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domingo, 7 de março de 2010

Fluminense bate Botafogo e vence o seu primeiro clássico no Carioca


O Fluminense derrotou o Botafogo de virada por 2 a 1 na noite deste domingo, no Maracanã, em jogo que encerrou a terceira rodada da Taça Rio. Foi a primeira vitória da equipe comandada pelo técnico Cuca em clássicos nesta edição do Campeonato Carioca.

Com o resultado, o Fluminense chegou aos nove pontos no Grupo A, empatado na liderança com o Flamengo, que também tem 100% de aproveitamento na Taça Rio. Já o Botafogo segue com seis pontos no Grupo B, que é liderado pelo Vasco com nove tentos. O América também soma seis pontos nesta chave.

Neste domingo, os alvinegros saíram na frente com Herrera, mas Fred e Mariano, na etapa final, garantiram os três pontos ao Fluminense. Na próxima rodada, o Fluminense vai encarar o América-RJ, no sábado. Já o Botafogo receberá o Olaria, no domingo.

O jogo

O Fluminense iniciou o jogo com mais vontade que o Botafogo e logo com dois minutos. O lateral-direito Mariano saiu do meio-de-campo e lançou para Maicon, que chutou cruzado. O goleiro Jefferson espalmou e a bola sobrou para Fred, que isolou perdendo um gol incrível. No minuto seguinte, Mariano chutou e a bola bateu em Fábio Ferreira, mas para azar dos tricolores ela foi para fora.

Aproveitando os avanços de Mariano, o Fluminense seguia melhor em campo, acuando o Botafogo. Aos 11 minutos, o lateral direito arriscou de longe e a bola passou a esquerda do gol, assustando Jefferson. Aos 16, Maicon cruzou para Fred, que cabeceou e Julio César acertou uma bicicleta. No entanto, a bola foi para fora.

Após a pressão inicial, a partida ficou mais equilibrada, com o Botafogo neutralizando o ataque tricolor e conseguindo chegar mais na frente. No entanto, as boas chances de gol pararam de acontecer. Somente aos 37 minutos, os alvinegros conseguiram abrir o placar. Maicon fez pênalti no zagueiro Wellington. Na cobrança, Herrera bateu com categoria sem chance para Rafael.

O gol fez o Fluminense voltar a pressionar e aos 41 mimutos Fred cobrou falta com força e a bola passou perto do travessão do goleiro Jefferson. A resposta do Botafogo veio dois minutos depois, quando o lateral direito Jancarlos cruzou para Loco Abreu, que cabeceou com força, mas bola passou à direita do gol de Rafael.

No último bom lance da etapa inicial, aos 45 minutos, o Fluminense quase empatou. Mariano fez jogada pela direita e cruzou para Fred. No entanto, o atacante tricolor finalizou em cima do goleiro adversário.

Assim como no primeiro tempo, o Fluminense começou a etapa final melhor em campo. No entanto, a defesa do Botafogo estava mais atenta e impedia as finalizações do ataque tricolor. Tanto que a primeira boa chance aconteceu somente aos 11 minutos, quando Conca cruzou, mas nenhum jogador do Fluminense chegou para finalizar. A bola foi nas mãos de Jefferson. No minuto seguinte, novamente Conca tocou para Julio Cesar. O lateral-esquerdo chutou forte, mas Jefferson defendeu com segurança.

De tanto insistir, o Fluminense chegou ao empate aos 16 minutos. Maicon fez boa jogada pela direita e cruzou para Fred. O atacante tricolor acertou um voleio com categoria sem chance para o goleiro botafoguense. Três minutos depois quase o Tricolor virou. Novamente Fred finalizou, mas desta vez a bola foi para fora.

Depois do empate, o Fluminense recuou e deu espaço para o Botafogo atacar mais. Para piorar a situação tricolor, o argentino Dario Conca deu uma entrada forte em Lúcio Flávio e acabou sendo expulso pelo árbitro. Mesmo com um mais, os alvinegros não conseguiam pressionar e a partida seguia equilibrada, sem chances de perigo para as equipes.

Aos 35 minutos, o árbitro expulsou o outro argentino em campo. Herrera fez falta e, como já tinha recebido o cartão amarelo, acabou recebendo o vermelho. Com isso, as duas equipes ficaram com dez jogadores nos minutos finais. Assim como quando estavam com 11, o Fluminense voltou a ficar melhor.

O tricolor chegou à virada aos 38 minutos, em boa jogada de Wellington Silva, que havia entrado no lugar de Maicon. O jovem atacante cruzou para Mariano escorar para a rede de Rafael. O gol deu números finais à partida e fez justiça ao melhor desempenho do Fluminense em campo. O Botafogo não teve poder de reação e ainda sofreu alguns sustos antes do apito final.

FONTE: www.espn.com

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Império do Amor faz sua parte, mas Fla falha na defesa e tropeça no Olaria




Adriano fez um, Vagner Love, dois. Mas desta vez, o Império do Amor não foi suficiente para garantir a sexta vitória consecutiva. Com outra atuação atabalhoada do sistema defensivo, o Flamengo empatou por 3 a 3 com o Olaria, no Maracanã, na noite desta quarta-feira. O resultado garante a classificação antecipada do time rubro-negro à semifinal da Taça Guanabara.

O time pula para os 16 pontos e perde o aproveitamento de 100% na temporada. O adversário na última rodada será o Boavista, domingo, às 19h30m (de Brasília), em Volta Redonda.

Novamente, a defesa foi o ponto falho da equipe. Foram dois pênaltis cometidos, um jogador expulso e muitos sustos na torcida. Até Bruno, que falhou no segundo gol, não teve uma noite feliz.

O Olaria pode gabar-se de ser o primeiro time pequeno a roubar pontos de uma equipe grande. E logo do atual tricampeão carioca e campeão brasileiro. O time do subúrbio tem 11 pontos e enfrenta o Fluminense na última rodada. A partida será no Engenhão, às 19h30m (de Brasília), domingo.

Tudo igual no primeiro tempo

A ressaca do Fla-Flu atingiu os torcedores, que praticamente ignoraram a partida contra o Olaria. E os poucos que foram ao Maracanã viram um início preocupante. Depois de dois contragolpes perigosos, o Olaria abriu o placar. Cacá chutou de longe forte, no ângulo esquerdo de Bruno. O goleiro ainda tocou na bola.

Não deu nem tempo de comemorar. Logo na saída de bola, aos seis, Vagner Love rolou para Juan. O lateral foi ao fundo e cruzou para Adriano subir e empatar.

O Flamengo passou a ter domínio das ações. Vinícius Pacheco fez boa jogada aos 17 e bateu firme, à direita da baliza. Só que também deixou muitos espaços na defesa. Em um dos buracos, Aleílson fez jogada na ponta direita e cruzou em cima de Bruno. Seria uma defesa tranquila, mas o goleiro não segurou e a bola não entrou por pouco.

Aos 25 minutos, Vinícius Pacheco rolou para Adriano dentro da área. Ele driblou o goleiro, mas perdeu ângulo. Voltou, deu uma linda caneta em Thiago Eleutério e bateu rasteiro. Ângelo defendeu com os pés.

Sem a categoria de Petkovic, o Flamengo teve a velocidade e os dribles curtos de Vinícius. Em um destes lances, aos 35, ele saiu do meio-campo, foi à linha de fundo e cruzou para trás. A bola bateu na canela de Adriano e saiu.

No último lance do primeiro tempo, por pouco, Adriano não garante uma placa no Maracanã. Após cruzamento de Kleberson, o Imperador saltou e deu um voleio com força, próximo ao ângulo esquerdo do Olaria.



Pênaltis, expulsões... Love


Logo no início do segundo tempo, o Flamengo cometeu o quarto pênalti na temporada. David derrubou Aleílson na área. Na cobrança, Cacá bateu no canto direito e Bruno saltou para defender.

Aos 11, Vagner Love fez o dele. Fierro cruzou da direita e o artilheiro do amor desviou com a perna esquerda. A vantagem durou pouco. Após uma tabela na entrada da área, Araruama chutou e a bola entrou por baixo das pernas dele.

A virada veio em outro pênalti. Toró empurrou Aleílson dentro da área e foi expulso. Na cobrança, Cacá bateu forte no canto direito e virou a partida, aos 19.

O Flamengo precisava apenas do empate para conseguir a classificação antecipada. Adriano, aos 29, girou e bateu com perigo.

O gol de empate saiu aos 37. Juan cruzou da esquerda, Vagner Love saltou e cabeceou para o chão. O Olaria teve Thiago Eleutério expulso logo depois e a pressão dos mandantes aumentou, mas o nervosismo atrapalhou e o quarto gol não saiu.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Flamengo passa sufoco, mas vira para cima do Duque de Caxias na estreia


O Flamengo venceu de virada o Duque de Caxias por 3 a 2, neste domingo, no Maracanã, na estreia no Campeonato Carioca. A equipe rubro-negra saiu atrás no placar após o gol de Maurinho, virou com Kleberson e Fierro, permitiu o empate mas o estreante Fernando garantiu os três pontos para o Fla.

O forte calor no Rio de Janeiro prejudicou muito o rendimento dos jogadores, principalmente no primeiro tempo. Antes do jogo, Vagner Love apareceu no gramado a saudou os torcedores.

Na próxima rodada, quarta-feira, o Fla enfrenta o Volta Redonda na Cidade do Aço. A partida deverá marcar a estreia de Vagner Love com a camisa rubro-negra. Adriano também deverá ter condições de estar em campo.

Maurinho deixa sua marca

A animação da torcida após o contato com Love começou a diminuir assim que a bola rolou. A equipe rubro-negra até começou melhor, e aos cinco minutos, em um chute de fora da área de Kleberson, assustou o adversário. A partir daí, o time teve dificuldades para ameaçar o Duque de Caxias, que cresceu na partida. Aos dez minutos, Geovanni chutou de dentro da área, mas Willians se recuperou bem com um carrinho e afastou o perigo. No lance, o volante do Fla se machucou e posteriormente precisou ser substituído. Mais um titular fora. Fernando entrou em seu lugar e fez a estreia.

Aos 15 minutos, o time da Baixada Fluminense abriu o placar em uma cochilada da defesa rubro-negra. Após cruzamento na área, Maurinho se antecipou ao volante Toró e desviou para o gol. Após a boa defesa de Bruno, o próprio ex-jogador do Fla pegou o rebote e mandou para o fundo da rede: 1 a 0. Após o gol, o Rubro-Negro bem que tentou encurralar o adversário, mas esbarrou na falta da criatividade do seu meio de campo. Obina, isolado na frente, tinha muita dificuldade de dar sequência nas jogadas.

O forte calor no Rio de Janeiro deixou a partida bastante lenta. A última chance de gol do Flamengo no primeiro tempo aconteceu aos 42 minutos. Após cobrança de escanteio, Fernando desviou de cabeça e a bola passou perto da trave. Antes, o Fla teve um gol anulado porque o zagueiro David fez falta no goleiro Getúlio Vargas.


técnico Andrade tentou deixar a equipe mais ofensiva e fez duas alterações. O atacante Bruno Mezenga entrou no lugar de Léo Medeiros e Vinicius Pacheco na vaga de Erick Flores. O Fla mostrou mais disposição em campo e logo criou uma boa oportunidade. Aos dois minutos, Obina cortou o zagueiro dentro da área e finalizou. A bola saiu fraca e o goleiro defendeu. Com outra postura, o Rubro-Negro empatou aos cinco minutos. Bruno Mezenga cruzou da esquerda e, depois da ajeitada de calcanhar de Obina, a bola chegou até Kleberson. O camisa 15 chutou de primeira e marcou: 1 a 1.

Animado, o Fla virou a partida aos oito minutos. Álvaro deu ótimo passe para Fierro, que invadiu a área e chutou bem na saída do goleiro Jaime: 2 a 1. O gol acendeu a torcida rubro-negra no Maracanã. Aos 15 minutos, o Fla ficou com um jogador a menos. Álvaro fez falta por trás em Marcelo e levou o vermelho. Apesar disso, o time esteve perto de ampliar. Aos 18, Vinicius Pacheco foi até a linha de fundo pela esquerda e cruzou rasteiro. Bruno Mezenga chegou atrasado e não conseguiu empurrar para dentro.

Aos 34, o Duque de Caxias conseguiu empatar a partida novamente. Gleidson fez boa jogada e cruzou para John, que aproveitou a bobeira da zaga e mandou para o fundo do gol: 2 a 2. Mas ficou reservado para o estreante do dia a palavra final. Aos 39, após escanteio cobrado por Kleberson, Fernando subiu mais do que os marcadores e fez de cabeça: 3 a 2



Aos 45 minutos, Vinicius Pacheco teve a chance de fazer o quarto gol do Fla mas falhou de frente para o goleiro do Duque de Caxias.



Ficha técnica:


FLAMENGO 3 x 2 DUQUE DE CAXIAS

ESCALAÇÃO DO DUQUE DE FLAMENGO:Bruno; Everton Silva, Álvaro, David e Léo Medeiros (Bruno Mezenga); Toró, Wilians (Fernando), Kleberson e Fierro; Erick Flores (Vinicius Pacheco) e Obina.

ESCALAÇÃO DO DUQUE DE CAXIAS: Getúlio Vargas (Jaime), Marquinhos, Alê e Tinoco; Maurinho (John), Gleidson, Léo Oliveira (Silva), Leandro Teixeira e Juninho; Geovanni e Marcelo.
Técnico: Andrade. Técnico: Álvaro Miranda.
Gols: Maurinho, aos 15 minutos do primeiro tempo; Kleberson aos cinco, e Fierro, aos oito minutos, John, aos 34, e Fernando, aos 39 minutos da segunda etapa.
Cartões amarelos: Alê, Juninho (DDC); Toró, Everton Silva (FLA) . Cartão vermelho: Álvaro (FLA).
Público: 16.067 pagantes

Renda: R$ 351.718,00

Estádio: Maracanã. Data: 17/01/2010. Árbitro: Pericles Bassols (RJ). Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (RJ) e Eduardo De Souza Couto (RJ).

sábado, 16 de janeiro de 2010

Botafogo dribla o cansaço e vence o Macaé de virada


Em campo, ficou claro que o Macaé era superior no aspecto físico. Mas apesar do cansaço, o Botafogo conseguiu fazer valer a qualidade individual de seus jogadores para construir o placar de 3 a 2, de virada, em jogo disputado neste sábado, em Campos, pela primeira rodada do Grupo B do Campeonato Carioca. Com gols dos estreantes Herrera e Marcelo Cordeiro, além de Lucio Flavio, o Glorioso conseguiu um triunfo de reação.



A equipe alvinegra retorna a campo na próxima quinta-feira, quando enfrenta o Friburguense, no Engenhão, provavelmente com a estreia de Loco Abreu. Já o Macaé joga contra o Resende, fora de casa, na próxima quarta.



O Botafogo estava disposto a decidir o jogo o mais rapidamente possível. E a estratégia ficou clara logo quando a partida começou. A equipe usou a velocidade para pegar a defesa do Macaé desguarnecida, e o resultado apareceu aos dois minutos de partida. Num ataque rápido, Lucio Flavio recebeu e cruzou de perna esquerda com precisão para Herrera, que cabeceou e abriu o placar em sua estreia pelo Alvinegro.

No entanto, a equipe não conseguiu administrar a vantagem. Numa jogada trabalhada à exaustão em Saquarema, na véspera da partida, o Botafogo vacilou na marcação de uma jogada de escanteio. André Gomes cobrou, e Eduardo não se antecipou a André, que cabeceou para empatar a partida para o Macaé aos quatro minutos.

Apesar do golpe, o Botafogo seguiu com uma postura ofensiva e quase retomou a vantagem aos seis minutos, depois que Eduardo cruzou pela esquerda para Herrera. O argentino dominou, mas chutou para fora, perdendo uma grande oportunidade. A partir de então, a partida tornou-se mais equilibrada. Como o fôlego do Alvinegro não era o mesmo, o Macaé passou a levar mais perigo nas jogadas em velocidade.

Com o passar dos minutos, ficava cada vez maior a diferença de preparo físico entre as duas equipes. O cansaço fez com que o Botafogo perdesse o ímpeto no ataque (com exceção de Herrera, que continuava a acreditar em todas as bolas) e não tivesse gás manter-se firme na defesa. E foi se aproveitando disso que o Macaé virou o placar, aos 32 minutos. Fernandão recebeu a bola de costas para o gol, girou em cima de Wellington e chutou firme, no canto esquerdo de Jefferson, fazendo 2 a 1.

Mas o Botafogo conseguiu rapidamente aliviar o sufoco descansando as pernas e utilizando as jogadas de bola parada. Aos 36 minutos, Lucio Flavio cobrou falta com precisão e acertou o canto esquerdo rasteiro de Lugão, novamente empatando a partida. Mas o Alvinegro não foi para o intervalo sem antes ser salvo por Jefferson, novo capitão da equipe, que usou o reflexo para defender uma bola desviada à queima-roupa por Fernandão.

E se lá atrás o goleiro garantia, o ataque voltou a fazer sua parte pouco do fim da primeira etapa. Herrera acertou um chute no travessão, e, após bate-rebate, Lucio Flavio ficou com o rebote dentro da grande área. O camisa 10 viu Marcelo Cordeiro em velocidade e rolou para o lateral-esquerdo, que chutou rasteiro para colocar novamente o Botafogo em vantagem, fazendo 3 a 2 aos 43 minutos.



O Botafogo voltou para o segundo tempo com a clara estratégia de valorizar ao máximo a posse de bola e cadenciar o ritmo de jogo. Por isso, logo aos oito minutos o técnico Estevam Soares substituiu Jorge Luiz por Caio, que passou a prender mais a bola no ataque, mostrando muita habilidade nas jogadas individuais.



O lance de maior perigo do segundo tempo foi do Macaé. Fernandão chutou da entrada da área, e Jefferson apenas observou a bola passar rente à sua trave direita. Até o fim da partida, o Botafogo preocupou-se em defender e suportou a pressão do adversário nos últimos minutos. Pouco antes do fim, Marcelo Cordeiro precisou deixar o campo após sofrer falta violenta.

No recomeço de Dodô, Fágner assegura a vitória do Vasco na estreia contra o Tigres

No retorno de Dodô ao futebol, após cumprir 15 meses de suspensão por doping, o dono da festa atendeu pelo nome de Fágner. Com um gol do lateral-direito, o Vasco venceu o Tigres por 1 a 0 na tarde deste sábado, em São Januário, pela primeira rodada da Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca. Diferentemente do ano passado, quando iniciou o ano com derrota, o time da Colina fez o seu papel e saiu com os três pontos.



O "Artilheiro dos gols bonitos" teve uma atuação discreta, o que já não pode ser dito do árbitro Lenílton Rodrigues, que teve muito trabalho. Foram dois gols bem anulados do visitante, além de um festival de cartões: dois vermelhos (uma para cada lado) e 13 amarelos, sendo nove apenas para os donos da casa.



Com o resultado, o Vasco chegou aos três pontos no Grupo B. Na próxima quarta-feira, a equipe enfrenta o América, às 21h50m (de Brasília), no Engenhão. Já o Tigres recebe o Madureira, em Los Larios, em Xerém, às 17h.



Expulsões e gol de Fágner marcam a etapa inicial



Sentindo o pouco tempo de preparação na pré-temporada, o Vasco começou mal a partida, sem objetividade. Ao perceber que poderia tirar proveito da situação, o Tigres tomou a iniciativa do jogo. Aos oito minutos, após cobrança de falta, Danilo Santos subiu mais do que a zaga e cabeceou com força. Fernando Prass fez ótima defesa, evitando o primeiro gol do time da Baixada.



Os visitantes seguiram melhores na partida e aos 24 tiveram um gol bem anulado pela arbitragem. Gilcimar aproveitou um cruzamento da esquerda e cabeceou para vencer Fernando Prass, mas Lenílton Rodrigues invalidou a jogada ao marcar impedimento do atacante do time visitante. Cinco minutos depois, o Vasco quase marcou. Carlos Alberto aproveitou cruzamento e tocou com força, de cabeça, para a boa defesa de Marcos Paulo. Na sobra, o capitão chutou por cima.



Aos 33, Rodrigo Pimpão, que havia levado amarelo com um minuto de jogo, fez uma falta boba em Oziel na lateral do campo e acabou expulso. Com um a menos, o Vasco passou a atuar no 4-3-1-1, com Dodô isolado no ataque. Mesmo com dez, o time passou a tocar melhor a bola.



Aos 38, apesar de fazer uma partida irregular, o Vasco abriu o marcador. Em uma falta da intermediária, pelo lado esquerdo, Fágner bateu direto, e o goleiro Marcos Paulo aceitou: 1 a 0. Dois minutos depois, Celico fez uma falta violenta em Jumar e também foi expulso, deixando tudo igual entre as equipes.



Coutinho entra na vaga de Carlos Alberto e empolga a torcida



O Vasco voltou melhor para o segundo tempo e logo teve duas oportunidades de ampliar o marcador. Na primeira, a um minuto, Carlos Alberto cobrou falta da entrada da área para a boa defesa de Marcos Paulo. Aos dois, Márcio Careca cruzou da esquerda para Dodô. O atacante deu um leve toque na bola e desperdiçou a chance de marcar o seu primeiro gol pelo Vasco.



Aos 11, Jumar fez as vezes de Carlos Alberto. O volante passou por três defensores, invadiu a área e tocou por cima do goleiro. A bola saiu por pouco. Seis minutos depois, o capitão vascaíno pediu para ser substituído, e Philippe Coutinho entrou na vaga do camisa 19 Aos 27, após cobrança de escanteio, Nilton subiu mais do que a zaga e cabeceou. A bola bateu na defesa e saiu pela linha de fundo.



Coutinho teve uma ótima oportunidade de ampliar aos 36 minutos. Léo Gago fez ótima jogada pelo meio e lançou o garoto na área. De primeira, o meia tentou encobrir o goleiro Marclos Paulo, mas errou o alvo. A partir daí, o jogador, de apenas 17 anos, começou a exibir o seu repertório.



Aos 39, passou por três adversários e tentou rolar para Caíque, já dentro da área. A zaga afastou o perigo. No fim do jogo, o Tigres ainda teve um outro gol bem anulado pelo árbitro. Gilberto tocou na saída de Fernando Prass, mas o árbitreo alegou impedimento, em um lance muito difícil, e invalidou o lance.




VASCO 1 x 0 TIGRES

ESCALAÇÃO DO VASCO:Fernando Prass, Fágner, Fernando, Gian e Márcio Careca; Nilton, Jumar (Souza), Léo Gago e Carlos Alberto (Philippe Coutinho); Dodô (Caíque) e Rodrigo Pimpão ESCALAÇÃO DO TIGRES: Marcos Paulo, Oziel, Zé Carlos, Gustavo e Celico; Leão, Denis (Daniel Martins), Leandro Chaves e Vander (Claiton); Gilcimar e Danilo Santos (Gilberto)
Técnico: Vagner Mancini
Técnico: Carlos Alberto
Gols: Fágner, aos 38 minutos do primeiro tempo
Cartões amarelos: Nilton, Jumar, Dodô, Rodrigo Pimpão, Carlos Alberto, Léo Gago, Caíque e Souza (Vasco); Oziel, Leandro Chaves, Zé Carlos e Gustavo (Tigres) Cartão vermelho: Rodrigo Pimpão (Vasco); Celico (Tigres)
Estádio: São Januário Data: 16/01/2010 Árbitro: Lenílton Rodrigues (RJ) Auxiliares: Hilton Moutinho (RJ) e Lilian da Silva Fernandes (RJ) Público: 10.713 pagantes (13.438 presentes) Renda: R$ 264.285

América perde para o Madureira, e Bebeto já sofre com a torcida na estreia


Um Bebeto inquieto, que falava pouco e escutava muitos desaforos da torcida do América. O tetracampeão não teve vida fácil nesta estreia como técnico em um jogo oficial. Com a mão no queixo e um ar pensativo, ele até que tentou, mas não conseguiu evitar a derrota do América na abertura do Campeonato Carioca de 2010. Apesar de sair na frente, o clube rubro permitiu a virada do Madureira, neste sábado, no estádio Conselheiro Galvão, e perdeu por 2 a 1.



Os torcedores do América não aceitaram bem a derrota nesta volta à Primeira Divisão do futebol carioca e hostilizaram Bebeto. Depois, foram para a saída do vestiário e começaram a gritar "Vergonha, vergonha, time sem vergonha". Das sociais, Romário, ao lado da mãe, também sofreu com o tropeço. Mas por causa das provocações dos torcedores do Madureira.



O Tricolor suburbano apostou na vinda de dois veteranos para a competições: o meia Alex Oliveira, de 32 anos, e o atacante Marcelo Ramos, de 36. Eles tiveram boa atuação. Já o América tem como base no time titular ex-jogadores do Vasco como o goleiro Roberto, os laterais Claudemir e Gerson, o zagueiro Ciro e o volante Junior.



Na segunda rodada, na próxima quarta-feira, dia 20, o Madureira enfrenta o Tigres, fora de casa, às 17h. Já o América encara o Vasco, às 21h50m.



América sai na frente, mas permite a virada



Antes da partida foi respeitado um minuto de silêncio em respeito às vítimas do terremoto em Porto Príncipe, capital do Haiti, nesta semana. No total, 15 brasileiros morreram na tragédia, entre eles, a médica sanitarista Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança.



O jogo começou com o termômetro marcando 36 graus em Madureira e o América não perdeu tempo. Logo no primeiro minuto, o lateral Claudemir, ex-Vasco, acertou uma bomba da intermediária no ângulo direito do goleiro Renan. Um lindo gol, que deixou Bebeto comemorando como uma criança no banco de reservas e Romário com um enorme sorriso no rosto nas sociais do estádio.



O gol deu uma falsa impressão de facilidade para o América. O Madureira logo começou a dominar a partida. Aos 14 minutos, Marcelo Ramos perdeu uma boa chance. Ele recebeu livre na frente, mas chutou fraco. A bola até passou pelo goleiro Roberto, mas o zagueiro Daniel Melo chegou a tempo de evitar o gol.



Mas artilheiro que é artilheiro não perde a segunda chance. Foi o que aconteceu. Marcelo Ramos recebeu passe na área e mesmo entre dois zagueiros conseguiu chutar rasteiro, no canto direito de Roberto, que nem teve tempo de pular na bola. Tudo igual: 1 a 1.



Aos 20 minutos, o árbitro Leonardo Garcia Cavaleiro interrompeu a partida por dois minutos para os jogadores beberem água. O tempo técnico é uma novidade do Campeonato Carioca de 2010, uma forma de combater o forte calor do Rio de Janeiro. Bebeto aproveitou para passar algumas instruções para o time.

O América, porém, não tinha opções de ataque. O time se resumia aos lances de bola parada com Claudemir. Por duas vezes, o lateral chutou com perigo. Aos 26, após cobrança de escanteio, Paty cabeceou e quase desempatou para o América. Renan fez uma difícil defesa.

A partir daí o Madureira voltou a dominar a partida. Aos 32, o árbitro Leonardo Garcia Cavaleiro anulou um gol de Bruno alegando impedimento. Mas aos 40, em uma troca de passe rápida no meio da defesa do América, Eberson recebeu na área e chutou na saída de Roberto. Madureira 2 a 1.

Logo após o gol, o celular de Bebeto tocou e ele ficou conversando com um de seus auxiliares por quase dois minutos. Já Romário precisou aguentar as provocações dos torcedores do Madureira nas sociais do estádio. E o primeiro tempo terminou.

América perde pênalti no segundo tempo

Bebeto não mudou o time para o segundo tempo. E o América voltou pressionando mais o Madureira. Aos sete minutos, Adriano perdeu uma ótimo oportunidade de empatar. Mas o chute, da marca do pênalti, foi por cima do travessão de Renan.

Os torcedores do América começaram, então, a criticar Bebeto. Eles tentaram arrancar o teto do banco de reservas. E não paravam de hostilizar o treinador.

- Escala o time no 3-5-2, Bebeto! - gritou um.

- Coloca o Da Costa, pô - pediu o outro.

O treinador resolveu seguir o conselho. Tirou Lenilson e colocou o meia Da Costa. E logo no primeiro toque na bola, o jogador entrou na área e sofreu pênalti para o América.

Bebeto só não esperava que Paty, o camisa 9 do time, perdesse a cobrança. O atacante até tentou uma paradinha para confundir Renan, mas chutou rasteiro e sem muita força no canto esquerdo. E o goleiro do Madureira se esticou para defender. No banco de reservas, Bebeto colocou a mão no rosto parecendo não acreditar. Romário fez o mesmo nas sociais. E a torcida seguiu no pé do tetracampeão.

Para piorar a situação, três minutos depois o zagueiro Daniel Melo fez falta violenta em Wagner, recebeu o segundo cartão amarelo e acabou expulso. Bebeto buscou dar apoio ao zagueiro quando ele se dirigia para o vestiário.

Com um jogador a menos, o América recuou. Bebeto tirou o atacante Paty e colocou no time o zagueiro Evandro para recompor a defesa. E ordenou para que o lateral-esquerdo Gerson fosse jogar no meio-campo, na armação das jogadas.

No início até deu certo. Adriano arriscou um chute de fora da área, mas Renan defendeu. Pouco depois, Gerson também tentou da intermediária, mas a bola subiu muito. O América até pressionou nos momentos finais, mas faltou pontaria. Um problema que Bebeto nunca teve quando jogador, mas vai precisar resolver para as próximas rodadas. Assim como conquistar o carinho da torcida.

- Esse grupo tem qualidade. É preciso calma. Vamos trabalhar. Ninguém gosta de perder, mas não vamos desistir. O time foi guerreiro - disse Bebeto após esperar os torcedores que protestavam na porta do vestiário fossem embora.

Ficha técnica:
MADUREIRA 2 x 1 AMÉRICA
ESCALAÇÃO DO MADUREIRA: Renan; Valdir, Arthur (Bigu), Leandro e Nill; Rodrigo, Bruno, Eberson e Alex Oliveira (Victor Silva); Marcelo Ramos e Wagner
ESCALAÇÃO DO AMÉRICA: Roberto; Claudemir, Ciro, Daniel Melo e Gerson; Junior, Lenilson (Da Costa), Osmar e Allan (Felipe); Paty (Evandro) e Adriano.
Técnico: Antônio Carlos Roy.
Técnico: Bebeto
Gols: Claudemir a 1; Marcelo Ramos aos 18 e Eberson aos 40 minutos do primeiro tempo;
Cartões amarelos: Arthur, Victor Silva, Eberson (Madureira); Junior, Adriano e Daniel Melo (América) Cartão vermelho: Daniel Melo (América)
Estádio: Conselheiro Galvão, em Madureira (RJ)
Data: 16/01/2010.
Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro.
Auxiliares: Ricardo Maurício Ferreira e Claúdio José de Oliveira.

Maracanã vai ter novidades no Carioca para dar mais conforto ao torcedor


Um Maracanã mais organizado e se preparando para a Copa do Mundo de 2014. É o que o torcedor vai encontrar a partir deste domingo, no jogo entre Flamengo e Duque de Caxias, pelo Campeonato Carioca. A Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Lazer criou uma comissão para combater os problemas de acesso ao estádio, a superlotação de setores da arquibancada, a ação de cambistas, as filas e os ingressos falsos. A capacidade do Maracanã em 2010 vai ser de 81.121 torcedores



A principal medida está na setorização do Maracanã, onde as arquibancadas verde e amarela vão ser divididas em setores "A" (à esquerda da tribuna de honra, onde normalmente ficam as torcidas de Flamengo e Fluminense) e "B" (onde ficam os torcedores de Vasco e Botafogo). A indicação dos setores vai passar a vir impressa nos ingressos.



Quem comprar um ingresso para o setor A da arquibancada verde, por exemplo, não vai poder mais transitar pela arquibancada amarela, branca ou pela verde B. A pedido dos clubes, esta medida só vai ser adotada a partir da terceira rodada do Campeonato Carioca para que se tenha tempo suficiente para a organização do controle. Mas todas as outras mudanças já vão ser sentidas pelos torcedores neste domingo.



As bilheterias do Maracanã só vão vender ingressos no dia da partida até três horas antes do início do espetáculo. Com a abertura dos portões, a polícia vai fazer uma triagem e só permitir a aproximação de torcedores que tenham ingressos. Todas as pessoas que se dirigirem para as entradas do estádio vão passar por uma checagem e só depois seguirão por corredores formados por grades até as roletas.



Integrantes da Comissão de Auditoria e Fiscalização de Acesso às Dependências do Estádio Mário Filho (CAFA) vão ficar nas roletas fiscalizando a entrada dos torcedores. Cenas como torcedores entrando no estádio passando por cima ou por baixo da roleta ou entregando o ingresso para funcionários sem passá-lo pela catraca não vão ser mais permitidas.



A CAFA também terá como missões auditar o número de ingressos apresentados nas roletas corresponde ao de torcedores no estádio e fiscalizar se a capacidade máxima de cada setor está sendo respeitada. Se constatadas irregularidades, os responsáveis pela operação de acesso do publico serão intimados para prestar esclarecimentos. Se os problemas não forem sanados, os responsáveis serão proibidos de operar serviços no Maracanã.



Big Brother para vigiar os baderneiros



Um dos camarotes vai abrigar o novo posto de operação e controle do Maracanã. De lá vão ser monitoradas as 70 câmeras espalhadas pelo estádio, que tiveram o alcance ótico ampliado e vão vigiar a conduta do público como um verdadeiro Big Brother. Assim vai ser possível identificar os torcedores que cometerem irregularidades.



A CET-Rio também vai organizar o trânsito. A operação reboque permanece nas avenidas Maracanã, Presidente Castelo Branco (Radial Oeste) e Professor Manuel de Abreu, além da rua Professor Eurico Rabelo, onde não é permitido estacionar. Embarque e desembarque só poderão ser feitos nas ruas Professor Eurico Rabelo e Mata Machado.



Quem desrespeitar a ordem pode ser multado ou ter o carro rebocado. No total, a CET-Rio vai ter nos dias de jogo 12 reboques e três painéis de mensagens. Além de 32 agentes da Guarda Municipal para o controle de trânsito e 15 guardas que trabalharão nos reboques. Está disponível o estacionamento subterrâneo do Teleporto, com cerca de 650 vagas, e o da Uerj, com capacidade para 2.000 automóveis. As autoridades orientam o uso de transporte público (metrô, trem e ônibus) para o deslocamento até o estádio.


A operação Choque de Ordem segue no estádio. A Secretaria Especial de Ordem Pública (Seop) vai realizar a fiscalização de duas horas antes até duas horas depois dos jogos. Nas decisões, o horário de início será estendido em mais uma hora. Objetivo é reprimir o comércio ambulante não autorizado e inibir o consumo de bebida alcoólica no entorno do Maracanã como determina o Decreto nº 30.417 de 22 de janeiro de 2009, que proíbe o consumo e a comercialização de bebidas alcoólicas no entorno do estádio no dia de jogos.


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