipe rubro-negra saiu atrás no placar após o gol de Maurinho, virou com Kleberson e Fierro, permitiu o empate mas o estreante Fernando garantiu os três pontos para o Fla.

O forte calor no Rio de Janeiro prejudicou muito o rendimento dos jogadores, principalmente no primeiro tempo. Antes do jogo, Vagner Love apareceu no gramado a saudou os torcedores.

Na próxima rodada, quarta-feira, o Fla enfrenta o Volta Redonda na Cidade do Aço. A partida deverá marcar a estreia de Vagner Love com a camisa rubro-negra. Adriano também deverá ter condições de estar em campo.

Maurinho deixa sua marca

A animação da torcida após o contato com Love começou a diminuir assim que a bola rolou. A equipe rubro-negra até começou melhor, e aos cinco minutos, em um chute de fora da área de Kleberson, assustou o adversário. A partir daí, o time teve dificuldades para ameaçar o Duque de Caxias, que cresceu na partida. Aos dez minutos, Geovanni chutou de dentro da área, mas Willians se recuperou bem com um carrinho e afastou o perigo. No lance, o volante do Fla se machucou e posteriormente precisou ser substituído. Mais um titular fora. Fernando entrou em seu lugar e fez a estreia.

Aos 15 minutos, o time da Baixada Fluminense abriu o placar em uma cochilada da defesa rubro-negra. Após cruzamento na área, Maurinho se antecipou ao volante Toró e desviou para o gol. Após a boa defesa de Bruno, o próprio ex-jogador do Fla pegou o rebote e mandou para o fundo da rede: 1 a 0. Após o gol, o Rubro-Negro bem que tentou encurralar o adversário, mas esbarrou na falta da criatividade do seu meio de campo. Obina, isolado na frente, tinha muita dificuldade de dar sequência nas jogadas.

O forte calor no Rio de Janeiro deixou a partida bastante lenta. A última chance de gol do Flamengo no primeiro tempo aconteceu aos 42 minutos. Após cobrança de escanteio, Fernando desviou de cabeça e a bola passou perto da trave. Antes, o Fla teve um gol anulado porque o zagueiro David fez falta no goleiro Getúlio Vargas.


técnico Andrade tentou deixar a equipe mais ofensiva e fez duas alterações. O atacante Bruno Mezenga entrou no lugar de Léo Medeiros e Vinicius Pacheco na vaga de Erick Flores. O Fla mostrou mais disposição em campo e logo criou uma boa oportunidade. Aos dois minutos, Obina cortou o zagueiro dentro da área e finalizou. A bola saiu fraca e o goleiro defendeu. Com outra postura, o Rubro-Negro empatou aos cinco minutos. Bruno Mezenga cruzou da esquerda e, depois da ajeitada de calcanhar de Obina, a bola chegou até Kleberson. O camisa 15 chutou de primeira e marcou: 1 a 1.

Animado, o Fla virou a partida aos oito minutos. Álvaro deu ótimo passe para Fierro, que invadiu a área e chutou bem na saída do goleiro Jaime: 2 a 1. O gol acendeu a torcida rubro-negra no Maracanã. Aos 15 minutos, o Fla ficou com um jogador a menos. Álvaro fez falta por trás em Marcelo e levou o vermelho. Apesar disso, o time esteve perto de ampliar. Aos 18, Vinicius Pacheco foi até a linha de fundo pela esquerda e cruzou rasteiro. Bruno Mezenga chegou atrasado e não conseguiu empurrar para dentro.

Aos 34, o Duque de Caxias conseguiu empatar a partida novamente. Gleidson fez boa jogada e cruzou para John, que aproveitou a bobeira da zaga e mandou para o fundo do gol: 2 a 2. Mas ficou reservado para o estreante do dia a palavra final. Aos 39, após escanteio cobrado por Kleberson, Fernando subiu mais do que os marcadores e fez de cabeça: 3 a 2



Aos 45 minutos, Vinicius Pacheco teve a chance de fazer o quarto gol do Fla mas falhou de frente para o goleiro do Duque de Caxias.



Ficha técnica:


FLAMENGO 3 x 2 DUQUE DE CAXIAS

ESCALAÇÃO DO DUQUE DE FLAMENGO:Bruno; Everton Silva, Álvaro, David e Léo Medeiros (Bruno Mezenga); Toró, Wilians (Fernando), Kleberson e Fierro; Erick Flores (Vinicius Pacheco) e Obina.

ESCALAÇÃO DO DUQUE DE CAXIAS: Getúlio Vargas (Jaime), Marquinhos, Alê e Tinoco; Maurinho (John), Gleidson, Léo Oliveira (Silva), Leandro Teixeira e Juninho; Geovanni e Marcelo.
Técnico: Andrade. Técnico: Álvaro Miranda.
Gols: Maurinho, aos 15 minutos do primeiro tempo; Kleberson aos cinco, e Fierro, aos oito minutos, John, aos 34, e Fernando, aos 39 minutos da segunda etapa.
Cartões amarelos: Alê, Juninho (DDC); Toró, Everton Silva (FLA) . Cartão vermelho: Álvaro (FLA).
Público: 16.067 pagantes

Renda: R$ 351.718,00

Estádio: Maracanã. Data: 17/01/2010. Árbitro: Pericles Bassols (RJ). Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (RJ) e Eduardo De Souza Couto (RJ).

São Paulo vê Portuguesa virar jogo no segundo tempo e recebe vaias na estreia


Na estreia no Paulistão, o São Paulo começou impressionando, mas deixou a torcida decepcionada na tarde deste domingo, no Morumbi. A Portuguesa reagiu no segundo tempo e venceu por 3 a 1, até com facilidade. Aos gritos de burro, Dagoberto foi expulso por falta sem bola, e Washington ouviu novamente as vaias da torcida. Os problemas ofuscaram o golaço de Marcelinho Paraíba. Heverton deixou dois e, ao lado de Marco Antônio, garantiu a vitória do visitante.



Com o resultado, o anfitrião segue sem pontos. A Lusa ganha os primeiros três pontos. Na próxima rodada, o Tricolor encara o Mirassol, nesta quarta-feira, fora de casa, e, no mesmo dia, a Portuguesa encara o Sertãozinho na Arena Barueri, pois o Canindé foi interditado pelo Ministério Público.



Tricolor joga solto, mas desperdiça muitas chances



Ricardo Gomes cumpriu o que havia dito durante a semana. Escalou o time no 4-4-2, com Marcelinho Paraíba e Leo Lima na criação. E a dupla já começou a mostrar qualidade logo no início. O primeiro bom lance, aos quatro minutos, saiu de um passe de Leo para Dagoberto, que foi derrubado de frente para a área. Washington e Marcelinho se posicionaram para bater, mas Jean surgiu com uma bomba, espalmada com categoria por Fábio. Segundos depois, Marcelinho passou para Richarlyson chutar forte, mas a bola saiu pela esquerda do gol da Lusa.

Leo Lima procurava deixar Dagoberto e Washington na cara do gol com lançamentos cruzados e precisos. Marcelinho também utilizava o recurso, sempre com muita rapidez. Aos oito, ele tocou para Washington, que estava de frente para a área, mas o camisa ~9 não conseguiu dominar a bola.

A Portuguesa ameaçava menos. Nas duas boas chances consecutivas que conseguiu, o fez com Fabrício. O lateral desceu pela esquerda e caiu na área, mas o árbitro não entendeu que houve pênalti. E depois ele ameaçou com um chute forte, obrigando Ceni a fazer a defesa.

Aos 24, Fábio, que começava a se destacar pelas boas defesas, tomou um susto em um chute cruzado e forte de Richarlyson. A bola ainda quicou e saiu pela
esquerda. Um minuto depois, Jorge Wagner cruzou para a área, mas Washington e Marcelinho não alcançaram a bola por pouco.

Se com a bola rolando o Tricolor desperdiçava muitas chances, aos 26, Gláuber, com o corpo fora, mas o braço dentro da área, tocou a bola. O árbitro apontou o pênalti. Ceni bateu, mas Fábio espalmou. Na sobra, Hernanes estava sozinho com o gol aberto, mas isolou, perdendo uma oportunidade incrível.



Aos 34, Washington teve mais uma chance e foi travado. A torcida começou a perder a paciência com o atacante, assim como no ano passado. Aos 38, para alívio do torcedor, saiu o gol do São Paulo. E que golaço! Marcelinho recebeu de frente para a área, ajeitou, passou para a perna esquerda e soltou uma bomba com perfeição. A bola morreu no canto esquerdo de Fábio, que desta vez nada pode fazer.



Portuguesa vira e Tricolor se desespera



O segundo tempo não foi nada bom para o anfitrião. Logo aos dois minutos, Marco Antônio assustou Ceni em um escanteio fechado. Sinal de que a Lusa voltava com o objetivo de partir para cima do São Paulo, o que ainda não havia feito. Tanto que o gol não demorou a sair: aos nove, após cruzamento e desvio de bola, Heverton recebeu a bola sozinho na pequena área, só com o trabalho de empurrar para dentro: 1 a 1.



Para piorar a situação do Tricolor, Richarlyson cometeu pênalti em Fabrício, aos 13, em uma disputa de bola. Marco Antônio bateu no canto esquerdo, sem chances para Ceni: 2 a 1.


Gomes tentou mudar o poder de ataque: colocou Roger na vaga de Washington aos 18. O camisa 9 ouviu mais vaias do que aplausos ao ser substituído. Mas as atenções da torcida logo se voltaram para Dagoberto, que cometeu uma falta desleal, sem bola, segundos depois, e recebeu vermelho direto. Foi chamado de burro pela massa.



A Portuguesa aproveitava o fato de o Tricolor ter um a menos em campo e descia o tempo todo ao ataque. Aos 26, Acleisson bateu falta de longa distância e Ceni tentou agarrar, mas a bola escapou. Fabrício pegou o rebote, mas o camisa 1 tricolor se recuperou.



Gomes ainda tentou algo ao colocar Marlos no lugar de Hernanes, e Junior Cesar na vaga de Jorge Wagner. Mas não teve sucesso. Cansado e com um a menos, o Tricolor não conseguiu reagir. E ainda sofreu o terceiro: Herveton recebeu a bola sozinho na frente de Ceni e só tirou do goleiro, aos 46: 3 a 1.

Em estreia difícil, Grêmio mostra poder de reação e vence o Pelotas de virada

O Grêmio começou o Campeonato Gaúcho com carga máxima de emoção. Neste domingo, o time teve muitas dificuldades na estreia, mas conseguiu uma vitória espetacular sobre o Pelotas, de virada, no estádio Boca do Lobo, em Pelotas. Depois de sofrer dois gols no primeiro tempo, a equipe do técnico Silas reagiu e fez 3 a 2. Jonas, Borges e Maylson, no primeiro lance dele no jogo, marcaram para o Tricolor. Thiago Duarte e Sandro Sotilli fizeram para o Lobão. Com o resultado, os gremistas conquistam os primeiros três pontos no Grupo 1 do primeiro turno do Estadual.



Na segunda rodada, o Pelotas visita o Juventude, quarta-feira, às 19h30m, em Caxias do Sul. No mesmo horário, só que na quinta, os gremistas vão reencontrar a torcida. O time recebe o Caxias, no estádio Olímpico.



Cheio de gás, Pelotas sufoca e sai na frente

O Grêmio ainda é um time em formação e vai precisar de tempo. Ficou muito claro logo no princípio do jogo contra o Pelotas. A falta de ritmo ainda é evidente. Sob sol forte e contra um adversário com mais “cavalos de potência” por ter iniciado os treinos há 45 dias, o Tricolor enfrentou dificuldades. O entrosamento também precisa ser encontrado. A formação que começou a partida contra o Lobão tinha cinco figuras novas. Sem Mário Fernandes, machucado, o técnico Silas improvisou o volante Henrique na lateral direita. Vale lembrar que Mário é zagueiro e também vem sendo improvisado.


Tímido, o quarteto ofensivo com Hugo, Souza, Leandro e Borges pouco produziu. Com marcação adiantada, no abafa da saída de bola, o Pelotas tentou se impor, especialmente pelo ímpeto da torcida, que coloriu o estádio de amarelo e azul. Com pouco menos de dois minutos, Sandro Sotilli, de 36 anos, recebeu na área e bateu rasteiro. A arbitragem anulou o gol corretamente, pois o atacante estava impedido.



A lateral esquerda foi o ponto fraco do Grêmio no primeiro tempo. Com Dick, Thiago Duarte e Maycon Sapucaia, o Lobão criou problemas para os gremistas naquele setor. Preocupado, Silas orientou Adilson e Hugo para que a faixa de campo fosse vigiada.

Oportunidades de gol só a partir dos 16 minutos. Maycon Sapucaia chutou de muito longe, e Victor acompanhou. O Grêmio teve alguns bons momentos na bola parada. A melhor delas com Souza, aos 21. O goleiro Jonatas espalmou.



A arbitragem fez um intervalo de dois minutos para os jogadores se refrescarem, e o confronto esquentou. Mais organizado em campo, o time de Silas teve boa oportunidade com Borges. Até então sumido, o atacante recebeu na entrada da área, se livrou da marcação e bateu rasteiro. Jonatas pegou mais uma.



Apesar do equilíbrio, o Pelotas conseguiu abrir vantagem. Aos 31 minutos, Thiago Duarte aproveitou a sobra de bola na área e bateu cruzado. A eufórica torcida do Lobão ainda comemorava quando viu o segundo, dois minutos depois. Pela direita, sempre por lá, Thiago Duarte foi lançado, cruzou na saída de Victor e encontrou Sandro Sotilli na cara do gol para ampliar: 2 a 0.


Borges teve nova chance, aos 37. Após bom passe de Ferdinando, o atacante chutou sobre o goleiro adversário. Na saída para o intervalo, os jogadores de frente do Grêmio ressaltaram que o time precisava jogar de forma mais compacta.



Tricolor vira só ataque





Silas mudou o esquema no segundo tempo. Do 4-4-2, passou para a formação com três zagueiros. O atacante Jonas entrou no lugar de Henrique, que sentiu um problema físico. Leandro foi deslocado para a ala direita, e o volante Ferdinando recuado para a zaga ao lado de Réver e Rafael Marques. A intenção de Silas era dar companhia a Borges na frente. Funcionou bem. Aos dois minutos, Jonas recebeu lindo lançamento de Souza, ficou na cara do gol para bater, mas o goleiro Jonatas, em tarde inspirada, defendeu com o pé direito. Em resposta rápida, Thiago Duarte recebeu em liberdade na área tricolor, bateu forte, mas parou em Victor.


Mais próximos, os homens de frente do Grêmio começaram a aparecer um pouco mais. Souza e Hugo, principalmente. A chance de diminuir a vantagem adversária surgiu da persistência de Leandro, aos sete minutos. O atacante encarou a marcação, entrou na área, e foi derrubado por Jonathan. Com personalidade, Jonas tomou a iniciativa de cobrar o pênalti. Chute colocado, seco, e bola na rede: 2 a 1.



O gol empurrou o Grêmio para o ataque. Para ganhar mais força no apoio, Silas optou por colocar Lúcio no lugar de Fábio Santos na ala esquerda. O Tricolor conseguiu levar perigo nas cobranças de escanteio venenosas de Souza. Numa delas, quase um gol olímpico.

O cenário melhorou com a expulsão de Dick. O lateral-direiro, um dos destaques do Lobão, fez falta grosseira em Souza, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Aos 23, Hugo investiu pela direita, cruzou, Jonas não conseguiu finalizar, mas rolou para Adilson. O volante bateu rasteiro, mas errou o alvo.

Hugo e Borges tentaram em chutes da entrada da área, mas esbarraram na forte marcação. O atacante, no entanto, foi decisivo na busca pelo empate. Aos 35, ele recebeu passe na área, girou rápido e fez o gol de empate: 2 a 2. Três minutos depois, a virada espetacular. Maylson, que acabara de entrar no lugar de Leandro, aproveitou o rebote de um chute torto de Hugo e decidiu: 3 a 2, com emoção.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Verdão começa a esquecer 2009 com goleada sobre o Mogi Mirim na estreia


O Palmeiras entrou em campo contra o Mogi Mirim, neste sábado, no Palestra Itália, disposto a apagar da memória a temporada 2009. A torcida colaborou fazendo festa e o Verdão respondeu no gramado. Com grande atuação de Diego Souza, Cleiton Xavier & Cia., a equipe alviverde atropelou o Sapão: fez 5 a 1, na estreia do Campeonato Paulista, e começa a mandar a temporada passada para debaixo do tapete. Assista aos gols no vídeo ao lado.



O Palmeiras mostrou que só preparo físico não é garantia de bom futebol. O Mogi Mirim entrou em campo mais bem preparado, pois começou a treinar para o Paulistão ainda em dezembro. O Sapão corria mais, ocupava os espaços e ganhava as divididas. Só que quando tinha a bola dominada, não sabia o que fazer com ela. Ao contrário do Palmeiras, que, no início, sofreu com a forte marcação da equipe adversária, mas conseguiu controlar o jogo com passes corretos e jogadas individuais inspiradas. Foi o suficiente para suprir a falta de fôlego comum em início de temporada. Ponto para a técnica.

TABELA: clique aqui e confira a classificação do Paulistão e os próximos jogos ( VIA GLOBO ESPORTE.COM

O Verdão praticamente não foi ameaçado. O Mogi, embora conseguisse chegar perto da área com velocidade, tinha dificuldade para concluir as jogadas. Como a deficiência no passe era gritante, os meias arriscavam chutes de fora, sem o menor perigo. Enquanto isso, aproveitando-se das boas saídas do volante Márcio Araújo e dos passes precisos de Cleiton Xavier, a equipe do Palestra Itália ia encurralando aos poucos o rival. Aos 25, Diego Souza cobrou falta rasteira. O goleiro Alex Alves espalmou e a bola beliscou o pé da trave. O gol verde estava amadurecendo.


O primeiro saiu aos 30. Em jogada ensaiada, Armero rolou para Cleiton Xavier, que cruzou para a área. A zaga não cortou e Diego Souza apareceu por trás de todo mundo para escorar de cabeça. As coisas melhoraram para o Verdão quando, aos 37, o volante Baraka foi expulso. Na verdade, injustamente. Ele fez falta dura em Diego Souza e levou o segundo amarelo. Acontece que o primeiro, mostrado aos 28, não deveria ter sido aplicado. O jogador do Mogi perseguia Armero, que tropeçou nas próprias pernas e caiu. O árbitro acabou pendurando Baraka. Aos 43, em mais uma ótima jogada de Cleiton Xavier, veio o segundo gol. O meia invadiu a área pela esquerda e cruzou para trás. O zagueiro Léo, que fazia sua estreia, emendou de canhota. A bomba estufou as redes de Alex Alves, que nada pôde fazer.

Após susto, Palmeiras deslancha


O Palmeiras voltou para o segundo tempo desperdiçando chances para emplacar uma goleada já nos primeiros minutos. Diego Souza, aos quatro, e Deyvid Sacconi, aos nove, perderam ótimas chances. Ambos receberam na altura da marca do pênalti e não conseguiram acertar o gol. Diego chutou no goleiro; Deyvid mandou por cima do travessão.



Como as tentativas do Verdão não deram em nada, o Mogi se assanhou. Primeiro, aos 12, Zulu escorou de cabeça cruzamento de Niel e obrigou Marcos a fazer uma grande defesa. Serviu ao menos para que os locutores falassem o nome do goleiro pentacampeão que, até o momento, apenas assistia à partida. Em seguida, aos 13, o Sapão acabou diminuindo. Niel, de novo, cruzou da direita. Geovane apareceu no primeiro pau e tirou a bola do alcance do goleiro palmeirense.



Mas tudo não passou de um lampejo do time do interior. O Palmeiras seguia mandando na partida e tratou de brecar a empolgação dos visitantes. Aos 16, Cleiton Xavier cobrou falta da meia-esquerda. A bola bateu no travessão, nas costas do goleiro Alex Alves e sobrou para Robert escorar de cabeça. Estava definida a vitória palmeirense.



Vitória que virou goleada aos 22. Diego Souza recebeu pela esquerda, tirou o Niel para dançar, limpou a jogada e chutou forte de direita, estufando as redes. Festa no Palestra. E a goleada virou baile aos 29. Mais uma vez, o dançarino Diego Souza entrou na área do Mogi só no sapatinho: passando o pé por cima da bola, trazendo ela para cá, para lá. Seu par, dessa vez, foi Flávio, que derrubou o meia com um carrinho. No primeiro instante, a falta não foi marcada, mas quando Diego tentou se levantar o zagueiro do Mogi o puxou de volta para o chão. Aí, sim, Rodrigo Cintra apontou a marca fatal. Aos 30, Cleiton Xavier cobrou bem e marcou o quinto.



A partir daí, o Palmeiras passou a cadenciar mais o jogo, trocando passes. Ainda assim, criou chances. Aos 43, Robert recebeu livre no meio da área e acertou o travessão. Mas nem precisava de mais nada. A goleada já estava garantida e a torcida palmeirense já tem motivos para comemorar o ano novo. O próximo compromisso dos palmeirenses será na quinta-feira, contra o Barueri, em Presidente Prudente. Já o Mogi receberá o Rio Branco no mesmo dia.

Botafogo dribla o cansaço e vence o Macaé de virada


Em campo, ficou claro que o Macaé era superior no aspecto físico. Mas apesar do cansaço, o Botafogo conseguiu fazer valer a qualidade individual de seus jogadores para construir o placar de 3 a 2, de virada, em jogo disputado neste sábado, em Campos, pela primeira rodada do Grupo B do Campeonato Carioca. Com gols dos estreantes Herrera e Marcelo Cordeiro, além de Lucio Flavio, o Glorioso conseguiu um triunfo de reação.



A equipe alvinegra retorna a campo na próxima quinta-feira, quando enfrenta o Friburguense, no Engenhão, provavelmente com a estreia de Loco Abreu. Já o Macaé joga contra o Resende, fora de casa, na próxima quarta.



O Botafogo estava disposto a decidir o jogo o mais rapidamente possível. E a estratégia ficou clara logo quando a partida começou. A equipe usou a velocidade para pegar a defesa do Macaé desguarnecida, e o resultado apareceu aos dois minutos de partida. Num ataque rápido, Lucio Flavio recebeu e cruzou de perna esquerda com precisão para Herrera, que cabeceou e abriu o placar em sua estreia pelo Alvinegro.

No entanto, a equipe não conseguiu administrar a vantagem. Numa jogada trabalhada à exaustão em Saquarema, na véspera da partida, o Botafogo vacilou na marcação de uma jogada de escanteio. André Gomes cobrou, e Eduardo não se antecipou a André, que cabeceou para empatar a partida para o Macaé aos quatro minutos.

Apesar do golpe, o Botafogo seguiu com uma postura ofensiva e quase retomou a vantagem aos seis minutos, depois que Eduardo cruzou pela esquerda para Herrera. O argentino dominou, mas chutou para fora, perdendo uma grande oportunidade. A partir de então, a partida tornou-se mais equilibrada. Como o fôlego do Alvinegro não era o mesmo, o Macaé passou a levar mais perigo nas jogadas em velocidade.

Com o passar dos minutos, ficava cada vez maior a diferença de preparo físico entre as duas equipes. O cansaço fez com que o Botafogo perdesse o ímpeto no ataque (com exceção de Herrera, que continuava a acreditar em todas as bolas) e não tivesse gás manter-se firme na defesa. E foi se aproveitando disso que o Macaé virou o placar, aos 32 minutos. Fernandão recebeu a bola de costas para o gol, girou em cima de Wellington e chutou firme, no canto esquerdo de Jefferson, fazendo 2 a 1.

Mas o Botafogo conseguiu rapidamente aliviar o sufoco descansando as pernas e utilizando as jogadas de bola parada. Aos 36 minutos, Lucio Flavio cobrou falta com precisão e acertou o canto esquerdo rasteiro de Lugão, novamente empatando a partida. Mas o Alvinegro não foi para o intervalo sem antes ser salvo por Jefferson, novo capitão da equipe, que usou o reflexo para defender uma bola desviada à queima-roupa por Fernandão.

E se lá atrás o goleiro garantia, o ataque voltou a fazer sua parte pouco do fim da primeira etapa. Herrera acertou um chute no travessão, e, após bate-rebate, Lucio Flavio ficou com o rebote dentro da grande área. O camisa 10 viu Marcelo Cordeiro em velocidade e rolou para o lateral-esquerdo, que chutou rasteiro para colocar novamente o Botafogo em vantagem, fazendo 3 a 2 aos 43 minutos.



O Botafogo voltou para o segundo tempo com a clara estratégia de valorizar ao máximo a posse de bola e cadenciar o ritmo de jogo. Por isso, logo aos oito minutos o técnico Estevam Soares substituiu Jorge Luiz por Caio, que passou a prender mais a bola no ataque, mostrando muita habilidade nas jogadas individuais.



O lance de maior perigo do segundo tempo foi do Macaé. Fernandão chutou da entrada da área, e Jefferson apenas observou a bola passar rente à sua trave direita. Até o fim da partida, o Botafogo preocupou-se em defender e suportou a pressão do adversário nos últimos minutos. Pouco antes do fim, Marcelo Cordeiro precisou deixar o campo após sofrer falta violenta.

No recomeço de Dodô, Fágner assegura a vitória do Vasco na estreia contra o Tigres

No retorno de Dodô ao futebol, após cumprir 15 meses de suspensão por doping, o dono da festa atendeu pelo nome de Fágner. Com um gol do lateral-direito, o Vasco venceu o Tigres por 1 a 0 na tarde deste sábado, em São Januário, pela primeira rodada da Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca. Diferentemente do ano passado, quando iniciou o ano com derrota, o time da Colina fez o seu papel e saiu com os três pontos.



O "Artilheiro dos gols bonitos" teve uma atuação discreta, o que já não pode ser dito do árbitro Lenílton Rodrigues, que teve muito trabalho. Foram dois gols bem anulados do visitante, além de um festival de cartões: dois vermelhos (uma para cada lado) e 13 amarelos, sendo nove apenas para os donos da casa.



Com o resultado, o Vasco chegou aos três pontos no Grupo B. Na próxima quarta-feira, a equipe enfrenta o América, às 21h50m (de Brasília), no Engenhão. Já o Tigres recebe o Madureira, em Los Larios, em Xerém, às 17h.



Expulsões e gol de Fágner marcam a etapa inicial



Sentindo o pouco tempo de preparação na pré-temporada, o Vasco começou mal a partida, sem objetividade. Ao perceber que poderia tirar proveito da situação, o Tigres tomou a iniciativa do jogo. Aos oito minutos, após cobrança de falta, Danilo Santos subiu mais do que a zaga e cabeceou com força. Fernando Prass fez ótima defesa, evitando o primeiro gol do time da Baixada.



Os visitantes seguiram melhores na partida e aos 24 tiveram um gol bem anulado pela arbitragem. Gilcimar aproveitou um cruzamento da esquerda e cabeceou para vencer Fernando Prass, mas Lenílton Rodrigues invalidou a jogada ao marcar impedimento do atacante do time visitante. Cinco minutos depois, o Vasco quase marcou. Carlos Alberto aproveitou cruzamento e tocou com força, de cabeça, para a boa defesa de Marcos Paulo. Na sobra, o capitão chutou por cima.



Aos 33, Rodrigo Pimpão, que havia levado amarelo com um minuto de jogo, fez uma falta boba em Oziel na lateral do campo e acabou expulso. Com um a menos, o Vasco passou a atuar no 4-3-1-1, com Dodô isolado no ataque. Mesmo com dez, o time passou a tocar melhor a bola.



Aos 38, apesar de fazer uma partida irregular, o Vasco abriu o marcador. Em uma falta da intermediária, pelo lado esquerdo, Fágner bateu direto, e o goleiro Marcos Paulo aceitou: 1 a 0. Dois minutos depois, Celico fez uma falta violenta em Jumar e também foi expulso, deixando tudo igual entre as equipes.



Coutinho entra na vaga de Carlos Alberto e empolga a torcida



O Vasco voltou melhor para o segundo tempo e logo teve duas oportunidades de ampliar o marcador. Na primeira, a um minuto, Carlos Alberto cobrou falta da entrada da área para a boa defesa de Marcos Paulo. Aos dois, Márcio Careca cruzou da esquerda para Dodô. O atacante deu um leve toque na bola e desperdiçou a chance de marcar o seu primeiro gol pelo Vasco.



Aos 11, Jumar fez as vezes de Carlos Alberto. O volante passou por três defensores, invadiu a área e tocou por cima do goleiro. A bola saiu por pouco. Seis minutos depois, o capitão vascaíno pediu para ser substituído, e Philippe Coutinho entrou na vaga do camisa 19 Aos 27, após cobrança de escanteio, Nilton subiu mais do que a zaga e cabeceou. A bola bateu na defesa e saiu pela linha de fundo.



Coutinho teve uma ótima oportunidade de ampliar aos 36 minutos. Léo Gago fez ótima jogada pelo meio e lançou o garoto na área. De primeira, o meia tentou encobrir o goleiro Marclos Paulo, mas errou o alvo. A partir daí, o jogador, de apenas 17 anos, começou a exibir o seu repertório.



Aos 39, passou por três adversários e tentou rolar para Caíque, já dentro da área. A zaga afastou o perigo. No fim do jogo, o Tigres ainda teve um outro gol bem anulado pelo árbitro. Gilberto tocou na saída de Fernando Prass, mas o árbitreo alegou impedimento, em um lance muito difícil, e invalidou o lance.




VASCO 1 x 0 TIGRES

ESCALAÇÃO DO VASCO:Fernando Prass, Fágner, Fernando, Gian e Márcio Careca; Nilton, Jumar (Souza), Léo Gago e Carlos Alberto (Philippe Coutinho); Dodô (Caíque) e Rodrigo Pimpão ESCALAÇÃO DO TIGRES: Marcos Paulo, Oziel, Zé Carlos, Gustavo e Celico; Leão, Denis (Daniel Martins), Leandro Chaves e Vander (Claiton); Gilcimar e Danilo Santos (Gilberto)
Técnico: Vagner Mancini
Técnico: Carlos Alberto
Gols: Fágner, aos 38 minutos do primeiro tempo
Cartões amarelos: Nilton, Jumar, Dodô, Rodrigo Pimpão, Carlos Alberto, Léo Gago, Caíque e Souza (Vasco); Oziel, Leandro Chaves, Zé Carlos e Gustavo (Tigres) Cartão vermelho: Rodrigo Pimpão (Vasco); Celico (Tigres)
Estádio: São Januário Data: 16/01/2010 Árbitro: Lenílton Rodrigues (RJ) Auxiliares: Hilton Moutinho (RJ) e Lilian da Silva Fernandes (RJ) Público: 10.713 pagantes (13.438 presentes) Renda: R$ 264.285

América perde para o Madureira, e Bebeto já sofre com a torcida na estreia


Um Bebeto inquieto, que falava pouco e escutava muitos desaforos da torcida do América. O tetracampeão não teve vida fácil nesta estreia como técnico em um jogo oficial. Com a mão no queixo e um ar pensativo, ele até que tentou, mas não conseguiu evitar a derrota do América na abertura do Campeonato Carioca de 2010. Apesar de sair na frente, o clube rubro permitiu a virada do Madureira, neste sábado, no estádio Conselheiro Galvão, e perdeu por 2 a 1.



Os torcedores do América não aceitaram bem a derrota nesta volta à Primeira Divisão do futebol carioca e hostilizaram Bebeto. Depois, foram para a saída do vestiário e começaram a gritar "Vergonha, vergonha, time sem vergonha". Das sociais, Romário, ao lado da mãe, também sofreu com o tropeço. Mas por causa das provocações dos torcedores do Madureira.



O Tricolor suburbano apostou na vinda de dois veteranos para a competições: o meia Alex Oliveira, de 32 anos, e o atacante Marcelo Ramos, de 36. Eles tiveram boa atuação. Já o América tem como base no time titular ex-jogadores do Vasco como o goleiro Roberto, os laterais Claudemir e Gerson, o zagueiro Ciro e o volante Junior.



Na segunda rodada, na próxima quarta-feira, dia 20, o Madureira enfrenta o Tigres, fora de casa, às 17h. Já o América encara o Vasco, às 21h50m.



América sai na frente, mas permite a virada



Antes da partida foi respeitado um minuto de silêncio em respeito às vítimas do terremoto em Porto Príncipe, capital do Haiti, nesta semana. No total, 15 brasileiros morreram na tragédia, entre eles, a médica sanitarista Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança.



O jogo começou com o termômetro marcando 36 graus em Madureira e o América não perdeu tempo. Logo no primeiro minuto, o lateral Claudemir, ex-Vasco, acertou uma bomba da intermediária no ângulo direito do goleiro Renan. Um lindo gol, que deixou Bebeto comemorando como uma criança no banco de reservas e Romário com um enorme sorriso no rosto nas sociais do estádio.



O gol deu uma falsa impressão de facilidade para o América. O Madureira logo começou a dominar a partida. Aos 14 minutos, Marcelo Ramos perdeu uma boa chance. Ele recebeu livre na frente, mas chutou fraco. A bola até passou pelo goleiro Roberto, mas o zagueiro Daniel Melo chegou a tempo de evitar o gol.



Mas artilheiro que é artilheiro não perde a segunda chance. Foi o que aconteceu. Marcelo Ramos recebeu passe na área e mesmo entre dois zagueiros conseguiu chutar rasteiro, no canto direito de Roberto, que nem teve tempo de pular na bola. Tudo igual: 1 a 1.



Aos 20 minutos, o árbitro Leonardo Garcia Cavaleiro interrompeu a partida por dois minutos para os jogadores beberem água. O tempo técnico é uma novidade do Campeonato Carioca de 2010, uma forma de combater o forte calor do Rio de Janeiro. Bebeto aproveitou para passar algumas instruções para o time.

O América, porém, não tinha opções de ataque. O time se resumia aos lances de bola parada com Claudemir. Por duas vezes, o lateral chutou com perigo. Aos 26, após cobrança de escanteio, Paty cabeceou e quase desempatou para o América. Renan fez uma difícil defesa.

A partir daí o Madureira voltou a dominar a partida. Aos 32, o árbitro Leonardo Garcia Cavaleiro anulou um gol de Bruno alegando impedimento. Mas aos 40, em uma troca de passe rápida no meio da defesa do América, Eberson recebeu na área e chutou na saída de Roberto. Madureira 2 a 1.

Logo após o gol, o celular de Bebeto tocou e ele ficou conversando com um de seus auxiliares por quase dois minutos. Já Romário precisou aguentar as provocações dos torcedores do Madureira nas sociais do estádio. E o primeiro tempo terminou.

América perde pênalti no segundo tempo

Bebeto não mudou o time para o segundo tempo. E o América voltou pressionando mais o Madureira. Aos sete minutos, Adriano perdeu uma ótimo oportunidade de empatar. Mas o chute, da marca do pênalti, foi por cima do travessão de Renan.

Os torcedores do América começaram, então, a criticar Bebeto. Eles tentaram arrancar o teto do banco de reservas. E não paravam de hostilizar o treinador.

- Escala o time no 3-5-2, Bebeto! - gritou um.

- Coloca o Da Costa, pô - pediu o outro.

O treinador resolveu seguir o conselho. Tirou Lenilson e colocou o meia Da Costa. E logo no primeiro toque na bola, o jogador entrou na área e sofreu pênalti para o América.

Bebeto só não esperava que Paty, o camisa 9 do time, perdesse a cobrança. O atacante até tentou uma paradinha para confundir Renan, mas chutou rasteiro e sem muita força no canto esquerdo. E o goleiro do Madureira se esticou para defender. No banco de reservas, Bebeto colocou a mão no rosto parecendo não acreditar. Romário fez o mesmo nas sociais. E a torcida seguiu no pé do tetracampeão.

Para piorar a situação, três minutos depois o zagueiro Daniel Melo fez falta violenta em Wagner, recebeu o segundo cartão amarelo e acabou expulso. Bebeto buscou dar apoio ao zagueiro quando ele se dirigia para o vestiário.

Com um jogador a menos, o América recuou. Bebeto tirou o atacante Paty e colocou no time o zagueiro Evandro para recompor a defesa. E ordenou para que o lateral-esquerdo Gerson fosse jogar no meio-campo, na armação das jogadas.

No início até deu certo. Adriano arriscou um chute de fora da área, mas Renan defendeu. Pouco depois, Gerson também tentou da intermediária, mas a bola subiu muito. O América até pressionou nos momentos finais, mas faltou pontaria. Um problema que Bebeto nunca teve quando jogador, mas vai precisar resolver para as próximas rodadas. Assim como conquistar o carinho da torcida.

- Esse grupo tem qualidade. É preciso calma. Vamos trabalhar. Ninguém gosta de perder, mas não vamos desistir. O time foi guerreiro - disse Bebeto após esperar os torcedores que protestavam na porta do vestiário fossem embora.

Ficha técnica:
MADUREIRA 2 x 1 AMÉRICA
ESCALAÇÃO DO MADUREIRA: Renan; Valdir, Arthur (Bigu), Leandro e Nill; Rodrigo, Bruno, Eberson e Alex Oliveira (Victor Silva); Marcelo Ramos e Wagner
ESCALAÇÃO DO AMÉRICA: Roberto; Claudemir, Ciro, Daniel Melo e Gerson; Junior, Lenilson (Da Costa), Osmar e Allan (Felipe); Paty (Evandro) e Adriano.
Técnico: Antônio Carlos Roy.
Técnico: Bebeto
Gols: Claudemir a 1; Marcelo Ramos aos 18 e Eberson aos 40 minutos do primeiro tempo;
Cartões amarelos: Arthur, Victor Silva, Eberson (Madureira); Junior, Adriano e Daniel Melo (América) Cartão vermelho: Daniel Melo (América)
Estádio: Conselheiro Galvão, em Madureira (RJ)
Data: 16/01/2010.
Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro.
Auxiliares: Ricardo Maurício Ferreira e Claúdio José de Oliveira.

Maracanã vai ter novidades no Carioca para dar mais conforto ao torcedor


Um Maracanã mais organizado e se preparando para a Copa do Mundo de 2014. É o que o torcedor vai encontrar a partir deste domingo, no jogo entre Flamengo e Duque de Caxias, pelo Campeonato Carioca. A Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Lazer criou uma comissão para combater os problemas de acesso ao estádio, a superlotação de setores da arquibancada, a ação de cambistas, as filas e os ingressos falsos. A capacidade do Maracanã em 2010 vai ser de 81.121 torcedores



A principal medida está na setorização do Maracanã, onde as arquibancadas verde e amarela vão ser divididas em setores "A" (à esquerda da tribuna de honra, onde normalmente ficam as torcidas de Flamengo e Fluminense) e "B" (onde ficam os torcedores de Vasco e Botafogo). A indicação dos setores vai passar a vir impressa nos ingressos.



Quem comprar um ingresso para o setor A da arquibancada verde, por exemplo, não vai poder mais transitar pela arquibancada amarela, branca ou pela verde B. A pedido dos clubes, esta medida só vai ser adotada a partir da terceira rodada do Campeonato Carioca para que se tenha tempo suficiente para a organização do controle. Mas todas as outras mudanças já vão ser sentidas pelos torcedores neste domingo.



As bilheterias do Maracanã só vão vender ingressos no dia da partida até três horas antes do início do espetáculo. Com a abertura dos portões, a polícia vai fazer uma triagem e só permitir a aproximação de torcedores que tenham ingressos. Todas as pessoas que se dirigirem para as entradas do estádio vão passar por uma checagem e só depois seguirão por corredores formados por grades até as roletas.



Integrantes da Comissão de Auditoria e Fiscalização de Acesso às Dependências do Estádio Mário Filho (CAFA) vão ficar nas roletas fiscalizando a entrada dos torcedores. Cenas como torcedores entrando no estádio passando por cima ou por baixo da roleta ou entregando o ingresso para funcionários sem passá-lo pela catraca não vão ser mais permitidas.



A CAFA também terá como missões auditar o número de ingressos apresentados nas roletas corresponde ao de torcedores no estádio e fiscalizar se a capacidade máxima de cada setor está sendo respeitada. Se constatadas irregularidades, os responsáveis pela operação de acesso do publico serão intimados para prestar esclarecimentos. Se os problemas não forem sanados, os responsáveis serão proibidos de operar serviços no Maracanã.



Big Brother para vigiar os baderneiros



Um dos camarotes vai abrigar o novo posto de operação e controle do Maracanã. De lá vão ser monitoradas as 70 câmeras espalhadas pelo estádio, que tiveram o alcance ótico ampliado e vão vigiar a conduta do público como um verdadeiro Big Brother. Assim vai ser possível identificar os torcedores que cometerem irregularidades.



A CET-Rio também vai organizar o trânsito. A operação reboque permanece nas avenidas Maracanã, Presidente Castelo Branco (Radial Oeste) e Professor Manuel de Abreu, além da rua Professor Eurico Rabelo, onde não é permitido estacionar. Embarque e desembarque só poderão ser feitos nas ruas Professor Eurico Rabelo e Mata Machado.



Quem desrespeitar a ordem pode ser multado ou ter o carro rebocado. No total, a CET-Rio vai ter nos dias de jogo 12 reboques e três painéis de mensagens. Além de 32 agentes da Guarda Municipal para o controle de trânsito e 15 guardas que trabalharão nos reboques. Está disponível o estacionamento subterrâneo do Teleporto, com cerca de 650 vagas, e o da Uerj, com capacidade para 2.000 automóveis. As autoridades orientam o uso de transporte público (metrô, trem e ônibus) para o deslocamento até o estádio.


A operação Choque de Ordem segue no estádio. A Secretaria Especial de Ordem Pública (Seop) vai realizar a fiscalização de duas horas antes até duas horas depois dos jogos. Nas decisões, o horário de início será estendido em mais uma hora. Objetivo é reprimir o comércio ambulante não autorizado e inibir o consumo de bebida alcoólica no entorno do Maracanã como determina o Decreto nº 30.417 de 22 de janeiro de 2009, que proíbe o consumo e a comercialização de bebidas alcoólicas no entorno do estádio no dia de jogos.


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