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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Em noite de pesadelo, Fla perde para La U e fica em situação delicada


Na terça-feira, Adriano chorou ao não ver o seu nome na lista de convocados para a Copa do Mundo 2010. Nesta quarta-feira, o sofrimento foi todos os rubro-negros. Apesar de atuar com um jogador a mais por todo o segundo tempo, o atual campeão brasileiro jogou mal no Maracanã, foi derrotado pelo Universidad de Chile por 3 a 2 e ficou em situação delicada na Taça Libertadores. E se desperdiçou chances incríveis, o Fla poderia ter deixado o gramado com um resultado ainda pior. A equipe chilena também perdeu excelentes oportunidades, especialmente no primeiro tempo. E o Rubro-Negro marcou o segundo gol apenas aos 44 da etapa final.

Na próxima quinta-feira, em Santiago, o Flamengo precisará vencer por dois gols de diferença para permanecer vivo na Libertadores. Ou por um, se marcar quatro tentos.

A noite começou ruim para o Fla já fora do estádio. O primeiro obstáculo foi a logística equivocada. A delegação rubro-negra enfrentou trânsito pesado no trajeto Barra da Tijuca-Maracanã e chegou ao estádio apenas 35 minutos antes de o jogo começar. O que prejudicou o aquecimento dos jogadores. Situação semelhante à que viveu na eliminação para o América-MEX, em 2008.

O início da partida também foi tenso. Antes mesmo do apito inicial, torcedores pediram raça ao time. Pareciam estar adivinhando. Desligado, o Rubro-Negro falhou duas vezes antes dos três minutos. Primeiro, Olivera chutou por cima quase na entrada da pequena área. Depois foi a vez de Rômulo errar na saída de bola, e Bruno salvar de maneira espetacular uma finalização de Montillo.

Mas não houve perdão para o terceiro cochilo. Juan e Maldonado se enrolaram na marcação no lado esquerdo, Willians tirou mal, e Victorino chutou rasteiro para abrir o placar. Se a ansiedade já era alta, multiplicou-se por mil.

O calmante quase veio aos 12. Léo Moura cruzou da direita, Vagner Love cabeceou, a bola desviou em Olarra e tocou no travessão.

Mas a atuação do sistema defensivo rubro-negro destoava. Olivera ganhou fácil de David e chutou no canto. Bruno saltou e salvou o segundo. A torcida começou a gritar por Petkovic, mas Rogério, perdido à beira de campo, tirou Rômulo e colocou Michael. Ele derrubou as próprias convicções e voltou ao esquema de Andrade.

Em vez de incentivar, a torcida transmitiu ainda mais nervosismo ao gritar insistentemente por Pet. E a resposta foi outro gol dos chilenos. Após cruzamento na área, aos 24 minutos, Bruno falhou feio, e Olarra cabeceou para o gol vazio. O goleiro reclamou de falta, mas não adiantou.

Adriano? Bem, começou a partida correndo, buscando o jogo, mas ficou refém da pífia exibição do time. Foi dele o esboço de reação, aos 38. Kleberson cruzou da direita, e o Imperador cabeceou no canto direito. Depois de sete gols, enfim, o camisa 10 voltou a comemorar.

O lance acordou o Maracanã. Love perdeu chance incrível logo depois. Mas não tanto quanto a de Adriano em seguida, aos 43. Com o gol aberto, o atacante chutou por cima, desperdiçando uma oportunidade incrível. E levando os torcedores ao desespero.

Se falhava no ataque, o mesmo ocorria no setor defensivo. Aos 45, a zaga novamente permitiu que os chilenos contra-atacassem. Vargas, com Bruno batido, chutou para fora. A esperança da torcida renasceu aos 46, quando Iturra deu carrinho por trás em Willians e foi expulso.

Na última chance da primeira etapa, Adriano cobrou falta, a zaga desviou parcialmente, e a bola caiu no peito de Vagner Love. Era a chance do empate antes do intervalo. O artilheiro dominou, ajeitou o corpo e chutou por cima. O apito final de Carlos Amarilla aconteceu com Love estatelado no chão, incrédulo com o gol que perdera.

Ducha de água fria no início

O Flamengo voltou para o segundo tempo com Petkovic no lugar de Maldonado. A ousadia foi castigada duramente. Aos dois minutos, Montillo aproveitou-se de um dos diversos buracos na defesa, cruzou da esquerda, e Fernandez, livre, fez o terceiro.

O Império do Amor continuou seu calvário. Petkovic cruzou na medida para Adriano. Ele subiu e cabeceou no travessão. Se a dupla de ataque não acertava, na outra área Bruno ouvia vaias dos torcedores.

Com um homem a menos e uma boa vantagem no marcador, o time visitante se retraiu, e o Flamengo seguiu pressionando. Mas de forma desordenada. Aos 23, Adriano ensaiou uma embaixidinha dentro da área. A bola sobrou para Petkovic, que com o goleiro fora da meta, cruzou. Mas o Imperador não conseguiu alcançar. A bola passou. E o que foi parar dentro do gol foram dois jogadores do Universidad de Chile.

Aos 26, Rogério Lourenço chamou Dênis Marques para entrar. O que revoltou ainda mais os já irritados torcedores rubro-negros. O escolhido para sair foi Kleberson, que jogou mal um dia depois de ser escolhido por Dunga para ir ao Mundial na África do Sul.

Com três atacantes em campo, o time carioca seguiu com muitas dificuldades de superar o bloqueio adversário na entrada da área. E os erros continuaram. Como aos 30 minutos, quando Vagner Love tropeçou na bola dentro da área e foi desarmado. Se foi decisivo para a classificação do time no duelo diante do Corinthians, o atacante teve atuação muito aquém do esperado nesta quarta.

O time brasileiro passou a recorrer a cruzamentos sobre a área. Aos 33, Leo Moura centrou para Adriano, que desviou. O goleiro Miguel Pinto defendeu. No minuto seguinte, novo centro da direita. E o mesmo desfecho. Bola nas mãos do arqueiro após cabeçada de Ronaldo Angelim.

Nessa altura, o Universidad do Chile não mais contra-atacava, mais do que satisfeito com o que havia obtido. Quem demonstrava insatifação eram os torcedores rubro-negros no Maracanã, com o resultado e as falhas do time.

A partir dos 40 minutos, o time chileno voltou a se lançar ao ataque e obrigou Bruno a fazer duas boas intervenções. Já o Fla continuava errando passes e concluindo fraco ao gol. Mas a equipe conseguiu diminuir o prejuízo aos 44 minutos. Juan arriscou de fora da área e contou com a sorte. A bola desviou, e enganou o goleiro.

O gol acordou a torcida, que já vaiava o time. Os gritos de incentivo voltaram. Mas acabaram aos 47, quando Juan errou um passe fácil para Petkovic na ponta-direita. Um final coerente para um jogo em que o Flamengo abusou de errar. Antes mesmo da partida começar.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

La U pode enfrentar o Flamengo desfigurada por causa da Copa


A Copa do Mundo pode ajudar o Flamengo contra o Universidad de Chile, seu adversário nas quartas de final da Libertadores: o time chileno pode enfrentar os rubro-negros desfigurado na segunda partida, em casa, dia 19. Tudo por conta de um acordo entre os clubes chilenos com a Associação de Futebol do Chile (ANFP) visando à preparação da sua seleção para a África do Sul.

Segundo o tratado, os jogadores que atuam no país que forem convocados pelo técnico Marcelo Bielsa devem se apresentar a partir do próximo dia 15 para o início da preparação para a Copa do Mundo, em Santiago. Inicialmente, serão chamados 30 atletas, sendo que sete serão cortados antes da seleção viajar para a África do Sul.

Deste número inicial, quatro jogadores são do Universidad de Chile: o goleiro Pinto e os apoiadores Iturra, Estrada e Seymur. Para piorar, a La U também deve contar com mais dois desfalques a partir da mesma data: os uruguaios Victorino e Fernandez. Ou seja, o adversário do Flamengo nas quartas de final pode estar desfalcado de seis importantes nomes de seu elenco.

Por conta desta situação, o Flamengo recebeu a informação de que a Universidad de Chile age nos bastidores da Conmebol para alterar a data dos jogos contra o Flamengo que estão marcados para os dias 12 e 19 de maio. Por conta disso, a diretoria rubro-negra está enviando uma carta à Confederação Sul-Americana para que não haja mudanças.

Por sua vez, o time rubro-negro não corre o risco de ficar sem Maldonado e Fierro no dia 19, em Santiago. Afinal, o acordo com a ANFP envolve apenas os clubes chilenos, e os jogadores rubro-negros podem se apresentar um pouco depois (se forem chamados por Bielsa). Até mesmo ficarem no Chile após esse jogo.

Uma outra polêmica entre La U e o Flamengo diz respeito ao local onde o jogo será realizado. Na fase de grupos, os times se enfrentaram no Estádio Monumental, na capital, mas o Colo Colo já avisou que não vai cedê-lo novamente. A Universidad Católica também não vai ceder o Apoquindo. Com isso, existem três opções: a primeira é o estádio Santa Laura, do União Española, que fica em Santiago e tem capacidade para 18 mil pessoas; a segunda é o Sausalito, que fica na cidade de Viña del Mar, que fica a 100 km (ou 90 minutos de carro da capital) e tem capacidade para 18 mil; e a terceira é o estádio Francisco Sanchez Rumoroso, em Coquimbo, cidade a 400km de Santiago (ou uma hora de avião), e tem capacidade para 16 mil pessoas.
ASSISTA AOS MELHORES MOMENTOS DO JOGO.

Jamais desistir! Inter faz 2 a 0 no Banfield e avança na Libertadores

Nunca duvidar, jamais desistir, jogar a toalha sob hipótese alguma. Derrubar um gigante centenário não é para qualquer um. O Inter acreditou, insistiu, guerreou e contou com uma torcida inflamada para bater o Banfield por 2 a 0 na noite desta quarta-feira, no Beira-Rio, e avançar às quartas de final da Libertadores da América. O resultado foi fabricado sob medida para manter o Colorado vivo na competição, já que no duelo de ida, na Argentina, os gaúchos levaram 3 a 1.

Os gols colorados foram marcados pela dupla de ataque, que não balançava as redes rivais há quase um mês. Alecsandro abriu o placar no primeiro tempo. Walter garantiu a classificação na etapa final. Agora, a missão do Inter é ainda mais árdua. O oponente das quartas de final é o Estudiantes, atual campeão da Libertadores, derrotado pelo Colorado na decisão da Sul-Americana de 2008. O primeiro jogo é na semana que vem, no Beira-Rio.

A classificação garante a permanência do técnico Jorge Fossati em Porto Alegre. Ele será o responsável por comandar o Inter na estreia no Campeonato Brasileiro. É domingo, contra o Cruzeiro, no Gigante.

Pressão surte efeito: 1 a 0 no primeiro tempo!

Não entrou. Por algum motivo, a pancada de D’Alessandro não entrou no gol de Lucchetti aos 12 minutos do primeiro tempo. Por alguma razão obscura, sabe-se lá por que cargas d’água, a patada de D’Alessandro explodiu no travessão do Banfield. Maldade pura com uma torcida que sentia o relógio tiquetaqueando marteladas a cada segundo de jogo. Eram 12 minutos. Aquele gol valeria ouro.

Quanta pressão, quanta tensão, quanta expectativa voltada para um único campo de futebol. Dois gols valiam a vida para o Inter. Um deles tinha que sair no primeiro tempo – não por obrigação, mas como sinal de esperança. E o Colorado tentou. Tentou com Andrezinho, que bateu mal, por cima. Tentou com Walter, que cabeceou para fora. Tentou com Alecsandro, que não conseguiu concluir jogada dentro da área, pertinho do gol. Tentou, tentou e tentou. E conseguiu. De tanto tentar, conseguiu.

Abençoado gol. Já sangrava a esperança vermelha quando saiu o gol. D’Alessandro, de frente para a zaga adversária, viu uma daquelas brechas que só ele vê. O passe foi para Andrezinho, que chegou na bola um pouco antes do goleiro, tempo mais do que suficiente para dar um toque lateral, preciso, na direção de Alecsandro. O centroavante concluiu para dentro do gol. A bola entrou junto com um grito coletivo. Os jogadores saíram correndo um para cada lado, eufóricos. A torcida urrou, em um misto de êxtase com confiança renovada. Era o gol do Inter. Era o sinal de que era possível virar!

E foi justo. Se o Inter não teve grande brilho técnico, pelo menos teve ambição. Se foi lento, foi também insistente. O Banfield ficou na dele, se defendendo, matando o tempo, saindo nos contra-ataques. Fernandes ameaçou aos 19, com chute colocado que quase encontrou o ângulo direito de Abbondanzieri. Alecsandro, aos 32, colocou a mão na bola dentro da área defensiva do Inter. O lance foi ignorado pela arbitragem.

Avante, Inter: 2 a 0 e vaga garantida!

Sandro avisou que o Banfield iria tremer diante da torcida do Inter. E quem tremeu foi o Beira-Rio. Literalmente. Tremeu no sentido de balançar, de sair do lugar, de parecer em vias de desmoronar. Os colorados saíram do chão e não voltaram mais enquanto teve jogo dentro do gramado do Gigante. E o Inter fez o segundo! E o Inter classificou!

Classificou, em grande parte, porque tem Andrés D’Alessandro e seus lampejos de gênio. Aos 12 minutos, o argentino pegou a bola pela esquerda e mandou Fabiano Eller passar por ele. Quando o zagueiro/lateral avançou, D’Ale fingiu que mandaria a bola na área. A zaga adversária ficou toda embananada. El Cabezón deu um toquezinho leve, de pé canhoto, na ponta esquerda. Eller dominou, deixou o olhar mirar a área e mandou o cruzamento. Walter, de cabeça, fuzilou Lucchetti. Gol do Inter!

O inferno é aqui, Banfield. E ele é vermelho. Os 2 a 0 garantiam a classificação ao Inter. A torcida, ciente disso, não deixou mais o time argentino jogar. O Beira-Rio virou uma enorme vaia para cima dos visitantes. Eles tramaram algumas jogadas, especialmente com o habilidoso James Rodríguez, e arriscaram chutes de longe, sempre para fora.

Durou uma eternidade até o jogo terminar. O Inter não tem a mesma manha dos argentinos para matar o tempo. Quando teve a bola, o Colorado buscou o terceiro gol. Walter recebeu livre, frente a frente com Lucchetti, e perdeu a chance. O jogo esteve sempre vivo. Os gaúchos jamais deixaram de correr riscos, mesmo com a expulsão de Rodríguez. Mas o sofrimento valeu a pena. O Inter está vivo, Fossati está empregado, a esperança continua. Jamais desistir!

INTERNACIONAL 2 X 0 BANFIELD

ESCALAÇÃO DO INTERNACIONAL: Abbondanzieri, Nei, Bolívar, Sorondo e Fabiano Eller; Sandro, Guiñazu, Andrezinho (Giuliano) e D’Alessandro (Glaydson); Walter (Everton) e Alecsandro.

Técnico: Jorge Fossati.

ESCALAÇÃO DO BANFIELD: Lucchetti, Ladino, Maidana, Bustamante (Laso) e López; Quinteros (Cardaccio), Battión, Erviti e James Rodríguez; Ramírez e Fernandez.

Técnico: Julio Falcioni.

Gols: Alecsandro, aos 42 minutos do primeiro tempo; Walter, aos 12 minutos do segundo tempo.

Cartões amarelos: Nei, D'Alessandro, Walter, Guiñazu (Inter); Bustamante (Banfield). Cartão vermelho: Rodríguez (Banfield).

Estádio: Beira-Rio. Data: 06/05/2010. Árbitro: Wilmar Roldán (Colômbia). Auxiliares: Wilson Berrio (Colômbia) e Javier Camargo (Colômbia).
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Fonte: www.globoesporte.com.br
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terça-feira, 4 de maio de 2010

Ceni defende dois, time bate Universitario nos pênaltis e está nas quartas de final.


O torcedor do São Paulo sofreu por mais de 90 minutos e viu a vaga nas quartas de final da Libertadores ser decidida nos pênaltis contra o Universitario-PER, na noite desta terça-feira, no Morumbi. Mas os tricolores respiraram aliviados ao vencerem a disputa por 3 a 1. Principalmente por Rogério Ceni, que perdeu a sua cobrança, mas defendeu duas. O Tricolor poderia ter evitado tanto sufoco. Afinal, perdeu muitas oportunidades durante o tempo regulamentar. Com a classificação garantida, espera o vencedor de Nacional (URU) x Cruzeiro, que será realizado nesta quarta, em Montevidéu (o time mineiro venceu em BH por 3 a 1).



Depois de roerem as unhas e verem Hernanes, Marcelinho e Dagoberto converterem as cobranças, os torcedores exaltaram Ceni e viram toda a equipe comemorar muito a classificação. E não esqueceram o rival Corinthians ao gritaram "Mengo", mostrando apoio ao time carioca, rival do Timão nesta quarta, em outra decisão pelas oitavas.



Washington no banco, e muralha peruana

Ricardo Gomes decidiu colocar em campo um time mais veloz, mas sem a referência na área. Com isso, Washington voltou ao banco de reservas, e Fernandinho começou ao lado de Dagoberto. Juan Reynoso, treinador do Universitario, não escondeu de ninguém que tinha o objetivo de não sofrer gols. E colocou sua equipe toda atrás.



O Tricolor até criou oportunidades boas, mas não conseguia concluir com precisão. Com Fernandinho e Dagoberto mais abertos pelas pontas, os laterais pouco apareceram na partida. Marlos era bastante esforçado, mas errava muitos passes. Fernandinho, por sua vez, irritou os companheiros, pois carregava a bola pela ponta esquerda e muitas vezes não passava para os jogadores que estavam na área.



A primeira grande finalização do São Paulo só veio aos 18 minutos, quando Hernanes cobrou escanteio, e Rodrigo Souto cabeceou a bola na trave de Llontop. O time da casa seguia tentando furar o bloqueio, mas o adversário estava em todas as partes do campo.



Aos 30, Marlos ganhou de Revoredo, mas o goleiro rival chegou antes para fazer a defesa. Aos 45, Fernandinho repetiu a jogada pela linha de fundo e tentou o chute a gol, mas a bola bateu na rede pelo lado de fora. Sem gols no primeiro tempo, o time e o técnico Ricardo Gomes deixaram o campo vaiados.



Três atacantes: tudo ou nada



Gomes voltou para o segundo tempo arriscando tudo. Tirou Jorge Wagner e colocou Washington. Com três atacantes, o sonhado deveria sair. E, aos sete minutos, quase aconteceu: Hernanes deu um belo passe para Dagoberto, que, aberto pela direita, invadiu a área e passou para Marlos. O meia, sozinho na frente do gol aberto, conseguiu acertar o travessão, para desespero dos torcedores.



Mais ofensivo, o São Paulo crescia em campo. Criava muitas chances, mas tinha dificuldades na conclusão. Ao mesmo tempo, dava mais espaços para os peruanos, que de vez em quando tentavam se aproximar do gol de Ceni. Aos 12 minutos, mais uma oportunidade desperdiçada: Dagoberto tocou para Washington que jogou de pivô e deixou para Marlos concluir. Mas o meia novamente chutou torto.



O Universitario encontrava espaços pelo lado direito do São Paulo. Aos 17, Espinoza desceu e cruzou, mas a defesa afastou. No rebote, Rabanal chutou muito forte. Aos 22, Washington perdeu uma grande chance ao receber a bola na área, mas não conseguiu dominar. A torcida ficava cada vez mais desesperada com a possibilidade de a vaga ser decidida na disputa de pênaltis.



Pouco depois, Washington se livrou de dois marcadores e tocou rasteiro para Dagoberto, mas o atacante chegou atrasado e a bola passou à frente do gol de Llontop. Chance incrível perdida pelo Tricolor. Aos 33, mais sofrimento: Fernandinho tocou em cima de Llontop, que espalmou. A bola voltou para o camisa 12, e ele tocou para Washington, mas o Coração Valente, de primeira, tocou por cima do gol. Neste momento, a torcida acordou e passou a incentivar o time, na esperança de que os últimos dez minutos fossem mais felizes.



O tempo foi correndo, e nada do gol sair. Gritos de "raça" surgiram da arquibancada. Rogério Ceni era o único do lado são-paulino do campo. Todos os demais estavam em cima do Universitario, desesperados por um gol salvador. Que não veio. Gomes se preparou para a disputa de pênaltis ao colocar Marcelinho Paraíba, bom cobrador, em campo. Fernandinho saiu vaiado. Marcelinho só teve tempo de arriscar um chute de longe. A vaga seria decidida nas cobranças de pênalti.



Ceni perde cobrança, mas se redime e pega dois



Antes mesmo do início das penalidades, parte da torcida chamava Gomes de burro, e a pequena torcida do Universitario celebrava bastante. Após as críticas, vieram os gritos de apoio. Os mais de 48 mil torcedores passaram a cantar o hino do Tricolor, enquanto Gomes escolhia os batedores. Ceni trocou a camisa laranja por uma preta.



Ramirez foi o primeiro a bater e, diante de Ceni, marcou o gol no lado direito do goleiro, que caiu para o outro canto. O camisa 1, ídolo maior do tricolor, foi o primeiro a bater pelo lado paulista, mas Llontop pulou no canto esquerdo corretamente e defendeu a cobrança: 1 a 0 para o Universitario.



Alva foi o segundo a bater para o time peruano, e Ceni se redimiu: defendeu a cobrança, fazendo a torcida explodir em alegria. Agora era a vez do camisa 10 empatar as cobranças. Hernanes não decepcionou e colocou a bola na rede: 1 a 1.



Galvan viu Ceni ficar gigante, e não conseguiu passar pelo goleiro: tentou o canto esquerdo, mas o ídolo tricolor também defendeu. Marcelinho Paraíba, que entrou nos minutos finais, anotou o seu no canto esquerdo, ainda acertando a trave, enquanto Llontop caía para o direito: 2 a 1 para o Tricolor.



Labarthe mostrou todo o nervosismo que o Universitario passava ao bater o pênalti para fora. Ceni nem precisou se esforçar. E a torcida, enlouquecida, celebrava: faltava mais um. Dagoberto partiu para a bola e correu para o abraço: era a classificação do São Paulo na rede!


Ficha técnica:
SÃO PAULO 0 x 0 UNIVERSITARIO

ESCALAÇÃO DO SÃO PAULO FC:Rogério Ceni, Cicinho (Jean), Alex Silva, Miranda e Junior Cesar; Rodrigo Souto, Hernanes, Marlos e Jorge Wagner (Washington); Dagoberto e Fernandinho (Marcelinho).

Técnico: Ricardo Gomes.

ESCALAÇÃO DO UNIVERSITARIO:Llontop; Revoredo, Galvan e Rabanal; Carmona, Rainer Torres (Ramirez), Vasquez (Miguel Torres), Hernandez e Espinoza; Piriz (Labarthe) e Alva.

Técnico: Juan Reynoso.

Cartões amarelos: Hernanes (São Paulo); Piriz, Alva, Llontop, Miguel Torres (Universitario).
Estádio: Morumbi, em São Paulo. Data: 04/05/2010.

Árbitro: Carlos Manuel Torres (PAR). Auxiliares: Milcíades Saldívar e Carlos Cáceres (PAR).
Público e renda: 43.838 pagantes/R$ 1.893.319,25


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Em dia de recorde de Ceni, Tricolor perde o jogo e a liderança para o Once Caldas


Tinha tudo para ser uma noite boa para o São Paulo . Além de mostrar em campo, no primeiro tempo, superioridade técnica sobre o anfitrião Once Caldas, o goleiro Rogério Ceni entrava para a história. Com o gol de falta aos 33 minutos, tornava-se o maior artilheiro isolado do clube na Taça Libertadores, com 11 tentos. Mas, na segunda etapa, o time comandado por Milton Cruz caiu de produção, foi derrotado pelo dono da casa, de virada, por 2 a 1, na noite desta quinta-feira, no estádio Palogrande, em Manizales, e perdeu a liderança.



Com o resultado, os colombianos, que seguem sem derrotas em casa em 18 jogos na história da competição continental - foram 12 vitórias e seis empates -, assumiram o primeiro lugar do Grupo 2, com seis pontos ganhos. O Tricolor segue com três somados, empatado com o Monterrey (MEX).



O próximo compromisso do time paulista na Libertadores é contra o Nacional, no Paraguai, no dia 11 de março. E o Once Caldas recebe o Monterrey no dia 10.



Ceni abre o placar e entra para a história



A torcida do Once Caldas atendeu aos apelos da comissão técnica e compareceu em grande número ao estádio Palogrande. Empolgação não faltou no início: chuva de papel, cantos e muita, muita fumaça. O time, em campo, sentiu a vibração e foi para cima.


O técnico Juan Carlos Osorio surpreendeu na escalação ao montar o esquema com três volantes de marcação no meio e três atacantes fixos. Com Moreno, Uribe e Santoya na frente, a equipe da casa armou uma blitz e não deixou o Tricolor passar do meio-campo nos primeiros minutos. O primeiro lance de perigo colombiano aconteceu aos quatro minutos, quando Santoya avançou nas costas de Jorge Wagner pela esquerda e bateu cruzado. Rogério Ceni espalmou pela linha de fundo.


Aos poucos, a empolgação colombiana diminuiu. O Tricolor, finalmente, conseguiu sair para o jogo. Aos dez minutos, em rápido contra-ataque, Washington deu passe açucarado para Cléber Santana, travado no momento do chute. Na volta, Cicinho cruzou para Washington, que cabeceou por cima do gol adversário.


O tempo passava, e o São Paulo controlava bem as ações do adversário. Fiel ao estilo da marcação forte e saída rápida para o ataque, o time ganhou jogada pelas duas pontas. Isso porque Milton Cruz mudou o posicionamento de Hernanes. O camisa 10 foi jogar bem aberto pela esquerda para fazer dupla com Jorge Wagner e aproveitar os avanços de Vélez. O mesmo aconteceu pela direita, com Cléber Santana aparecendo para o jogo e contando com a companhia de Cicinho.


O melhor futebol do São Paulo se refletiu em vantagem no marcador aos 33 minutos. Hernanes fez bela jogada pela esquerda e foi derrubado na entrada da área. Falta que Rogério Ceni cobrou rasteiro, no meio da barreira, que abriu. A bola desviou e enganou o goleiro Martinez, que pulou para o lado esquerdo, enquanto a bola entrou no lado direito. Festa para Ceni, que, com o tento, tornou-se o maior artilheiro da história do São Paulo na Taça Libertadores, com 11 gols marcados.


O gol fez o estádio Palogrande se calar. E o São Paulo, no contra-ataque, quase fez o segundo. Marcelinho recebeu passe de Washington pela esquerda, cortou a marcação e bateu rasteiro, de pé direito. A bola saiu à direita do gol de Martinez, com perigo.


O Once Caldas, após alguns minutos perdidos, voltou ao ataque. E, antes do fim do primeiro tempo, só não empatou a partida porque parou em Rogério Ceni. Aos 41, o goleiro defendeu em dois tempos uma cobrança de falta de longe de Valencia. E, já nos descontos, o camisa 1 fez grande defesa em chute cruzado de Moreno, após falha de Xandão pelo alto.



Virada do dono da casa



No segundo tempo, o técnico do Once Caldas resolveu partir para o tudo ou nada. Ele sacou o volante Castrillón para colocar o meia-atacante Cardenas. Logo aos três minutos, o time teve grande chance com Santoya, que recebeu passe açucarado de Moreno e chutou rasteiro, obrigando Rogério Ceni a fazer grande defesa. No minuto seguinte, saiu o gol de empate. Após cobrança de lateral, Marcelinho Paraíba foi tentar ajeitar de peito para Jorge Wagner e tocou fraco. Santoya aproveitou o vacilo e cruzou na cabeça de Uribe, que se antecipou a Xandão e testou firme, no canto direito de Rogério Ceni. O estádio Palogrande veio abaixo.


O São Paulo sentiu o golpe e, por muito pouco, não tomou o gol da virada logo depois. Cardenas fez bela jogada pela esquerda e, de pé direito, acertou o travessão de Rogério Ceni. Na volta, Santoya chutou em cima de Miranda.
O Once Caldas adiantou sua marcação e armou novamente uma blitz. Tinha o controle da partida. Estranhamente, o São Paulo mudou o posicionamento que tinha dado certo no primeiro tempo. Hernanes, que havia ido muito bem pela esquerda, foi para a direita, e Cléber Santana,i para a esquerda. E o time demorou a acertar o seu posicionamento. Quando conseguiu, teve uma grande chance para marcar. Aos 24, Cléber Santana, da entrada da área, deu passe açucarado para Washington que, cara a cara com Martinez, chutou em cima do goleiro, perdendo um gol inacreditável.


Já dizia o ditado popular que quem não faz, toma. E foi exatamente o que aconteceu com o São Paulo. Dois minutos após Washington não conferir, aos 26, Moreno marcou um golaço. Após falha de Jorge Wagner na esquerda, o camisa 17 arrancou do meio-campo, passou por Jean, deu "ovinho" em Miranda, invadiu a área e bateu cruzado, sem defesa para Ceni. Festa para o atacante, que reestreava no time colombiano. Logo depois, o mesmo Moreno arriscou bomba de fora da área. O goleiro são-paulino, milagrosamente, evitou o terceiro gol.


Irritado com o desempenho do time, Milton fez a primeira alteração. Sacou o apagado Marcelinho Paraíba e colocou Rodrigo Souto, que reestreou pelo Tricolor. Com isso, deu ainda mais liberdade para Cléber Santana e Hernanes encostarem em Washington. A tentativa, no entanto, não deu certo. Isso porque o time já não contava com o apoio dos laterais. Cansados, Cicinho e Jorge Wagner não passavam mais do meio-campo. O time só voltou a assustar Martinez aos 41, em lance de Cléber Santana pela esquerda. Ele avançou sobre a marcação adversária, cortou para o meio e bateu rasteiro. O goleiro colombiano rebateu como pôde e, na sobra, a defesa colombiana afastou o perigo.



Ceni ainda precisou trabalhar antes do apito final, com algumas defesas simples. Mas certamente o goleiro deve ter deixado o campo com uma sensação de tristeza, mesmo no dia em que atingiu mais uma marca histórica. Ricardo Gomes, que se recupera de um sangramento cerebral e está de licença, também não deve ter gostado de ver o resultado negativo pela TV.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Cruzeiro faz sete no Real Potosí e garante passaporte para a fase de grupos


No dia seguinte à festa de torcedores no aeroporto de Confins pelo retorno do atacante Kléber ao clube, após o fracasso da negociação com o Porto, a torcida do Cruzeiro teve muitos motivos para comemorar. Sete. Com o apoio de mais de 35 mil torcedores, o clube celeste deu um show no Mineirão e assegurou a classificação à fase de grupos da Taça Libertadores ao golear o Real Potosí por 7 a 0, nesta quarta-feira. Marquinhos Paraná, Thiago Ribeiro, Kléber, Jonathan, Eliandro, Bernardo e Guerrón marcaram os gols cruzeirenses.

Com a goleada, o Cruzeiro garantiu presença no Grupo 7 da competição e vai enfrentar Vélez Sarsfield (Argentina), Colo-Colo (Chile) e Deportivo Itália (Venezuela). A estreia da Raposa será na próxima quarta-feira, dia 10, contra o Vélez, na casa do adversário.



Vaga assegurada no primeiro tempo



Otimistas ou realistas, muitos cruzeirenses tinham apenas uma dúvida antes do jogo contra o Real Potosí: de quanto seria a goleada cruzeirense? A confiança aumentou quando o técnico Adilson Batista surpreendeu e mandou a campo um time com três atacantes: Kléber, Wellington Paulista e Thiago Ribeiro. Um rolo compressor azul disposto a decidir logo o jogo.

O aguerrido time boliviano sobreviveu à forte pressão cruzeirense nos dez minutos iniciais. No lance mais incrível, aos nove, Henrique acertou uma bomba no travessão. No rebote, Wellington Paulista cabeceou e já partia para comemorar quando o goleiro brasileiro Mauro Machado evitou o gol com uma bela defesa.

Acostumado a jogar nos quase 4.100 metros de altitude de Potosí, o Real tentou voar baixo em Belo Horizonte (858 metros acima do nível do mar), com uma correria desenfreada e uma marcação dura. Mas até quando iria suportar?

A lógica começou a ser concretizada aos 28 minutos, quando Wellington Paulista foi lançado na área, dominou no peito e, mesmo sofrendo falta, conseguiu concluir diante da saída do goleiro. Quase dentro da meta, Marquinhos Paraná chegou para completar, e o gol foi anotado para o volante.

Dois minutos depois, o Cruzeiro chegou ao segundo gol: Thiago Ribeiro recebeu assistência de Wellington Paulista e tocou para vencer Mauro Machado. O gol desarticulou de vez a equipe boliviana.

Assim, o terceiro tento celeste parecia apenas uma questão de tempo. E foi. Precisamente, nove minutos. Cada vez mais em lua de mel com a torcida, Kléber recebeu de Jonathan e concluiu para fazer 3 a 0. “Uh, terror, Kléber matador!”, gritaram os torcedores no Mineirão, enquanto o atacante beijava o escudo do clube na comemoração.

O placar virou goleada aos 46 minutos, quando Thiago Ribeiro cruzou para Jonathan ampliar para 4 a 0. Decepcionado, o técnico do Real Potosí, Sergio Apaza, deu um soco no ar, lamentando o fiasco de sua equipe no primeiro tempo, enquanto a festa azul corria solta no estádio.



Três gols nos cinco minutos finais



A situação ficou ainda mais complicada para os visitantes logo após o pontapé inicial do segundo tempo, quando Yecerotte mostrou desequilíbrio e atingiu violentamente Kléber, sendo expulso com apenas cinco segundos.

Com 4 a 0 no placar e um jogador a mais, o técnico Adilson Batista realizou o sonho dos ofensivistas, trocando o volante Elicarlos por Guerrón, deixando a equipe com quatro atacantes. “Adilson, Adilson”, gritaram os cruzeirenses no Mineirão.

Logo em seu primeiro lance, Guerrón foi acionado pela direita, entrou na área, fez o gol, foi comemorar com a torcida e nem viu que o árbitro Diego Abal havia anulado a jogada, devido ao impedimento apontado pelo auxiliar.

Outro impedimento ali, mais um acolá, e nada de o quinto gol sair. Depois de gritar olé, a torcida pediu mais um tento. Kléber foi substituído, mas quem entrou foi outro atacante, Eliandro. A pressão continuou...



A tarefa cruzeirense ficou ainda mais facilitada com a expulsão de Galindo. Por um motivo curioso. O jogador do Potosí não aceitou o pedido do árbitro para que retirasse uma aliança do dedo e foi expulso aos 28.



Se em 41 minutos, o time não conseguiu marcar, fez três gols nos cinco minutos finais. Aos 42, o substituto do Gladiador ampliou. Eliandro recebeu de Jonathan e fez o quinto. Aos 44, Bernando invadiu a área, driblou o goleiro e tocou para a rede. Guerrón foi premiado pelo esforço ao marcar o sétimo, após boa jogada individual pela direita. Um fecho de ouro para a festa celeste no Mineirão.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Brasileiros estreiam fora de casa na Libertadores


A Conmebol divulgou nesta sexta-feira a tabela da fase de grupos da Copa Libertadores da América. Todas as equipes brasileiras que já estão garantidas nesta etapa do torneio irão estrear fora de casa.

No grupo 1, o Corinthians viajará à Colômbia para enfrentar um time local ainda não definido. Depois, receberá no Pacaembu o vencedor do confronto entre outra equipe colombiana e o Racing, do Uruguai. Encerrará o primeiro turno contra o Cerro Porteño, no Paraguai.

O São Paulo também iniciará a sua campanha no grupo 2 na Colômbia, diante do Once Caldas. Em seguida, terá como adversários um time mexicano, no Morumbi, e um paraguaio, como visitante.

Vice-campeão brasileiro, o Internacional estreará no grupo 5 contra o Deportivo Quito, no Equador. Seu próximo rival, no estádio Beira-Rio, sairá do confronto entre um clube argentino e outro equatoriano. O último será o Cerro, do Uruguai.

Caso derrote um oponente boliviano na pré-Libertadores (também jogará a primeira fora de casa), o Cruzeiro ingressará no grupo 7 e jogará a primeira rodada da fase de grupos em casa, ao contrário de seus compatriotas. O Colo Colo, do Chile, deverá ir até o Mineirão na estreia.

Por fim, o Flamengo rumará à Venezuela para visitar o Caracas no grupo 8. A Universidad do Chile e o ganhador do duelo entre uma equipe argentina e uma chilena completarão a chave do campeão brasileiro.

Veja a tabela divulgada pela Conmebol:

1ª fase - time à esquerda joga a primeira em casa


Deportivo Táchira (VEN) x Paraguay 3
Juan Aurich (PER) x México 3
Argentina 5 x Universidad Católica (CHI)
Real Potosí (BOL) x Cruzeiro
Argentina 6 x Emelec (EQU)
Colômbia 3 x Racing (URU)

Grupo 1

1ª rodada

Vencedor G6 x Cerro Porteño (PAR)
Colômbia 2 x Corinthians (BRA)

2ª rodada

Corinthians (BRA) x Vencedor G6
Colômbia 2 x Cerro Porteño (PAR)

3ª rodada
Cerro Porteño (PAR) x Corinthians (BRA)
Vencedor G6 x Colômbia 2

4ª rodada
Corinthians (BRA)
x Cerro Porteño (PAR)
Colômbia 2 x Vencedor G6

5ª rodada
Vencedor G6 x Corinthians (BRA)
Cerro Porteño (PAR) x Colômbia 2

6ª rodada
Cerro Porteño (PAR) x Vencedor G6
Corinthians (BRA) x Colômbia 2

Grupo 2

1ª rodada
México 2 x Paraguai 2
Once Caldas (COL) x São Paulo (BRA)

2ª rodada
São Paulo (BRA) x México 2
Once Caldas (COL) x Paraguai 2

3ª rodada
Paraguai 2 x São Paulo (BRA)
México 2 x Once Caldas (COL)

4ª rodada
Once Caldas (COL) x México 2
São Paulo (BRA) x Paraguai 2

5ª rodada
México 2 x São Paulo (BRA)
Paraguai 2 x Once Caldas (COL)

6ª rodada
Paraguai 2 x México 2
São Paulo FC (BRA) x Once Caldas (COL)

Grupo 3

1ª rodada
Vencedor G2 x Bolívar (BOL)
Peru 2 x Estudiantes LP (ARG) ( ATUAL CAMPEÃO).

2ª rodada
Estudiantes LP (ARG) x Vencedor G2
Peru 2 x Bolívar (BOL)

3ª rodada
Bolívar (BOL) x Estudiantes LP (ARG)
Vencedor G2 x Peru 2

4ª rodada
Peru 2 x Vencedor G2
Estudiantes LP (ARG) x Bolívar (BOL)

5ª rodada
Vencedor G2 x Estudiantes LP (ARG)
Bolívar (BOL) x Peru 2

6ª rodada
Bolívar (BOL) x Vencedor G2
Estudiantes LP (ARG) x Peru 2

Grupo 4

1ª rodada
Vencedor G1 x Blooming (BOL)
Peru 1 x Argentina 4

2ª Rodada
Argentina 4 x Vencedor G1
Peru 1 x Blooming (BOL)

3ª rodada
Blooming (BOL) x Argentina 4
Vencedor G1 x Peru 1

4ª rodada
Peru 1 x Vencedor G1
Argentina 4 x Blooming (BOL)

5ª rodada
Vencedor G1 x Argentina 4
Blooming (BOL) x Peru 1

6ª rodada
Blooming (BOL) x Vencedor G1
Argentina 4 x Peru 1

Grupo 5

1ª rodada
Vencedor G5 x CA Cerro (URU)
Deportivo Quito (EQU) x Internacional (BRA)

2ª rodada

Internacional (BRA) x Vencedor G5
Deportivo Quito (EQU) x CA Cerro (URU)

3ª rodada
CA Cerro (URU) x Internacional (BRA)
Vencedor G5 x Deportivo Quito (EQU)

4ª rodada
Deportivo Quito (EQU) x Vencedor G5
Internacional (BRA) x CA Cerro (URU)

5ª rodada
Vencedor G5 x Internacional (BRA)
CA Cerro (URU) x Deportivo Quito (EQU)

6ª rodada
CA Cerro (URU) x Vencedor G5
Internacional (BRA) x Deportivo Quito (EQU)

Grupo 6

1ª rodada
Morelia (MEX) x Nacional (URU)
Deportivo Cuenca (EQU) x Argentina 3

2ª rodada
Argentina 3 x Morelia (MEX)
Deportivo Cuenca (EQU) x Nacional (URU)

3ª rodada
Nacional (URU) x Argentina 3
Morelia (MEX) x Deportivo Cuenca (EQU)

4ª rodada
Deportivo Cuenca (EQU) x Morelia (MEX)
Argentina 3 x Nacional (URU)

5ª rodada
Morelia (MEX) x Argentina 3
Nacional (URU) x Deportivo Cuenca (EQU)

6ª rodada
Nacional (URU) x Morelia (MEX)
Argentina 3 x Deportivo Cuenca (EQU)

Grupo 7

1ª rodada
Vencedor G4 x Colo Colo (CHI)
Deportivo Italia (VEN) x Vélez Sarsfield (ARG)

2ª rodada
Vélez Sarsfield (ARG) x Vencedor G4
Deportivo Italia (VEN) x Colo Colo (CHI)

3ª rodada
Colo Colo (CHI) x Vélez Sarsfield (ARG)
Vencedor G4 x Deportivo Italia (VEN)

4ª rodada
Deportivo Italia (VEN) x Vencedor G4
Vélez Sarsfield (ARG) x Colo Colo (CHI)

5ªrodada

Vencedor G4 x Vélez Sarsfield (ARG)
Colo Colo (CHI) x Deportivo Italia (VEN)

6ª rodada
Colo Colo (CHI) x Vencedor G4
Vélez Sarsfield (ARG) x Deportivo Italia (VEN)

Grupo 8

1ª rodada
Vencedor G3 x Universidad de Chile (CHI)
Caracas (VEN) x Flamengo (BRA)

2ª rodada
Flamengo (BRA) x Vencedor G3
Caracas (VEN) x Universidad de Chile (CHI)

3ª rodada
Universidad de Chile (CHI) x Flamengo (BRA)
Vencedor G3 x Caracas (VEN)

4ª rodada
Caracas (VEN) x Vencedor G3
Flamengo (BRA) x Universidad de Chile (CHI)

5ª rodada
Vencedor G3 x Flamengo (BRA)
Universidad de Chile (CHI) x Caracas (VEN)

6ª rodada
Universidad de Chile (CHI) x Vencedor G3
Flamengo (BRA) x Caracas (VEN)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Definidos os grupos da Libertadores 2010.


O Corinthians vai enfrentar o Cerro Porteño (PAR), um time colombiano e o vencedor entre o confronto do Racing (URU) contra outro colombiano na primeira fase da Libertadores 2010. Os adversários foram definidos em sorteio na tarde desta sexta-feira, na sede da Conmebol, em Assunção, no Paraguai.



O sorteio também definiu os adversários dos outros quatro brasileiros que vão disputar a Libertadores. O campeão brasileiro caiu em uma chave com o Universidad do Chile, o Caracas (VEN) e o vencedor do confronto entre um

time argentino e um chileno.



São Paulo, Flamengo, Inter, Palmeiras, Atlético-MG e Cruzeiro vão disputar as quatro vagas restantes nas duas rodadas finais do Brasileirão. O quarto colocado terá de disputar a Pré-Libertadores e enfrentará um time da Bolívia.

PRÉ-LIBERTADORES

Jogo 1 - Táchira (VEN)* x Paraguai 3

Jogo 4 - 4º col. Brasileirão x Bolivia 3*
Jogo 2 - México 3 x Peru 3*

Jogo 5 - Argentina 6* x Equador 3
Jogo 3 - Argentina 5* x Chile 3

Jogo 6 - Racing (URU) x Colômbia 3*

* Jogam a primeira partida em casa


CONFIRA OS GRUPOS AQUI.



O regulamento mudou em relação aos últimos anos. San Luis e Chivas do México, que saíram da Libertadores 2009 por causa da epidemia de gripe suína, vão entrar na competição direto nas oitavas de final.

As datas dos jogos da primeira fase da Libertadores ainda não foram divulgados. Na estréia, o time que está em primeiro lugar na tabela acima enfrenta o quarto lugar. O segundo enfrenta o terceiro. A competição vai começar em janeiro e terá até as quartas de final disputadas antes da Copa do Mundo. As semifinais e a final serão disputadas em julho e agosto, após o Mundial da África do Sul.


CRUZAMENTOS DAS OITAVAS DE FINAL

Melhor 1º x 6º melhor 2º 5º Melhor 1º x 4º melhor 2º
2º Melhor 1º x 5º melhor 2º 6º Melhor 1º x 3º melhor 2º
3º Melhor 1º x San Luis (MEX) 7º Melhor 1º x 2º melhor 2º
4º Melhor 1º x Chivas (MEX) 8º Melhor 1º x Melhor 2º


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