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domingo, 26 de setembro de 2010

Fluminense bate Vitória e está de volta à liderança.


Sabe o que é uma rodada perfeita? O torcedor do Fluminense sabe e está feliz da vida com a 25ª. Neste domingo, o time entrou em campo com a obrigação de vencer o Vitória fora de casa para tentar voltar à liderança do Campeonato Brasileiro. Como se não bastasse, seria preciso secar o Corinthians, que enfrentaria o Inter no mesmo horário, no Beira-Rio. Deu tudo certo. Em Salvador, o Tricolor derrotou o Rubro-Negro por 2 a 1 e chegou a 48 pontos. Conca e Rodriguinho marcaram, enquanto Henrique descontou. Em Porto Alegre, o Colorado deu uma senhora força ao derrotar o Timão por 3 a 2. Os paulistas, que estão com um jogo a menos, têm 47 pontos, agora na vice-liderança. Além disso, o Botafogo empatou com o Atlético-PR em 1 a 1, em casa. No último sábado, o Cruzeiro já havia sido derrotado pelo Santos.

No Barradão, o Leão lutou muito, se esforçou de verdade, mas voltou a perder depois de cinco partidas de invencibilidade. A equipe do técnico Ricardo Silva tem 31 pontos, está em 12º lugar, na zona de classificação para a Copa Sul-Americana.

As equipes voltam a jogar na próxima quarta-feira. O Vitória visita o Atlético-PR, na Arena da Baixada, às 19h30m. Às 21h, o Fluminense recebe o Avaí, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda.


Leão chega mais perto do gol

Os cinco jogos de invencibilidade e as duas vitórias seguidas mexeram com o Vitória. O time de Ricardo Silva não quis saber se o Fluminense briga pelo título. Sem qualquer respeito, foi ao ataque com Henrique aberto pela esquerda, Schwenck centralizado e Elkeson no apoio. A participação dos laterais também foi importante. Egídio fez companhia a Henrique, enquanto Eduardo avançava pela direita. No apetite, nota 10, mas os cruzamentos deixaram a desejar. No primeiro que acertou, Eduardo procurou Schwenck na área, o atacante perdeu tempo com o domínio ruim e foi travado na hora do chute.

O Leão mordeu forte, apertou a marcação, deu poucos espaços ao Tricolor. Além da falta de inspiração, Conca e Deco não tiveram vida fácil. Estava complicado acionar Rodriguinho e Washington no ataque, principalmente por conta dos erros de passe. Foi preciso que o volante Diogo ajudasse. Aos oito minutos, ele avançou pela direita e cruzou. Deco subiu para dividir, e a bola sobrou para o Coração Valente. O chute saiu fraco, e Viáfara encaixou.

Os rubro-negros reclamaram muito do árbitro Francisco Nascimento, que se mostrou confuso em algumas marcações. Das ofensas que recebeu da torcida, só os gritos de “ladrão” são publicáveis. A partir dos 20 minutos, o confronto ficou equilibrado. Na segunda vez em que os cariocas atacaram com perigo, Mariano cruzou da direita, mas Washington não alcançou. O Leão respondeu em jogada parecida. Schwenck recebeu bola alta na área e, desequilibrado, cabeceou pela linha de fundo.

Enquanto isso, no Beira-Rio, em Porto Alegre, o Inter abria o placar contra o Corinthians. Resultado bom para o Flu, que precisaria vencer para reassumir a liderança. Mas foi o Leão quem chegou muito perto. Por pouco o Barradão não viu um golaço. Aos 41, Eduardo cruzou da direita para Elkeson que, de bicicleta, emendou bonito, rente à trave. No contra-ataque, Rodriguinho recebeu na área, conseguiu girar, mas o chute explodiu em Viáfara. Mais perigoso, o Vitória ficou no quase outra vez, aos 47. Após cobrança de falta para a área, Martinelli e Elkeson subiram e assustaram o goleiro Rafael. Domínio rubro-negro, e placar em branco.

Rodriguinho e Conca se destacam na etapa final


O goleiro rubro-negro Viáfara não conseguiu voltar para o segundo tempo. Machucado, teve de ser substituído por Lee. O Fluminense de Muricy não mudou na formação, mas teve outra postura. Deco correu mais, deu carrinhos, se aproximou de Conca. O argentino também foi mais participativo. Rodriguinho e Washington saíram da área, buscaram jogo.

O Vitória não se encolheu, mas preferiu esperar a chance de um contra-ataque. Aos seis, Schwenck recebeu passe pela direita e bateu cruzado. Egídio ainda tentou chegar no carrinho, mas não alcançou. Dois minutos depois, a melhora do Fluminense deu resultado. Aberto pela direita, Rodriguinho encarou dois marcadores e foi derrubado por Vanderson na área. A arbitragem marcou pênalti. Por conta de um buraco na marca da cal, houve demora na cobrança. Conca bateu forte, rasteiro, no canto esquerdo de Lee. Vibração argentina na Bahia. Segundo gol dele no Brasileirão. Gol para colocar o Fluminense na liderança.

O Barradão pegou fogo a partir do gol do Fluminense. Sem perder tempo, o Vitória foi buscar o empate, aos 17. Em cobrança de falta de longe, Bida soltou a bomba, o goleiro Rafael espalmou errado, a bola tomou um efeito estranho, e Henrique completou. Segunda falha seguida do goleiro tricolor numa cobrança de falta. Na vitória sobre o Atlético-MG, quinta-feira passada, ele também errou.

Só que Conca é o termômetro do Fluminense. Se ele está bem, o time anda. Assim como o Leão reagiu rápido ao sofrer o gol, o Tricolor não se abateu com o empate. Aos 18, Rodriguinho recebeu um presentaço do argentino. Passe preciso, para deixar na cara do gol. O atacante bateu na saída de Lee e enlouqueceu a torcida tricolor na casa rubro-negra. Nem mesmo o gol de empate do Corinthians, no Beira-Rio, tiraria a liderança das mãos do Flu.

Ricardo Silva mudou o Vitória. Tirou Vanderson e Henrique. Colocou Ramon e Kleber Pereira, respectivamente. Não adiantou. O time até tentou, botou pressão, mas o Fluminense soube se fechar. Todo mundo ajudou a segurar o resultado. Das vezes que foi exigido, o goleiro Rafael esteve seguro, apesar da falha no gol baiano. Ao sair do gramado, os jogadores do Fluminense receberam a informação preciosa: no Beira-Rio, o Inter derrotara o Corintihans por 3 a 2 com um gol de Andrezinho nos instantes finais. A liderança do Nacional volta a ser tricolor.

Furacão empata jogo no fim com o Botafogo em grande duelo por G-3


Em partida debaixo de chuva e com pouco público - pouco mais de nove mil pessoas -, que só mostrou cara de disputa por vaga no G-3 no segundo tempo, com lances emocionantes, Botafogo e Atlético-PR empataram por 1 a 1 neste domingo, no Engenhão, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Edno, ainda na primeira etapa, abriu o placar para o Botafogo, enquanto o time teve fôlego e anulava o principal jogador adversário, o meia Branquinho. Que quando conseguiu jogar, comandou a reação do Furacão e deu o passe na medida para Guerrón empatar, aos 45, em falha de Elizeu.

Os dois times diminuíram em um ponto cada a vantagem do Cruzeiro, atual terceiro colocado, com 44 pontos. Mas, é claro, não têm o que comemorar, pois caso alguém tivesse vencido, teria encostado ainda mais no rival. O Botafogo, em quinto com 40 pontos, ficaria a dois da Raposa - na verdade, o time perdeu uma posição, mas para o Internacional, já classificado para a Libertadores. O Furacão, em sétimo com 38, teria ido a 40 e estaria a quatro dos mineiros. Já a diferença para a liderança não mudou, mas o líder, sim. O Fluminense, com 48 pontos, deixou o Corinthians em segundo com 47. O Alvinegro carioca segue a oito pontos do topo, e o Rubro-Negro paranaense, a dez.

Apesar de ter sentido os muitos desfalques - foram seis, principalmente do meia Maicosuel, que só voltará a jogar em 2011 -, a equipe alvinegra mostrou organização tática e muito espírito de luta. Esbarrou, principalmente, no cansaço e na boa substituição de Carpegiani, que pôs Paulo Baier e deixou Branquinho mais solto para armar as jogadas do Furacão.

Na próxima quarta-feira, as duas equipes voltam a campo. O Botafogo encara o Corinthians, no Pacaembu, em novo confronto direto do grupo de cima da tabela. O Atlético-PR terá pela frente o Vitória, em casa, na Arena da Baixada.

Ainda abalado pela perda do astro da companhia, o meia Maicosuel - o jogador sofreu lesão no joelho, terá de sofrer cirurgia e só volta em 2011 -, o Botafogo entrou em campo com faixa em homenagem ao camisa 7. "Força, Maicosuel, estamos contigo", dizia a mensagem, enquanto clipe exibia imagem do jogador com os dizeres "Força, Maicosuel, o Botafogo está todo com você". Em campo, o time apresentava outros desfalques em todos os setores - Danny Morais e Antônio Carlos, na zaga; Marcelo Mattos, no meio-campo; e Herrera e Loco Abreu, no ataque. Em compensação, Jobson e Marcelo Cordeiro estavam de volta.

Gol com passe de Jobson


No início do jogo, o retorno dos dois jogadores não compensava a série de desfalques. O time estava muito lento. Primeiro sintoma? A troca de Maicosuel por Lucio Flavio na armação. Por outro lado, o Atlético-PR parecia mais sonolento ainda. Esperava que a defesa alvinegra abrisse espaços. O meio-campo tocava a bola para um lado, para o outro. Branquinho estava bem marcado. Sequer conseguia municiar o ataque. Maikon Leite estava sumido.

O Botafogo concentrava mais as jogadas em Edno, mas sem sucesso. Até que, aos 22 minutos, na primeira jogada de ataque bem-sucedida, o time chegou ao gol. E bonito. A jogada começou pela direita, com Alessandro. Bola para Jobson. Ele invadiu pela direita e tocou para Túlio Souza, que lhe devolveu de calcanhar. O camisa 9 cortou para o meio, tirou Wagner Diniz e Paulinho da jogada e rolou para Edno, que bateu cruzado, à esquerda de Neto, sem defesa: 1 a 0.

Jobson foi muito comemorado. Quase todos os jogadores foram abraçá-lo. Lucio Flavio chegou a apontar para ele e fez gestos como se o gol fosse do camisa 9... Pouco depois, o meia alvinegro teve chance de ampliar a partida. Arrancou pela direita, mas em vez de tentar a jogada individual, rolou para o meio. Marcelo Cordeiro não conseguiu dominar a bola para bater. Erro duplo.

Furacão quase empata


Um impedimento de Jobson corretamente marcado pela auxiliar Márcia Caetano provocou protestos do técnico Joel Santana e da torcida alvinegra. Alessandro tentou lançar de cabeça, e o lateral rubro-negro Paulinho, também numa cabeçada, resvalou a bola, que foi em direção do camisa 9. Só que, na hora do lançamento, o atacante alvinegro já estava em posição irregular, apesar de o passe ter sido de um adversário.

A partir daí, o Furacão acordou um pouco. O problema é que Branquinho, apesar de aceitar menos passivamente a marcação, ainda não criava para Maikon Leite e Bruno Mineiro. O meia não conseguia encaixar o passe certo na hora certa. Guerrón tentava abrir o jogo pela direita, mas pouco produzia. A única chance da equipe paranaense surgiu de uma bomba fora da área de Victor. Foi a vez de o goleiro Jefferson brilhar, com defesa sensacional para escanteio.

No fim da primeira etapa, Jobson, destaque alvinegro até então, tentou cavar um pênalti e acabou recebendo o terceiro cartão amarelo, que o tira da próxima partida.

.Carpegiani mexe


Insatisfeito com a lentidão do time, Carpegiani fez duas mudanças no Atlético-PR para o segundo tempo. Trocou Wagner Diniz por Elder Granja na lateral direita e Chico por Paulo Baier no meio-campo. A ordem era atacar. Joel manteve o Botafogo do primeiro tempo. Mas o time, sabendo que o Furacão seria mais ofensivo, também se abriu. Aos sete minutos, Lucio Flavio só não aumentou o placar de cabeça porque Neto salvou e empatou no duelo de grandes defesas dos goleiros de Seleção Brasileira.

O Furacão também melhorou. Com Paulo Baier, Branquinho ganhou companhia na armação das jogadas e já se movimentava mais. A jogada individual funcionou pela esquerda. O camisa 10 cortou no mesmo lance Fahel e Leandro Guerreiro e bateu cruzado, mas a bola foi para fora.

Carpegiani voltou a mexer no time. Trocou Maikon Leite por Thiago. Pouco depois, Joel sacou Lucio Flavio, já cansado, para pôr Caio. Paulo Baier apareceu em cobrança de falta que Jefferson defendeu com segurança. Pouco depois, iniciou jogada para Branquinho, que arrancou pela esquerda. O camisa 10 deixou Leandro Guerreiro novamente na saudade e deixou Thiago livre. Mas o atacante, ainda frio na partida, perdeu a chance de empatar, quase furando a bola.

Branquinho desequilibra

Resultado de 1 a 1 impede que um dos times encostasse no Cruzeiro, terceiro colocado. Distância para a ponta segue a mesma, só o líder é novo
Agora, sim, o jogo parecia de dois times que lutavam para chegar ao G-3. O Botafogo teve outra oportunidade em bola alçada na área para Edno, que cabeceou mal para fora. Do lado da equipe paranaense, Branquinho já tomava conta do jogo. Nova jogada individual pela esquerda, o meia corta Fahel e rola para Guerrón, que bateu. A bola resvalou em Marcelo Cordeiro, mas a arbitragem marcou tiro de meta.

Preocupado, Joel tirou Túlio Souza, cansado, e lançou Renato Cajá. A ordem era voltar a anular Branquinho. Guerrón, mais aberto pela direita, também preocupava. A substituição não surtiu efeito. Aos 40, Bruno Mineiro só não empatou porque foi travado na hora H por Fábio Ferreira. Edno, cansado, deu a vez a Elizeu. O jogador acabou perdendo a bola fatal aos 45 minutos. Que foi parar nos pés de Branquinho. O camisa 10 serviu Guerrón, que pela direita cortou Fábio Ferreira, não perdoou e bateu cruzado, pelo alto, empatando a partida. Caio ainda explodiu o travessão no fim, mas o dia não era mesmo de vitória.

Grêmio estraga estreia de Dorival Júnior e vence o Galo por 2 a 1


Não foi desta vez que o Atlético-MG não conseguiu um resultado que permita ganhar fôlego na briga contra o rebaixamento. De técnico novo, com a estreia de Dorival Júnior, o Galo conheceu a sua 16ª derrota no Brasileirão ao ser batito pelo Grêmio por 2 a 1, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, na noite deste domingo

Os gols de Jonas e Gabriel, logo no início da partida, garantiram a vitória dos gaúchos, que chegaram aos 33 pontos, na décima colocação. Diego Tardelli descontou para o Atlético-MG, que segue na zona de rebaixamento, agora em penúltimo lugar, com apenas 21 pontos, a sete do Flamengo, primeira equipe fora do Z-4.


Placar definido no primeiro tempo

Sem tempo para treinar a equipe (foi anunciado no sábado), Dorival Júnior começou mexendo na equipe logo pelo gol, barrando Fábio Costa. E o jovem Renan Ribeiro mostrou de cara que pode ser o dono da posição. No primeiro minuto de jogo, fez bela defesa em chute de André Lima. A defesa, no entanto, voltou a cochilar. Na sequência do lance, permitiu que Jonas pegasse o rebote para abrir o placar.

E assim como foi contra o Vitória, o Galo levou o segundo gol antes dos 15 minutos iniciais. O lateral Gabriel tabelou com Douglas, penetrou livre na área e chutou cruzado para ampliar. À beira do campo, Dorival não escondeu a reprovação ao desempenho de todo o sistema defensivo. Naquele momento, parecia ter caído a ficha do imenso trabalho que ele terá para tentar manter a equipe na elite do futebol brasileiro.


O segundo gol também foi a gota d’água para a torcida do Atlético-MG, que começou a pegar no pé de alguns jogadores, principalmente dos laterais Rafael Cruz e Leandro. Por sua vez, os torcedores do Grêmio mostravem estar em sintonia com o time que, sob o comanda de Renato Gaúcho, vem reagindo na competição. Dos últimos 27 pontos disputados, conquistou 18, saindo do Z-4 para o meio da tabela. E os gremistas, com 20 minutos, já gritavam "olé" na casa do adversário.

O único momento de vibração dos atleticanos até então havia sido às avessas: numa defesa milagrosa de Renan Ribeiro em cabeçada de André Lima. O camisa 1 alvinegro foi o único que se salvou no péssimo início do primeiro tempo. A partir dos 25 minutos, o Galo passou a incomodar o adversário, tanto que Victor salvou o Tricolor em um chute de Réver à queima-roupa.

E o gol dos anfitriões saiu após boa jogada de Daniel Carvalho, que driblou três e chutou forte. Victor espalmou, Diego Tardelli se aproveitou do rebote e cabeceou para o gol. Hora de Dorival Júnior comemorar bastante com o banco de reservas.

Pressão sem gol

Na volta do intervalo, o Galo parecia mostrar à torcisa o cartão de visitas do novo treinador. à torcida. O time voltou com outra atitude para o segundo tempo, foi para cima e fez com que Victor mostrando por que é o atual goleiro titular da Seleção Brasileira. Neto Berola e Daniel Carvalho pararam nas defesas do camisa 1 gremista.

Com a vantagem no placar, o Grêmio passou a jogar somente nos contra-ataques, mas não conseguia sair da marcação alvinegra. E Victor queria roubar de Renan Ribeiro a condição de protagonista da noite. O goleiro salvou o Grêmio mais uma vez, após Neto Berola chutar livre, cara a cara.

Mas quem teve a melhor chance da etapa final foi o time visitante. Porém, a estrela de Renan Ribeiro brilhou ao ver a bola de Maylson bater na trave, enquanto ele estava completamente batido. Com calma e cadenciando o jogo, o Grêmio esperou o apito final para comemorar mais uma vitória no Brasileirão.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Felipão estraga bolo de aniversário gremista: 2 a 1 para o Palmeiras


Lá no fundo, bem lá no fundo, talvez Felipão não tenha ficado tão feliz por colocar o dedo no bolo de aniversário do Grêmio. No dia em que completou 107 anos de vida, o time gaúcho reencontrou um de seus maiores ídolos. E viu o convidado estragar a festa. O Palmeiras, com a eficiência que marcou os tempos de Luiz Felipe Scolari no Olímpico, bateu o Tricolor por 2 a 1 na noite desta quarta-feira, em Porto Alegre, e manteve a esperança de engrenar no Brasileirão. Foi o milésimo jogo gremista na história da competição.

Os gols de Marcos Assunção e Ewerthon alimentam o sonho palmeirense de alcançar uma vaga na Libertadores. E amortecem a recuperação do Grêmio, que não perdia há cinco jogos - Jonas marcou para o time da casa. Com o resultado, o Palmeiras subiu para 29 pontos, consolidado na zona de classificação para a Sul-Americana, em nono lugar, momentaneamente. O Tricolor, com 26, sente a reaproximação do grupo de rebaixamento, e está 13º.

Felipão volta, e “representante” põe Palmeiras na frente

Há dez anos, era ele quem mandava no Olímpico. À frente do Grêmio, foi o comandante em conquistas importantes durante os anos 90 - a Libertadores (1995), o Brasileiro (1996), a Recopa Sul-Americana (1996), só para citar alguns. Mas no retorno ao estádio gremista, Luiz Felipe Scolari deixou o sentimento pelo Tricolor de lado e fez valer sua estima pelo Palmeiras. Ele abriu mão dos três zagueiros e colocou Ewerthon para compor o ataque ao lado de Kleber. E sofreu, como previsto, durante o primeiro tempo.

Embalado por uma série de cinco jogos sem derrotas, o Grêmio procurou tomar a iniciativa. Apoiado por quase 40 mil torcedores que lotaram e chacoalharam o Olímpico, o time de Renato Gaúcho assustou o Alviverde a todo instante. André Lima e Jonas fizeram com que a defesa se desesperasse e tentasse afastar a bola a qualquer custo. Gabriel, pelo lado direito, também deu trabalho, já que Rivaldo, lateral-esquerdo improvisado, não deu conta da marcação. O Grêmio, que já foi de Felipão, dominou seu ex-treinador.

O contragolpe foi a arma palmeirense. Virou a alternativa para conter a euforia que dominava o Olímpico. E foi nele que o time paulista conseguiu abrir o marcador. Com velocidade, Ewerthon se lançou ao ataque e foi derrubado por Neuton. Uma faltinha perto da área era tudo o que Felipão queria para poder acionar um de seus representantes em campo. O pé direito de Marcos Assunção foi preciso pela segunda vez neste Campeonato Brasileiro. Com carinho, o camisa 28 ajeitou a bola e bateu, aos 14 minutos, sem chances para Victor. No ângulo direito, com perfeição. Alívio para Scolari.

Mas o Imortal não se rendeu. Persistiu nas investidas contra Deola. Sempre com Jonas e André Lima. Já o Palmeiras, quando tinha a bola, tentava esfriar a partida e pensar mais as jogadas. Em um lance de velocidade, o Alviverde quase ampliou. Ewerthon novamente arrancou e chutou contra Victor, obrigando o gremista a fazer bela defesa para afastar o perigo, aos 24 minutos.

A resposta tricolor veio logo em seguida. Percebendo o goleiro Deola um pouco adiantado, André Lima cabeceou firme. Mas o arqueiro palmeirense conseguiu dar um passo para trás e rivalizar com Victor em uma defesa igualmente bonita - que garantiu a vantagem aos paulistas durante o primeiro tempo.

Eficiência no estilo Felipão: 2 a 1

A bola passeou pelos pés dos gremistas durante quase todo o segundo tempo. E foi o Palmeiras que fez o gol. A típica eficiência de Felipão teve novo episódio aos dois minutos da etapa final. O Alviverde trocou passes no campo de ataque até a bola ficar com Marcos Assunção. O cruzamento foi fabricado sob medido para Ewerthon subir bonito e, de cabeça, causar dois efeitos psicológicos ao jogo: tranquilidade para o Palmeiras, descrença para o Grêmio.

O gol transformou a missão azul em sonho quase impossível. Não faltaram tentativas. André Lima tentou, Souza tentou. Teve cruzamento, escanteio e chute de longe. E nada de a bola entrar. Jonas, de cabeça, acertou a trave do goleiro Deola. E nada...

Conforme corriam os ponteiros do relógio tricolor, o time ia ficando mais ofensivo. Lúcio entrou no lugar de Fábio Santos, Roberson pegou a vaga de Adílson, Maylson ocupou o espaço de Souza. E nada...

O Palmeiras se defendeu de mãos dadas e atacou com pernas livres. Teve solidez na zaga e velocidade no ataque. Produziu na medida para avisar ao Grêmio que deixar espaços lá atrás poderia não ser uma boa ideia. Os gaúchos atacaram, mas não pressionaram; avançaram, mas não apavoraram. Mesmo assim, marcaram.

Foi com Jonas. A bola ficou viva na área palmeirense até o atacante emendar o chute. O azar do Grêmio foi o gol ter saído aos 46 minutos, tarde demais para a reação gremista. O jogo terminou com esperança renovada para o Palmeiras de Felipão.

As duas equipes voltam a campo no domingo. O Palmeiras tem clássico contra o São Paulo no Palestra Itália. O Grêmio visita o Avaí em Florianópolis.

Goiás goleia o desfalcado Botafogo e segue em recuperação: 4 a 1

Empolgada com a boa fase, a torcida do Botafogo marcou presença no Serra Dourada e empurrou o time. Mas foi o Goiás quem jogou com autoridade e confirmou sua fase de recuperação, vencendo por 4 a 1, nesta quarta-feira, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado tirou momentaneamente o time esmeraldino da lanterna da competição, enquanto o Alvinegro caiu do terceiro para o quarto lugar.

Na próxima rodada, o Botafogo, que soma 37 pontos, faz um duelo direto na parte de cima da tabela contra o Cruzeiro (40), sábado, no Engenhão. Já o Goiás, que chegou aos 20 pontos e a três rodadas de invencibilidade sob o comando de Jorginho, vai a Fortaleza enfrentar o Ceará no domingo.

O Botafogo começou a partida sem poder dizer que sofria pressão da torcida. O número de alvinegros no estádio era apenas um pouco inferior ao dos donos da casa, e o barulho era equivalente. Mas quando a bola rolou, a impressão era de que o Esmeraldino estava na frente da tabela, tamanha a superioridade em termos de marcação e domínio.

Com muitas dificuldades para sair jogando e encaixar a troca de passes em velocidade, restou ao Botafogo apelar para as bolas aéreas. Mas a falta de pontaria daqueles que procuravam Loco Abreu na área fazia com que o Alvinegro pouco ameaçasse. Sentindo a falta de cinco titulares, o time de Joel Santana estava perdido na marcação, com Renato Cajá e Edno perdidos em suas funções. Portanto, não havia ala pela esquerda.

O Goiás, sim, usava as laterais com eficiência. Principalmente Júnior, que combinava bons avanços com Felipe. E foi exatamente por este lado que o time esmeraldino abriu o placar, aos 15 minutos. O atacante iniciou a jogada e ficou com a bola depois que Leandro Guerreiro se atrapalhou no combate a Rafael Moura. Ele tocou para trás, e Wellington Monteiro chutou. A bola desviou em Fahel, enganou Jefferson e entrou: 1 a 0

A desvantagem fez o Botafogo se precipitar ainda mais. Em vez de buscar a velocidade e o toque de bola, a equipe se mandou ao ataque sem organização, insistindo nas jogadas aéreas, e ofereceu espaço ao Goiás. Maicosuel não conseguia transformar sua habilidade em algo produtivo; Edno ficava escondido na defesa; Renato Cajá não avançava, e restava a Loco Abreu reclamar dos passes que não chegavam com qualidade.

O time da casa, que não tinha nada com isso, conseguiu ampliar a vantagem aos 31 minutos, depois que Wellington Monteiro arriscou de fora da área. Jefferson espalmou, a bola tocou na trave e sobrou para Rafael Moura, que apenas empurrou para a rede, fazendo 2 a 0.

Somente a partir de então, o Botafogo parou e pensou: o negócio era colocar a bola no chão e usar a velocidade pelas pontas. E foi exatamente assim que conseguiu diminuir a diferença. Edno partiu como uma flecha pelo lado esquerdo e cruzou para Loco Abreu, que, depois de desperdiçar duas oportunidades, finalmente marcou seu gol aos 43 minutos. No terceiro jogo consecutivo e pela terceira vez com os pés.

Botafogo pressiona no início do segundo tempo

Apostando na velocidade, Joel Santana colocou Caio no lugar de Lucio Flavio após o intervalo. Edno passou a exercer uma função mais próxima à de ala-esquerdo, criando uma boa alternativa para o Botafogo. No entanto, o Goiás mostrava-se firme na defesa, se fechando à frente de sua área à espera de espaço para sair nos contra-ataques.

Aos poucos, o Botafogo foi tomando conta da partida. O Goiás renunciou ao ataque e deu campo para o Alvinegro atacar. Mas a equipe carioca se precipitava e, apesar de levar perigo em alguns lances, desperdiçava muitas oportunidades por nervosismo. Por falar em nervosismo, Joel Santana mostrava-se revoltado com o que julgava ser excesso de faltas em Edno. O treinador também ficou na bronca com um gandula que demorou a repor uma bola.

Mas o plano de reação do Botafogo foi por água abaixo quando, num de seus poucos contra-ataques, o Goiás achou um pênalti cometido por causa de uma nova desatenção da defesa alvinegra. Rafael Moura foi derrubado na área por Alessandro e cobrou aos 36 minutos, fazendo 3 a 1.

Nos acréscimos, em novo contra-ataque, Rafael Moura saiu do campo de defesa com a bola dominada e tocou para Douglas, que serviu Felipe. O atacante chutou, Jefferson espalmou, e Bernardo completou para a rede, após rebote do travessão, fechando a conta no Serra Dourada.

Em jogo confuso e de muitos gols, Cruzeiro vence Guarani por 4 a 2


Em um jogo cheio de alternativas, muito confuso, com gols aos montes e expulsão, o Cruzeiro chegou à sua quinta vitória consecutiva no Brasileirão ao derrotar o Guarani, por 4 a 2, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. O resultado leva a equipe comandada por Cuca à vice-liderança, com 40 pontos, um a menos que o Fluminense.

A partida dava mostras de que seria fácil para os cruzeirenses, que abriram 2 a 0 no placar, com Rômulo e Wallyson. Porém, mesmo com um jogador a mais no gramado, a Raposa permitiu o empate da equipe campineira, que marcou com Geovane e Paulo Roberto. No fim, Fabinho e Farías, ambos de cabeça, garantiram a vitória celeste.

A torcida cruzeirense, que compareceu em bom número ao estádio, viveu um misto de alegria e ansiedade. Ninguém entendeu ao certo como o time caiu de produção, mesmo com a vitória praticamente assegurada.

Na próxima rodada, o Cruzeiro enfrentará o Botafogo, no sábado, às 18h30m (de Brasília), no Engenhão, no Rio de Janeiro. O Bugre, que caiu para o oitavo lugar com 29 pontos, terá o Santos pela frente, no domingo, às 16h, no Brinco de Ouro, em Campinas.

Superioridade celeste



Antes de a bola rolar, o torcedor do Cruzeiro levou uma ducha de água fria com o veto do goleiro Fábio, por conta da lesão no dedo mínimo da mão esquerda. Mas quando fez sua primeira intervenção na partida, ao cortar um escanteio, Rafael - o substituto - devolveu a confiança às arquibancadas.

E parecia que a noite não seria de boas notícias. No lance seguinte, uma nova baixa. Aos nove minutos, Wellington Paulista driblou o zagueiro e perdeu grande chance ao chutar cruzado, para fora. O atacante deixou o campo logo em seguida sentindo a mesma lesão que o havia tirado das últimas duas rodadas: estiramento no músculo anterior da coxa esquerda. Wallyson foi para o jogo.

Rafael continuou mostrando segurança ao fazer boas defesas. O goleiro evitou que o Guarani marcaasse em pelo menos mais duas ocasiões. A propósito, o técnico Cuca tem valorizado os jogadores que normalmente ficam no banco de reservas. O jogador que entra tem conseguido conviver com as dificuldades e resolver as situações mais difíceis. Já havia sido assim com Roger, contra o Palmeiras, com Robert, contra o Flamengo, e Everton, contra o Internacional.

Nesta quarta-feira, não foi diferente. Aos 26 minutos, Thiago Ribeiro cruzou da esquerda e Rômulo - que substituía Jonathan - cabeceou livre para abrir o placar. Os "reservas" continuaram a mostrar que querem um lugar na equipe e, aos 39 minutos, Wallyson - livre na grande área - teve apenas o trabalho de empurrar para o gol o passe açucarado do argentino Montillo.

Em desvantagem no placar, o Guarani perdeu a cabeça. Mazola revidou com um chute uma bolada do zagueiro Léo e foi expulso pelo árbitro Wallace Valente. O primeiro tempo terminou com a torcida celeste aos gritos de "timinho" para os adversários, que deixaram o campo cabisbaixos.

Show de gols

O Cruzeiro começou o segundo tempo com muita força no ataque, chegando com facilidade ao gol de Douglas. Porém, os atacantes perderam várias chances de aumentar o placar, esbarrando quase sempre na grande atuação do arqueiro campineiro.

Cuca, técnico do Cruzeiro, fez uma alteração ousada: tirou o volante Henrique e colocou em campo o atacante argentino Farías. O que parecia um acerto acabou dando errado. O time mineiro ficou vulnerável e o Guarani, mesmo com um jogador a menos, cresceu na partida e igualou o placar, com gols de Geovane e Paulo Roberto, aos 24 e 29 minutos, respectivamente.

A resposta celeste veio no lance seguinte. Em um escanteio pela esquerda, Montillo colocou a bola na cabeça de Fabinho, qua havia falhado no primeiro gol do Guarani. O gol acalmou novamente os jogadores do Cruzeiro, que reassumiram o comando da partida. E ainda houve tempo para mais um gol, de Farías, de cabeça, dando números finais ao placar: 4 a 2

Peixe vira sobre o Dragão em noite de discussão entre Neymar e Dorival


O Santos venceu o Atlético-GO por 4 a 2, nesta quarta-feira à noite, na Vila Belmiro. Quem lê essa frase sem ter visto o jogo pode pensar: ok, o Peixe não teve nenhuma dificuldade e despachou o Dragão sem se esforçar muito. Nada disso. Na verdade, a equipe goiana, na zona de rebaixamento, deu o maior sufoco, fez 2 a 0, e só levou a virada a partir dos seis minutos do segundo tempo, quando o Alvinegro acordou. Mas além de encerrar um jejum de vitórias do campeão paulista que já durava três jogos, a partida ficou marcada por uma forte discussão e troca de xingamentos entre Neymar e Dorival Júnior.

Rebelde, o garoto se recusou a cumprir as ordens do chefe na reta final da partida. Ficou revoltado por não ter batido o pênalti que resultou no quarto gol santista (o treinador determinou que Marcel seria o cobrador) e passou a rebolar quando pegava a bola. Não queria passar para ninguém, muito menos para Marcel. Dorival se esgoelava à beira do gramado, pedindo para o prodígio soltar a bola. Não foi atendido. E respondeu ofensivamente às broncas do treinador..

Dragão segura o Peixe e surpreende


O Santos provou no primeiro tempo aquilo que o seu técnico, Dorival Júnior, vem falando há algum tempo: os dias de show e magia ficaram para trás. Neymar, que não tem mais a companhia de Ganso, Robinho e André, tentou o drible, se esforçou, buscou a tabela. Não foi correspondido. Seu companheiro de ataque, Keirrison, apresentou dificuldades até para dominar a bola. Desolado, a revelação santista corria de um lado para o outro. Chegou até a voltar até a intermediária para buscar a bola, mas em vão. O Peixe entrou em campo Roberto Brum, Danilo e Alex Sandro como volantes. Os dois últimos, que são laterais de origem, tinham a missão de empurrar o time para a frente, saindo pelos lados com velocidade. Não acrescentaram nada.

O Atlético-GO, com uma linha de cinco jogadores no meio de campo, marcava implacavelmente. Não era muito veloz para contra-atacar, mas chegou a seu gol aos 13 minutos, aproveitando-se de uma bobeira de marcação santista. Robston entrou por trás e chutou na saída do goleiro Rafael. A bola carimbou a trave direita e sobrou para Josiel, que dominou e estufou a rede. Foi o único bom lance do atacante do Dragão na partida. Sentindo dores musculares, ele deixou o gramado aos 36 minutos.

Sabe aquelas jogadas rápidas, aqueles toques de primeira, a velocidade avassaladora que o time alvinegro apresentou nas campanhas vitoriosas do Paulistão e da Copa do Brasil? Não houve nada disso. O Santos tentou ir para o abafa, mas, sem nenhuma criatividade. Errou até passes laterais.

Um outro jogo no segundo tempo


O segundo tempo começou com o time goiano assustando a equipe da casa mais uma vez. Ainda não havia dado tempo para o time da casa se adaptar à mudança feita pelo seu treinador, que tirou o lateral-direito Pará para colocar o meia Alan Patrick. Aos cinco minutos, William recebeu a bola na altura da meia-lua, após cobrança de escanteio, e acertou um chute forte. A bola entrou no canto esquerdo de Rafael.

Mas dessa vez, o Santos não demorou para reagir. No minuto seguinte, Neymar cobrou falta na cabeça de Edu Dracena, que se aproveitou de um vacilo da marcação e escorou livre, diminuindo o prejuízo alvinegro. O Peixe acordou e foi para o tudo ou nada. Ainda que aos trancos e barrancos, o time da casa tinha mais volume, rondava mais a área adversária e criava chances. Aos 26, Marcel, que havia entrado no lugar de Keirrison, machucado, acertou uma bomba em cobrança de falta. O goleiro Márcio espalmou, como já havia espalmado um chute de Neymar, minutos antes. Aos 30, porém, não houve como o camisa 1 salvar. Madson recebeu no bico da grande área, pelo lado direito, cortou pelo meio e acertou um belo chute colocado de canhota, empatando a partida.

O Peixe continuou em cima, e o Dragão se encolheu. Em nove minutos, o Santos liquidou o jogo. A entrada de Madson acrescentou a velocidade que faltava à equipe. Aos 35, em contra-ataque, a bola sobrou para Alan Patrick, que recebeu e chutou de pé direito, virando o jogo. O Atlético-GO desanimou, e o Alvinegro Praiano seguiu no ataque. Aos 39, Neymar tentou aplicar um chapéu dentro da área e foi derrubado por Daniel Marques. Pênalti. O garoto quis bater, mas Dorival determinou que Marcel executasse a cobrança. O atacante encheu o pé direito e ampliou. Na comemoração, Neymar começou a discutir com o chefe. Xingamentos ocorreram de um lado e do outro.

Irritado, o garoto deixou o gramado sem falar nada e ainda ouviu a torcida gritar o nome do técnico santista.

González dá vitória ao Furacão e mantém Galo na zona da degola


O início foi promissor, mas a confirmação só veio nos momentos finais. Após abrir o placar com apenas dois minutos de bola rolando, o Atlético-PR cedeu o empate e só garantiu a vitória, por 2 a 1, sobre o Atlético-MG nos minutos finais do duelo na Arena da Baixada, na noite desta quarta-feira, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Bruno Mineiro abriu o placar para os paranaenses, que dominavam a partida, quando Obina, ainda na primeira etapa, igualou o contador. No segundo tempo, Ivan González saiu do banco de reservas para garantir o triunfo dos anfitriões, aos 43.

Com o resultado, o Furacão chega a 31 pontos, e ocupa a sétima colocação da tabela. O Galo, com 21, segue na zona de rebaixamento, em 17º.

O Atlético-PR volta a campo no sábado, às 18h30m (de Brasília), quando enfrenta outro xará, o Atlético-GO, no Serra Dourada. Os atleticanos de Minas Gerais, por sua vez, recebem o Vitória, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, no domingo, às 16h.

Furacão tem começo arrasador, mas cede empate

Não é de se estranhar que o Atlético-MG parecesse atordoado, na maior parte da etapa inicial. Os paranaenses deixaram a hospitalidade fora de campo e, já no primeiro minuto de jogo, Maikon Leite partiu para o ataque, pela esquerda, deu um drible desconcertante em Diego Macedo e conseguiu o escanteio para os donos da casa. Na cobrança, o especialista Paulo Baier botou a bola na cabeça de Bruno Mineiro, que desviou para o fundo das redes: 1 a 0 no placar.

Apesar de a pressão inicial indicar um massacre, o que se viu foi um Furacão organizado, mas ineficiente. Além da categoria de Paulo Baier e da ousadia de Maikon Leite, os anfitriões incomodavam com a velocidade de Branquinho, só que os erros sucessivos no último passe, e duas boas intervenções do goleiro Fábio Costa, impediram que o time do técnico Paulo César Carpegiani ampliasse.

Dominado, o Galo, que não havia dado qualquer trabalho ao goleiro Neto até os 32, conseguiu voltar à partida em uma jogada isolada. Da intermediária, pela direita, Daniel Carvalho viu Obina livre na área, e o atacante, subiu e completou para igualar.

Vitória do Furacão nos minutos finais
O Furacão quase repetiu o feito do início do jogo e, aos dois do segundo tempo, Paulinho carimbou o travessão de Fábio Costa, em cobrança de falta. Mas era a ausência de criatividade que dava o tom da etapa complementar. Tanto que o técnico Vanderlei Luxemburgo decidiu mandar o meia Diego Souza para campo, e tirou o decisivo Obina - que reclamou de dores - aos 10.

Logo na sequência, a torcida rubro-negra teve que engolir o grito de gol, depois que Paulo Baier, livre, debaixo da trave, recebeu cruzamento preciso de Wagner Diniz e cabeceou pela linha de fundo. Em busca de mais poder de fogo, o técnico Carpegiani fez o movimento oposto ao de Luxemburgo e trocou um homem de meio-campo por um atacante: saiu Vitor, e entrou o equatoriano Guerrón.

Mas foi outra substituição que acabou fazendo a diferença. Aos 43, depois do levantamento na área de Paulo Baier, da cabeçada de Rhodolfo e da bela defesa de Fábio Costa, o paraguaio Ivan González - que havia entrado na vaga de Branquinho - aproveitou o rebote e transformou o domínio rubro-negro em campo em mais três pontos na tabela.

domingo, 12 de setembro de 2010

Kleberson evita vexame no fim, e Fla empata por 2 a 2 com o Vitória



Dois times rubro-negros que, juntos, não venciam há 11 jogos. Diante de tantas fraquezas e poucas virtudes, Flamengo e Vitória conseguiram, pelo menos, emoção e empataram por 2 a 2 na noite deste sábado, em Volta Redonda. Mas para a tabela do Campeonato Brasileiro o resultado foi desastroso para ambos. O atual campeão chega a sete jogos sem vencer, pula para 23 pontos e segue em 16º, 'flertando' com a zona de rebaixamento. Um ponto e uma posição acima está o Leão.

Os dois gols do time da casa foram de Kleberson, o que prolongou o jejum dos atacantes para 1.100 minutos. Junior e Schwenck fizeram para os baianos.

No dia seguinte ao aniversário de 38 anos, Petkovic ganhou carinho da torcida, mas respondeu com uma péssima atuação e falta de educação. Ao ser substituído por Galhardo, saiu reclamando, mesmo após não ter acertado quase nada que tentou durante o jogo. Insatisfeita com mais um resultado decepcionante, a torcida do Flamengo deixou o Raulino de Oliveira aos gritos de “time sem vergonha”. Comemoração? Só com a derrota do Fluminense para o Atlético-GO por 2 a 1, em Goiânia. Ainda sem treinador, o Vitória foi comandado por seu ex e agora interino Ricardo Silva e esteve perto da vitória por duas vezes, com gols de Júnior e Schwenck. Mas as falhas defensivas impediram o triunfo.



A adesão à causa Flamengo não foi grande em Volta Redonda. A redondeza do estádio transformou-se em palanque eleitoral para distribuição de material de campanha de incontáveis candidatos. Mas faltava público. Os quase quatro mil pagantes contaminaram-se desde o início com o ranço do Maracanã. Na escalação dada pelo placar eletrônico, vaias para Val Baiano e euforia com o nome de Petkovic. Apesar de ídolo, o sérvio está tão mal quanto os companheiros na fraca campanha no Brasileiro.

O aspecto de “final” também chegou à diretoria. A presidente Patrícia Amorim participou da preleção no hotel e incentivou o grupo. Com três zagueiros e Val Baiano ao lado de Deivid no ataque, o Flamengo forçou as jogadas pelo lado direito, com boa participação de Correa.

Pressionado pelo mau momento, os primeiros dois toques de Val foram constrangedores. Mão na bola e domínio de tornozelo. A situação do Vitória não era tranquila. O meio-campo com o experiente Ramon, também de 38 anos, e o espevitado Elkeson sofreu até encaixar a primeira troca de passes produtiva.

O azar, ou coisa parecida, de Val Baiano persistiu. Correa fez bom cruzamento da direita, a zaga falhou, mas o camisa 9 não conseguiu esticar a perna e abrir o placar. Deivid não estava em caminho muito diferente. Bola para ele na entrada da área e... chute quase fora do estádio. O camisa 9 do Vitória teve pontaria melhor, aos 27 minutos. Júnior tabelou com Elkeson, bateu rasteiro e só não comemorou porque Marcelo Lomba se esticou e defendeu em dois tempos.

Foi a senha para a impaciente torcida do Fla começar a pedir raça. E pressão atualmente rima com desatenção. Afoitos, os jogadores passaram a precipitar ainda mais os passes e trocar o posicionamento. O Vitória se aproveitou. Aos 37, Ramon dominou da entrada da área e chutou no canto. Lomba espalmou. No rebote, Junior recebeu livre, mas o goleiro salvou com mais uma excelente defesa.

Os visitantes tiveram outras duas chances antes do fim do primeiro tempo e deixaram o gramado lamentando o empate. Já o Flamengo... bom, novamente sem fazer gol, o time recebeu vaias da torcida e deixou o campo procurando explicações para mais uma atuação lamentável.

Fim de jogo repleto de gols



No intervalo, Ronaldo Angelim pediu para sair, e o esquema com três zagueiros virou pó. Entrou Kleberson. A torcida não gostou e chamou Silas de “burro”. Não adiantou. Aos quatro minutos, Júnior só não marcou porque a perna esquerda de Marcelo Lomba salvou.

A insatisfação era tão grande que até o jovem Galhardo, de 18 anos, virou solução e teve o nome pedido pela torcida. No lance seguinte, por acaso, Everton Silva cruzou, Kleberson desviou e o zagueiro Anderson quase fez contra. O Vitória também não parecia muito disposto a tirar o zero do placar e acompanhou os minutos passarem tranquilamente. Do outro lado, Petkovic não gostou quando a placa subiu com seu número.




Eu? – disse, antes de sair lentamente e sem cumprimentar Galhardo.

O que era ruim para o Flamengo ficou pior. Bem pior. Após cobrança de falta lateral, aos 25, Junior aproveitou indecisão da zaga e de Marcelo Lomba e desviou para as redes. O caos só não foi maior porque Elkeson perdeu chance pouco depois.

Os reservas deram um alento. Aos 33, Diego Maurício fez ótima jogada na esquerda, cruzou rasteiro, e Kleberson tocou à esquerda de Viáfara para empatar. A comemoração parecia final de Copa do Mundo. Silas socou o ar em direção à torcida e recebeu um abraço apertado do autor do gol.

Mas a bagunça persistiu, e o Vitória se aproveitou. Aos 38, Schwenck acertou um chute lindo de sem-pulo de fora da área, no canto direito de Marcelo Lomba. Porém, de novo nem deu tempo de comemorar. Um minuto depois, Galhardo entrou na área, foi derrubado, mas a bola sobrou para Val Baiano sem goleiro. Era a chance de o atacante pôr fim ao jejum. Ele errou, acertou a trave. Sorte que Kleberson, bem posicionado, aproveitou o rebote e fez 2 a 2.

Kleberson quase transformou-se em herói ao acertar uma linda finalização no travessão, aos 45. Ficou no quase, e os dois times saíram de campo lamentando mais dois pontos perdidos.

Fonte: http://www.globoesporte.com/

Fonte: http://www.youtube.com/

Grêmio vence primeira fora e acaba com os 100% do Timão em casa


Num jogo dramático no Pacaembu, o Grêmio mostrou a sua velha garra e provou ser "imortal", como canta a sua torcida, ganhando seu primeiro duelo fora de casa neste Campeonato Brasileiro. Venceu o Corinthians por 1 a 0, mesmo jogando com um jogador a menos desde os 12 minutos do segundo tempo, e, com um golaço de Douglas, acabou com a sequência de vitórias alvinegras em casa. Até então, o Timão havia vencido todos os seus dez compromissos como mandante no torneio nacional. Aliás, a equipe corintiana, que perdeu um pênalti com Iarley no segundo tempo, não era derrotada no Pacaembu desde novembro do ano passado, quando foi batida pelo Náutico. Eram 23 jogos de invencibilidade.

Grêmio manda no primeiro tempo


O Grêmio uniu força com criatividade. Enquanto os volantes Adílson e Ferdinando anulavam Bruno César e Elias, os homens de armação do Corinthians, Douglas e Souza tinham espaço para dominar, pensar na melhor alternativa, lançar seus companheiros. Os dois meias gremistas contavam ainda com a ajuda de Gabriel, lateral que caía pelo meio, se revezando com Souza, confundindo a marcação alvinegra, que perdeu Ralf aos 13 minutos. Ele foi calçado por Douglas e torceu o tornozelo. Tentou voltar, não aguentou e foi chorando para o banco. Boquita entrou em seu lugar.

Com seus armadores anulados, o Corinthians dependia das raras subidas de Jucilei. Iarley e Jorge Henrique, isolados na frente, passarem a voltar para buscar o jogo. Então, o Timão embolou, perdeu senso tático e deu a bola para o Grêmio jogar com tranquilidade. Douglas comandava as ações no meio de campo. Aos 28 minutos, ele cobrou escanteio da esquerda. A bola foi rebatida e sobrou para Gabriel emendar de primeira, de pé esquerdo, que não é o seu forte. O tiro, que saiu forte, rasteiro, entraria no canto esquerdo, mas Julio Cesar se atirou e defendeu.

O Grêmio rondava a área corintiana com cada vez mais frequência. Aos 34, aconteceu o que parecia inevitável. Douglas recebeu pela esquerda, avançou, colocou a bola entre as pernas do zagueiro corintiano Paulo André e encheu a canhota, acertando o ângulo. Um golaço, que não foi comemorado pelo camisa 10. Campeão paulista e da Copa do Brasil no ano passado, pelo Timão, ele preferiu apenas abraçar os companheiros, sem festejar.

O Corinthians, acuado, só conseguia chegar em tiros de longe, sempre de Bruno César, que não acertou o alvo. O Grêmio estava mais perto de marcar o segundo do que levar o empate.

Pressão total do Timão

O segundo tempo mudou completamente. O técnico do Corinthians, Adílson Batista, fez uma alteração importante. Tirou o lateral-direito Moacir, que não estava funcionando, e colocou o meia Danilo. O Timão, assim, passava a ter uma presença maior no meio-campo. Bruno César ganhou companhia, a bola passou a ser corintiana. E o jogo também.

Agora, o Grêmio não avançava. Limitava-se a afastar a bola de sua área em desesperados chutões. Aos 12 minutos, Bruno César arrancou pela esquerda e foi deslocado por Vilson, num golpe de ombro, na área. Pênalti. O zagueiro gremista, que já tinha amarelo, levou o vermelho. O Corinthians estava com a faca e o queijo na mão. Um pênalti para bater, um jogador a mais em campo. Mas todo o corintiano sabe: as coisas para o Timão nunca são fáceis. Iarley executou a cobrança. Tentava acertar o canto direito. O chute saiu fraco. Victor adivinhou e espalmou. Desespero nas arquibancadas do Pacaembu. Em seguida, Elias recebeu de Bruno César e cruzou. Iarley estava na pequena área. Finalizou, mas Rafael Marques, em cima da linha, salvou.

A pressão corintiana era impressionante - foram 23 finalizações alvinegras contra seis do Tricolor -, e o técnico gremista Renato Gaúcho trancou o seu time. A ordem era afastar a bola da área. Chutão sem pudor. À medida que o tempo passava, os corintianos iam ficando cada vez mais nervosos. A bola parecia queimar. Os cruzamentos na área se intensificaram. Já não havia mais jogada trabalhada. Era pressão por todos os lados. Mas a pressa é inimiga da perfeição.

A noite corintiana só não foi pior graças ao Fluminense. O líder do Campeonato Brasileiro e próximo adversário perdeu para o Atlético-GO, por 2 a 1 em Goiânia, e se manteve três pontos à frente, mas com um jogo a mais. Na quarta-feira, Corinthians e Fluminense se enfrentarão no Rio de Janeiro. Já o Grêmio, com a vitória, escalou quatro posições na tabela e, com 26 pontos, é o décimo colocado - podendo ser ultrapassado no domingo com o complemento da rodada.

Fluminense vacila no fim, é castigado e perde de virada para o Atlético-GO


Foram dois dias de turbulência no Fluminense. De discussão pública entre o atacante Fred e o coordenador médico Michael Simoni, que pediu demissão. De clima tenso no vestiário das Laranjeiras entre o goleiro titular Fernando Henrique e o reserva Rafael. Não dá para dizer que a crise entrou em campo, já que o time não jogou mal, mas a vitória não veio. Neste sábado, o líder do Brasileirão foi derrotado pelo Atlético-GO, no Serra Dourada, de virada, por 2 a 1, na 21ª rodada. O resultado mantém os cariocas com 41 pontos, três a mais que o Corinthians, derrotado pelo Grêmio no Pacaembu.

O Dragão ganha fôlego e assume o 17º lugar, com 20 pontos. Continua ameaçado pelo rebaixamento, mas está a três do Flamengo, primeiro fora do Z-4.

As duas equipes voltam a jogar na próxima quarta-feira. O Fluminense enfrenta o Corinthians, no Engenhão, às 22h. Líder e vice-líder farão um jogo com cara de decisão. O Atlético-GO será visitante na 22ª rodada. Enfrenta o Santos, na Vila Belmiro, às 19h30m.

Trinca do Flu aparece, mas Dragão responde

No esquema 3-6-1 do Fluminense de Muricy Ramalho, não há espaço para dois volantes fixos. Sem Fernando Bob, suspenso, o técnico optou por escalar Julio Cesar na função, e Carlinhos assumiu a ala esquerda. A nova formação demorou a funcionar, assim como toda a equipe tricolor, assim como o Atlético-GO inteirinho. Foram 20 minutos monótonos. Supermarcação, aplicação tática e erros de passe de sobra.

Feliz é o torcedor do Fluminense, que pode ter Deco, Darío Conca e Washington. A trinca ofensiva do líder do Brasileirão vive dias muito felizes. Consegue se achar, ainda que os espaços no campo sejam mínimos. E fica tudo mais fácil se Deco gastar a bola como fez no primeiro tempo em Goiânia. Cabeça sempre erguida, passes de primeira e precisos. Foi assim que ele começou a construir o gol tricolor, aos 22. Pela direita, fez lançamento para Conca dentro da área. Com um único toque, o argentino bom de bola tirou o goleiro Márcio da jogada e deixou Washington de frente para o gol. O Coração Valente só completou. Nono dele na competição, artilheiro ao lado de Bruno César (Corinthians) e Elias (Atlético-GO). Décima quarta assistência de um impressionante Conca, líder disparado do quesito no Nacional. O gol fez o jogo começar. Deco para Conca, Conca para Washington, Washington nas mãos de Márcio. Tudo de primeira, e o goleirão tirou com a ponta dos dedos.

René Simões também escalou só um atacante. O estreante Josiel, ex-Flamengo, mexeu mais nos cabelos do que tocou na bola. Elias, não. Quando o Fluminense era melhor, o camisa 10 deu as caras e achou William na entrada da área. Sem tocar na bola, o meia fugiu do cerco frágil de Julio Cesar e Valencia e bateu cruzado para empatar, aos 29.

O vacilo defensivo fez o trio de ataque do Flu reaparecer. Numa cobrança de falta da entrada da área, Deco ajeitou para cobrar. Conca chegou e também namorou a bola. Mas foi Washington quem bateu. Ela viajou, sem escalas, mas errou o pouso e parou no travessão de Márcio. A segunda na trave foi de Gum, aos 38. Deco recebeu passe na entrada da área e deu um lindo toque de letra para o zagueiro. Coisa de cinema. O chute cruzado parou no poste. Em resposta imediata do Dragão, Fernando Henrique pegou.

Pressão tricolor termina em vitória rubro-negra

Josiel. A torcida do Flamengo lembra bem dele e não sente a menor falta dos tempos de gols perdidos, entre 2008 e 2009. Os torcedores do Paraná têm saudade. Em 2007, ele fez 20 e foi goleador do Brasileirão. Contra o Fluminense, lembrou a época em que esteve na Gávea. Robston invadiu a área pela direita e bateu cruzado. O camisa 99 até chegou na bola, de carrinho, mas a jogou por cima do gol vazio. Saiu pouco depois para a entrada de Diogo.

O rendimento do Fluminense caiu, apesar de o volume tricolor ser bem maior. Em mais uma chance de Washington, o zagueiro Daniel Marques se enrolou com o goleiro Márcio, a bola sobrou para o atacante, mas o camisa 1 conseguiu se recuperar. O Dragão preferiu os contra-ataques, e Muricy Ramalho decidiu mudar. Julio Cesar não rendeu bem no meio e deu lugar a Belletti. No primeiro lance do pentacampeão, um chute no cantinho que Márcio pegou.

O Atlético já estava atrás e teve de se encolher quando o zagueiro Gilson foi expulso após receber o segundo amarelo, aos 29 minutos. Muricy mudou o time outra vez. Tirou o zagueiro André Luis e colocou o meia Marquinho. Com mais força ofensiva, o Tricolor se lançou em busca da vitória, mas com um paredão para derrubar. O time tentou por cima, pelo meio, pelas pontas, com chutes de longe. Falhou na pontaria e esbarrou no goleiro Márcio.

O empate parecia persistente, mas não chegaria ao apito final. Aos 46, num contra-ataque mortal, Anaílson lançou Diogo na área, o atacante cruzou para trás e achou Juninho, livre de marcação. O chute venceu Fernando Henrique, que saíra do gol para fechar o ângulo. Nem o céu para o Flu, nem o inferno para o Dragão.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Rodada #20 muito doida: líder vence, abre vantagem e entra em crise


Não era a de número 22, o tal número dos loucos (no tarô, a carta 22 é a do louco, daí a relação), mas a rodada #20 foi muito doida. Para se ter uma ideia, o líder jogou bem, venceu com facilidade, ampliou sua vantagem sobre o segundo colocado e... entrou em parafuso! Sim, a quinta-feira do Fluminense, que se anunciava como tranquila, foi marcada pelo surgimento de uma crise.

Mas como, se a rodada foi praticamente perfeita para o Flu? Após perder no fim de semana, o Tricolor estreou como mandante no Engenhão e fez jus à palavra: mandou no jogo e venceu o Ceará por 3 a 1. Como se fosse pouco, viu o seu perseguidor mais próximo tropeçar. O Corinthians empatou por 1 a 1 com o Atlético-PR, na Arena da Baixada, e deixou que o clube carioca aumentasse de um para três pontos a vantagem - são 41 pontos para o Flu, 38 para o Timão (os alvinegros, porém, tem um jogo a menos e podem empatar com os tricolores).

Números da rodada

22 gols58 cartões amarelos3 cartões vermelhos


Os tricolores então viveriam uma quinta-feira de louca alegria, né? Errado. Se mandou bem em campo, o Flu mandou mal fora dele. Nesta quinta, Fred deu uma entrevista coletiva para fazer o que não faz desde 25 de julho: atacar. Afastado por conta de uma lesão na panturrilha direita, o artilheiro desancou o médico Michel Simoni. O camisa 9 disse que um exame realizado na quarta-feira revelou uma nova lesão no mesmo local. O motivo do problema, segundo o jogador, teria sido a precipitação do departamento médico ao mandá-lo para os treinos.

- Fiz um exame em São Paulo que mostrou outra lesão na mesma panturrilha. O tendão de Aquiles está zerado. Curei a lesão e precipitaram a volta. Machuquei de novo o local que não estava reforçado. Fui liberado para a parte física na hora errada. Não sei se o Michel vai seguir no clube ou não, mas ele não poderia ter dito que eu estava curado e que estava apenas inseguro.

Fui liberado para a parte física na hora errada."Fred,

atacante do FluSimoni, que na terça deu a tal entrevista dizendo que Fred estava inseguro, entregou o cargo. Mas saiu "atirando".

- Ele traiu pessoas que sempre o ajudaram. Ele chegou aqui com sete, oito lesões, e nós sempre estivemos do lado dele. Ele quis achar um culpado para o seu insucesso e escolheu o lado mais fraco.

Enfim, maluquice é saber quem tinha a razão nessa história. Mas quem pagou o preço foi a torcida tricolor, entrando na paranoia de que a lavagem de roupa suja pública possa vir a atrapalhar o time.Como pouca confusão é bobagem, o vice de futebol Alcides Antunes respondeu à provocação do presidente corintiano Andrés Sanches e ainda aproveitou para criticar a CBF.

Ele traiu pessoas que sempre o ajudaram "Michel Simoni, médico do Flu-


Nós não temos visto nada beneficiando o Fluminense. Sou consciente que árbitro é humano e também erra. No único jogo que aconteceu um erro foi contra o Corinthians, em São Paulo, em um jogo em que o Rodriguinho fez um gol legal que foi anulado (a favor do Flu, e o jogo terminou 1 a 0 para o Timão). Só tivemos um pênalti a favor, porque só aconteceu um. E no Corinthians foram oito (na verdade, sete) e o que acontece é interpretação do árbitro.

Para falar a verdade, parecia papo de maluco. Horas antes, Sanches ironizara os tricolores ao dizer que 'contra o Flu não havia erro de arbitragem'. Tudo porque o Timão sofreu o gol de empate do Furacão em um pênalti absolutamente imaginário sofrido por Wagner Diniz assinalado pelo árbitro Jailson Macedo Freitas. O lateral invadiu a área e se atirou, mas sequer conseguiu encostar no zagueiro Leandro Castán.

Porém, verdade seja dita, o gol dos corintianos foi só um pouquinho menos polêmico. Ronaldo tentou cruzar a bola, que bateu na perna e depois no braço do mesmo Wagner Diniz. Bola na cal e gol do Fenômeno, para alegria do bando de loucos.

Ao fim disso tudo, Sanches disse duvidar que algum clube seja favorecido. Ou seja: todo mundo falou e ninguém disse nada. Afinal, ora bolas, o juiz não prejudicou lado algum na Arena... só o dele, é claro. Já o Atlético-PR, vai bem, obrigado. Com 28 pontos, está em oitavo, a seis do G-4.

Botafogo 'loco' de alegria: vitória sobre o Peixe e 3º lugar


Doidos de alegria estão mesmo os botafoguenses. O time venceu o Santos por 1 a 0, no Pacaembu, e já está em terceiro lugar com 34 pontos. O gol, ah o gol... foi de Loco Abreu, ninguém menos. Aliás, golaço: o atacante recebeu de costas para o gol, deu um curto balão no goleiro Rafael e concluiu com muita categoria e sangue-frio. Detalhe: aos 45 minutos, sendo que o centroavante uruguaio saiu da reserva. Loucura pensar no título, apesar dos sete pontos que o separam do Flu? Nem tanto...

Já o Cruzeiro não quis saber de polêmica. A Raposa venceu o Inter por 1 a 0 num golaço de Everton no Parque do Sabiá, na quarta-feira. A vitória sobre o campeão da América mantém o time não só firme na briga por uma vaga na Libertadores, pulando do sexto para o quarto lugar, com 34 pontos. A equipe de Cuca passou o próprio Colorado e o Peixe, ambos com 31 pontos. E também se credencia, sim, à disputa do título.

Aliás, isso ao menos acaba com uma loucura: a ilusão do G-6. Com Bota e Cruzeiro em terceiro e quarto, os quatro primeiros times da tabela voltam a ser os classificados para a Taça Libertadores - antes eram os seis primeiros, já que Inter e Santos já estão garantidos na competição continental - o que dava no mesmo, com o Fogão e a Raposa se classificando. Mas é bom lembrar: colorados e alvinegros praianos têm um jogo a menos e ainda se enfrentarão por partida adiada do primeiro turno.

São Paulo: cabeça no lugar e ascensão


No Morumbi, o São Paulo mostrou que pôs a cabeça no lugar. Após entrar em crise, o Tricolor Paulista dá sinais de recuperaçãoe de que acertou ao apostar nos garotos da base. No dia em que se festejava os 20 anos da chegada de Ceni ao Morumbi, a equipe de Sérgio Baresi, o interino com cada vez mais cara de técnico definitivo, venceu o Flamengo por 2 a 0, gols de Marlos e do veterano Fernandão. São 28 pontos e a oitava posição. Ou seja, sonhar com vaga na Libertadores não é nenhuma insanidade.

Do outro lado, Silas amargou a segunda derrota em três jogos, enquanto o Fla chegou a seis confrontos sem vencer. Com 22 pontos, o Urubu já começa a sentir o cheiro da zona do rebaixamento. Não se pode falar em perda de juízo, mas a substituição de Correa por Vinicius Pacheco após o primeiro gol, com apenas 21 minutos (o gol foi aos oito), deixou a torcida rubro-negra encucada. Mas sem sentido mesmo foi a atitude de Diogo, expulso por simular um pênalti um minuto após ter levado um cartão amarelo, no fim da etapa inicial.

Outro tricolor, só que gaúcho, também deu mais uma prova de sua reabilitação. Mesmo sem jogar bem, a equipe venceu o Atlético-GO por 2 a 0 no Olímpico, gols de Douglas e Borges. A equipe dirigida por Renato Gaúcho agora tem 23 pontos em 14º, afastando-se um pouco do Z-4, o qual frequentou por muitas rodadas. Já o Dragão goiano segue na zona de rebaixamento, com 18 pontos em 17º. Mas seu treinador, René Simões, mostrou que continua fiel ao método Master Mind (treinamento da mente para obtenção de resultados de alta performance ou algo parecido, vá lá).

- Eu só sei que o Atlético-GO, ao fim do Campeonato Brasileiro, não estará no rebaixamento. O Grêmio, não sei.

E o Palmeiras? Está deixando Felipão louco... de raiva. O empate por 1 a 1 com o Vitória, no fim da partida, em Salvador, foi o décimo da equipe na competição. Com 25 pontos, o Verdão não decola: segue em 12º. O treinador perdeu a linha:

- Foram erros absurdos, infantis, típicos de futebol de várzea. Vou dar exemplo do gol que sofremos, veio de um balão do goleiro deles. É um erro gritante, que não acontece nem em jogo de casados contra solteiros de 60 anos.

Mas quem perdeu a razão foi Toninho Cecílio... Perdeu a razão e o emprego. O treinador arrumou confusão com os jornalistas após o jogo., discutindo com algum deles na coletiva. Nesta quinta, o clube baiano anunciou sua saída. O Leão tem 23 pontos, em 15º, pertinho do Z-4.

Aliás, não só Toninho Cecílio engrossou a fila dos desempregados. Mário Sérgio, do Ceará, também dançou. O time nordestino, que frequentou o G-4, está em queda livre, com 25 pontos em 10°. Com as trocas, já são 20 as mudanças no banco de reservas dos clubes da primeira divisão - uma mudança por rodada, em média.

Houve mais gente no bloco dos sem-razão. Vasco e Atlético-MG empataram por 1 a 1 nesta quinta, em São Januário. Com 27 pontos, o Vasco é nono. Já os mineiros ainda penam: têm 18 pontos em 17º, no Z-4. Éder Luís fez o gol carioca, e Ricardinho empatou para o Galo em cobrança de pênalti. Foi a penalidade, aliás, que resultou na expulsão do técnico cruzmaltino PC Gusmão. A infração foi clara, mas não para ele. Expulso por reclamação, ele tentou se justificar,

- Todos viram a forma como fui expulso. Houve inversão de critério. Não estou reclamando do pênalti, mas na falta em cima do Jonathan no lance anterior.

Por fim, um jogo "normal", Prudente e Avaí empataram por 1 a 1 no Prudentão, em São Paulo. Com o resultado, o time nômade da elite do futebol nacional está em 19º com 17 pontos. Já os catarinenses estão em 13º com 24.

Confira o pior e o melhor da 19ª rodada do Brasileirão

Seleção da rodada: Jefferson (Botafogo) - 8,0, Jonathan (Cruzeiro) - 7,0, Gil (Cruzeiro) - 7,0, Leandro Guerreiro (Botafogo) - 7,5 e Júnior (Goiás) - 6,0; Rudnei (Avaí) - 7,0, Marquinhos Paraná (Cruzeiro) - 7,0, Douglas (Grêmio) - 7,5 e Éverton (Cruzeiro) - 8,0; Loco Abreu (Botafogo) - 8,0 e Washington (Fluminense) - 7,0. Técnico: Joel Santana (Botafogo) - 8,0

Selebaba da rodada: Giovanni (Grêmio Prudente), Oziel (Ceará), Diego Sacoman (Ceará), Aílson (Guarani) e Márcio Careca (Guarani); Agenor (Atlético-GO), Corrêa (Flamengo), Renato (Flamengo) e Fabiano Gadelha (Grêmio Prudente); Diogo (Flamengo) e Carlinhos Bala (Atlético-GO). Técnico: Silas (Flamengo)

Golaço da rodada: Embora outros belos gols tenham sido feitos neste meio de semana, como o de Everton, do Cruzeiro, e de Éder Luís, do Vasco, o mais belo não poderia ser outro: o de Loc Abreu, contra o Santos. Ele matou a bola de costas para o gol, deu um lençol no goleiro Rafael, e chutou de primeira, estufando a rede do tobogã do Pacaembu, para a alegria da torcida botafoguense.

Mico da rodada:Diogo chegou ao Flamengo junto com Deivid como a esperança da torcida para o fim do jejum de gols do ataque rubro-negro. Mas em vez de gols, Diogo resolveu dar uma pancada e uma de ator (péssimo ator) no jogo contra o São Paulo. Levou um cartão amarelo em cada lance e foi muito bem expulso de campo, prejudicando o já cambaleante time na partida.

Erro da rodada: Wagner Diniz é um exímio cavador de pênaltis. Já havia conseguido vários para o Vasco, quando esteve por São Januário, e mantém a fama em sua carreira agora no Atlético-PR. Nesta quarta-feira ele conseguiu ludibriar o árbitro Jailson Macedo Freitas, da Bahia, que já havia errado na penalidade máxima marcada a favor do Corinthians, no mesmo jogo.


Muralha da rodada: Na partida em que foi homenageado pelos 20 anos de São Paulo, Rogério Ceni deu um grande presente ao clube e à sua torcida. Com uma belíssima e difícil defesa, quase em cima da linha, ele evitou que o zagueiro Jean fizesse algo raro ultimamente para os lados do Flamengo: um gol certo.

Drible da rodada: Paulo Baier vem sendo um dos principais responsáveis pela recuperação do Atlético-PR no Campeonato Brasileiro, depois de o time ter passado um tempo na zona de rebaixamento. Contra o Corinthians, o meia "abusou" e com dois lençóis desconcertantes fez uma jogada de pura arte, levantando a torcida do Furacão na Arena da Baixada.

Sarrafo da rodada: O Flamengo não está mesmo em grande fase. Além de estar se aproximando perigosamente da zona de rebaixamento, numa queda vertiginosa, que inclui uma seca de gols, seus jogadores ainda tomam pancadas fortíssimas que nunca são punidas com cartões vermelhos pelos árbitros. Desta vez foi Léo Moura, que levou uma tesourada de Cléber Santana, ainda no primeiro tempo do jogo do Morumbi, na quarta-feira.


terça-feira, 10 de agosto de 2010

Manchetes do Dia.

Chelsea também está de olho em Özil, segundo jornal britânico: 'The Times' garante que a oferta é a que mais seduz o Werder Bremen, e que o meia está muito entusiasmado de poder disputar o Campeonato Inglês.

Seleção Brasileira:Mano escala a seleção com Pato, Neymar e Robinho no ataque.

Futebol Italiano :Adriano diz que estará 100% contra o Inter.

Tricolor São Paulo anuncia solução caseira: Sergio Baresi:Técnico dos juniores assume como interino.

São Paulo: •Clube fecha ida de Marcelinho Paraíba ao Sport .

Grêmio:Empresário de Renato Gaúcho diz: que 'ele há muito espera por isso'
Segundo o agente, técnico sonha retornar ao Olímpico e reforçar status de ídolo do Tricolor.

Palmeiras:Fabrício chega ao Verdão com pé esquerdo Canhoto, zagueiro aposta no 'diferencial'.

Ceará:Mário Sérgio é o novo técnico da equipe alvinegra
No lugar de Estevam Soares, demitido.

Vitória: Toninho Cecílio pede demissão e muda de time
Treinador troca o Prudente pelo Vitória.

Àustria:Alan, ex-Fluminense, assina contrato com o Salzburg

Brasileirão série B:Ipatinga e América-RN medem forças em duelo da zona de rebaixamento.

Futebol italiano: Adriano exalta dupla com Totti: 'Já se vê o entrosamento entre nós dois'



domingo, 18 de julho de 2010

Na 'reestreia' de Felipão, Palmeiras encara o Avaí na Ressacada


Depois de dez anos longe, o técnico Luiz Felipe Scolari volta a disputar um Campeonato Brasileiro. Às 16h deste domingo, na Ressacada, em Florianópolis, o treinador voltará a se sentar em um banco de reservas para comandar o Palmeiras, que enfrenta o Avaí. E a briga que Felipão verá em campo tem tudo para ser boa, pois os dois times lutam para entrar no grupo dos quatro melhores times da competição.

Embalados pela chegada do novo treinador e a vitória por 2 a 1 sobre o Santos, o Palmeiras quer vencer para passar uma boa imagem ao novo chefe, dessa vez fora dos seus domínios. Em três partidas fora do seu lar, o Alviverde empatou com Vasco e Internacional, e perdeu para o São Paulo. O time sabe que pontos fora de casa são importantes para conseguir entrar no G-4 do Nacional.

Antes do primeiro treino com a equipe, na última sexta-feira, a vitória sobre os alvinegros fez parte de uma conversa de Felipão com seus novos comandados. Disse que a equipe não poderia voltar a vacilar como aconteceu com o Santos - o time vencia por 2 a 0 quando levou um gol do Peixe, nos minutos finais da partida. Scolari não quer que falhas como no clássico se repitam ao longo da competição.

- A chegada do Felipão faz diferença. Sempre que chega um técnico novo no time, jogadores que estavam largados, sem chances, querem dar um pouco mais. Quando o técnico muda o time ganha um gás novo. E precisamos manter isso agora. Ficou provado contra o Santos que temos capacidade para seguirmos firmes na competição - comentou o goleiro Deola.

Já o Avaí está motivado justamente por uma vitória fora de casa. Na quarta, o time bateu o São Paulo por 2 a 1, no Morumbi. O time catarinense está a apenas um ponto de diferença do rival paulista - 12 a 11.

Marcos novamente fora

O goleiro Marcos será novamente a baixa na equipe palmeirense. Recuperando-se de uma artroscopia no joelho esquerdo, o arqueiro vai passar mais alguns dias treinando e só volta a jogar na quinta-feira, quando o Alviverde encara o Botafogo, no Pacaembu.

- O Marcos tem evoluído da lesão, mas optamos por deixá-lo de fora e vamos trabalhar a recuperação dele para a próxima rodada- disse o médico Rubens Sampaio.

Com isso, Deola ganhará mais uma oportunidade na meta alviverde. O goleiro já havia sido titular na vitória santista por 2 a 1, no meio da semana. Formado nas categorias de base do Alviverde, o arqueiro quer aproveitar a chance para se firmar como principal reserva de Marcos.

- Há tempos atrás optei por sair do Palmeiras por não ter espaço. O time tinha muitos goleiros e eu acabava não tendo oportunidade de jogar e sentia que precisava de ritmo. Acho que para mim foi bom, pois sempre deixei uma boa impressão nos outros clubes. E agora essa experiência está me ajudando a não sentir o peso dos jogos - disse Deola, que já atuou no Juventus, Barueri e Sertãozinho.

O zagueiro Danilo não poderá atuar também, pois cumpre suspensão imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Na última semana, o Tribunal negou o pedido do atleta de recurso sobre o caso de racismo envolvendo o zagueiro Manoel, do Atlético-PR.


Em compensação, o volante Pierre irá retornar ao time depois de se recuperar de dores na sola do pé. O lateral-esquerdo Armero, que não foi negociado com o futebol europeu, também foi relacionado.

Avaí motivado


O Avaí ganhou confiança para o confronto deste domingo após derrotar outra equipe paulista, o São Paulo, em pleno Morumbi, na última quarta-feira. O técnico Antônio Lopes gostou do que viu em campo e decidiu manter a mesma escalação para o confronto deste domingo, com os ex-titulares Zé Carlos, Émerson Nunes e Rafael e os medalhões Sávio e Vandinho no banco de reservas.

Isso porque o atacante Roberto está em alta na Ressacada. O jogador se firmou na equipe titular desde a estreia no Brasileirão e é o artilheiro do time na temporada, com 13 gols, sendo quatro no campeonato. Contra o Verdão, Roberto prevê, entretanto, mais dificuldades do que contra o Tricolor paulista.

- A gente sabe que vai ser um jogo muito difícil aqui dentro de casa contra o Palmeiras. Acho que devemos ter a mesma ou mais atenção na marcação, e quando tiver oportunidade, temos que fazer, porque, quando eles têm uma, duas oportunidades, eles fazem. Então, quando tivermos a oportunidade, temos que fazer os gols - disse o atacante avaiano.

AVAÍ X PALMEIRAS
Renan; Patric, Emerson, Gabriel e Eltinho; Marcinho Guerreiro, Rudnei, Rivaldo e Caio; Robinho e Roberto.
Deola, Vitor, Léo, Maurício Ramos e Gabriel Silva (Armero); Edinho, Márcio Araújo,
Pierre (Marcos Assunção) e Lincoln ; Ewerthon e Kleber.
Técnico: Antônio Lopes. Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Local: Ressacada, em Florianópolis (SC). Horário: 16h (Brasília). Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (RS). Auxiliares: Paulo Ricardo Silva Conceição e Júlio Cesar Rodrigues Santos (ambos RS).

domingo, 17 de janeiro de 2010

Timão para no Monte Azul e só empata


O novato e ainda desconhecido Monte Azul não se intimidou com o atual campeão Corinthians e arrancou um empate por 1 a 1 na tarde deste domingo, no estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, pela primeira rodada do Campeonato Paulista. O Timão saiu na frente com Iarley, mas logo em seguida o ex-corintiano Rafael Fefo empatou.

De positivo no clube do Parque São Jorge, a estreia do atacante Iarley. Além de ter anotado o gol da equipe, o jogador foi o protagonista das principais jogadas de ataque do Corinthians. Tcheco também estreou com a camisa alvinegra, mas não teve bom desempenho. Apagado, ele foi substituído por Edno no fim do segundo tempo.

A igualdade deste domingo deixa cada uma das equipes com um ponto na tabela de classificação do Estadual. Na próxima rodada, o Corinthians recebe o Bragantino, na quarta-feira, às 21h50m, no estádio do Pacaembu. A partida deve marcar a estreia do lateral-esquerdo Roberto Carlos. Já o Monte Azul visita o Oeste, às 19h30m.



Estreante, Iarley se destaca

A primeira oportunidade do jogo foi criada pelo Monte Azul. Logo de cara. A 1 minuto de jogo, após cobrança de escanteio de Luciano Sorriso, Ávalos arriscou da marca do pênalti e mandou à direita do goleiro Felipe. Depois do susto, o Corinthians dominou a posse de bola e controlou bem o meio campo. Mas não conseguia criar chances de gol.

Porém, quando uma oportunidade surgiu, o Timão foi eficiente. Aos 15 minutos, Souza recebeu passe de Tcheco na direita, se livrou de um marcador e cruzou. O goleiro Tiago Cardoso vacilou e a bola chegou à cabeça de Iarley, que, de cabeça, abriu o marcador. Só que o Monte Azul acordou com o gol sofrido.

Não à toa a equipe do interior chegou ao empate três minutos depois. Luciano Sorriso cobrou escanteio da direita, Felipe saiu mal e a bola sobrou para Rafael Fefo. Ele chutou, assim como Borebi, que estava em posição de impedimento, e a bola foi para o fundo do gol. Salvio Spinola Fagundes Filho deu o gol para Fefo.

Com o gol, o time do interior equilibrou a partida. Mas o Corinthians não amoleceu. Foi para o ataque e quase chegou ao segundo aos 25. Morais ganhou da zaga adversária e cruzou para Souza bater prensado com a zaga. Aos 29, Jucilei cruzou da direita para Iarley. O atacante subiu mais do que os marcadores e cabeceou com perigo.

Aos 34 minutos, Morais fez mais uma boa jogada pela esquerda e rolou para o meio da área. Só que Souza estava longe demais e não conseguiu chegar. A torcida, no entanto, não perdoou e começou a fazer coro por Dentinho. Enquanto isso, o Monte Azul foi para cima e quase chegou ao segundo com Borebi, aos 39, e Fefo, aos 43. O goleiro Felipe, mostrando bastante reflexo, defendeu as duas.



Domínio ineficiente

A torcida pediu Dentinho, e Mano atendeu. Mas o atacante não entrou no lugar de Souza, e sim de Morais, que teve um primeiro tempo apagado. Com a nova formação, o Corinthians parecia mais ofensivo. E prova disso foi a jogada de Iarley no primeiro minuto. Ele gingou na frente da zaga e cruzou para Souza cabecear para fora.

Melhor em campo pelo Corinthians, Iarley parecia mais à vontade no esquema com três atacantes. Aos 6 minutos, ele fez ótima jogada individual no meio e arriscou de fora da área. Tiago Cardoso caiu para fazer a defesa no canto direito. Aos 14 foi a vez de Tcheco arriscar de longe, mas o meia pegou mal na bola e facilitou para o goleiro.

Aos 19, Mano sacou Marcelo Mattos e colocou Boquita, em uma tentativa de dar mais dinâmica ao time. E logo aos 20, ele apareceu bem. Após passe curto de Dentinho, bateu forte de longe e obrigou o Tiago Cardoso a boa defesa. Aos 22, Escudero lançou Iarley na esquerda. O atacante driblou o goleiro e chutou na rede pelo lado de fora.

Embora o Corinthians estivesse melhor em campo, o Monte Azul encontrou espaço para pressionar um pouco o adversário. Aos 30 minutos, depois de rebatida de Alessandro, Borebi chutou rasteiro. Felipe, bem colocado, se esticou para defender. Aos 35, Iarley teve ótima chance de marcar para o Timão. Mas o goleiro salvou.



Aos 37, Edno entrou no lugar de Tcheco. E em sua primeira chance, o meia-atacante quase marcou. Ele deixou um zagueiro para trás e bateu de esquerda, raspando a trave. Edno ainda teve outra chance aos 41, mas Tiago Cardoso pegou. A pressão alvinegra, então, parou por aí e o placar terminou mesmo no 1 a 1.


FICHA TÉCNICA




MONTE AZUL 1 X 1 CORINTHIANS

ESCALAÇÃO DO MONTE AZUL: Tiago Cardoso; Dedê, Ávalos, Mauro e Ferrari; Franciscatti, Rafael Fefo, Luciano Sorriso e Marcelo (Rafael Ueta); Borebi e Edmilson (Ray).

ESCALAÇÃO DO CORINTHIANS: Felipe; Alessandro, Chicão, William e Escudero; Marcelo Mattos (Boquita), Jucilei, Tcheco (Edno) e Morais (Morais); Iarley e Souza.
Técnico: Édison Só Técnico: Mano Menezes
Gols: Iarley, aos 15, Rafael Fefo, aos 18 minutos do primeiro tempo;
Cartões amarelos: Mauro (M); Souza, William (C)
Público: 25.294 pagantes / Renda: R$ 908.230,00
Estádio: Santa Cruz, em Ribeirão Preto. Data: 17/1/2010. Árbitro: Salvio Spinola Fagundes Filho. Auxiliares: Eliza Barbosa e Daniel P. Ziolli.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Na cabeça de Angelim, Flamengo encontra o alívio e conquista o hexa


Ronaldo Angelim costuma dizer que sua maior vaidade é assistir ao Flamengo vencer. Neste domingo, certamente está se sentindo vaidoso como nunca. E graças a uma cabeçada certeira dele. Com sofrimento e dificuldade até o fim, o Rubro-Negro venceu o Grêmio por 2 a 1, no Maracanã, e conquistou o Campeonato Brasileiro pela sexta vez.

Mas para acabar com o jejum de 17 anos sem conquista, o time e a torcida sofreram. Foram 90 minutos de agonia, sem jogar bem, mas que entraram para a história. Pressionado pela própria torcida para entregar e não ajudar o rival Inter, o Tricolor gaúcho entrou em campo com apenas três titulares. E não aliviou. Abriu o placar e tentou o empate até o fim.

Em tarde de Maracanã lotado, com quase 85 mil presentes, Adriano e Petkovic não brilharam. Nem a torcida. A aflição e a carência do título foram preponderantes para o estádio ficar calado, com os nervos à flor da pele, durante a maior parte do tempo. Euforia só nos gols de David e Ronaldo Angelim, que garantiram a conquista marcada pela reação de uma equipe que pulou da 14ª posição para a primeira. E o técnico Andrade, que assumiu como interino após a queda de Cuca na 14ª rodada antes de ser efetivado como comandante, foi o grande maestro deste feito. O Fla fechou o torneio com 67 pontos, dois a mais do que o vice Inter. O Tricolor gaúcho fecha o ano em oitavo, com 55.

Sem essa de entregar

A festa começou, curiosamente, com uma música “copiada” do principal concorrente ao título. No ritmo de “Brasília Amarela”, a torcida do Flamengo saudou a entrada do time em campo. A proximidade do título e o Maracanã superlotado levaram muitos torcedores às lágrimas. Mas, ao contrário do que diz a letra do cântico, a festa não começou.

Quando a bola rolou, o time e a torcida demoraram a acordar. Apesar de dizimado por desfalques e dos gritos de “entrega” vindos das arquibancadas do Fla, o Grêmio começou a partida ligado na tomada.

Aos dois minutos, Túlio, que textualmente afirmou “odiar” o Flamengo quando jogava no Botafogo, arriscou de fora da área e levou perigo ao gol de Bruno.

Estranhamente apático nos dez minutos iniciais, o time mandante só saiu do cerco gremista aos 12. Aírton fez lindo lançamento de trivela. Adriano ajeitou para a perna esquerda, mas foi bloqueado. A bola sobrou novamente no pé bom do atacante após cobrança de escanteio. Desta vez, a finalização saiu por cima do travessão.

Parecia o início da pressão rubro-negra. Mas não passou disso. A torcida continuou muda. E o Grêmio sentiu-se senhor da situação. Após cobrança de escanteio, aos 21, Roberson se antecipou à zaga na primeira trave e abriu o placar. Curiosamente, os poucos tricolores gaúchos presentes no Maracanã não comemoraram.

Aflição e ansiedade se confundiam entre os flamenguistas. Principalmente porque o Inter abriu o placar contra o Santo André. Pet cobrou escanteio da direita e, em uma bola quase perdida na área, Adriano dividiu com a zaga e, na sobra, David bateu de primeira no canto direito, aos 29 minutos. Mais do que o empate, saía o alívio momentâneo. A torcida, enfim, mostrou força.

Mas o time prosseguiu rateando. Zé Roberto, muito mal no jogo, perdeu chance clara aos 35. Já nos acréscimos, Adriano bateu falta lateral com força e Marcelo Grohe espalmou.

Ronaldo Angelim, o Magro de Aço, entra para a história

No intervalo, Andrade criticou a atuação do Flamengo e pediu mais iniciativa e dedicação.

- Parece que o Grêmio é que veio aqui disputar o título. Tem que ter atitude.

Os jogadores armaram uma corrente no meio-campo e a torcida despertou. Só que a primeira chance foi do Grêmio. Douglas Costa, aos dois minutos, quase acertou o ângulo esquerdo em cobrança de falta.

Aos três, Petkovic cobrou escanteio da direita, Adriano subiu sozinho na entrada da pequena área, cabeceou para o chão, mas mandou para fora. Em outra bola cabeceada, desta vez por Aírton, Marcelo Grohe voou e salvou o Grêmio, aos sete.

Léo Moura e Willians, ambos aos 11, estiveram perto de virar o placar. Àquela altura, o Grêmio só se defendia. E o Flamengo errava. Erros bobos, que evidenciaram a tensão permanente.

Andrade pôs Everton. Mas Pet continuou errando. Juan lançou Adriano aos 23. Era a chance de o Imperador fazer o gol do título. Olhou, tentou a cavadinha, mas Marcelo Grohe fez uma defesa espetacular.

Se os astros do time não colaboraram, coube novamente a um zagueiro salvar, aos 24 minutos. Petkovic bateu escanteio da esquerda, Ronaldo Angelim subiu no meio da área e testou no canto esquerdo: 2 a 1.

O gol não pôs fim ao jogo. Aos 32, Lucio cobrou falta de longe, a bola quicou e Bruno espalmou. Livre na pequena área, Maylson chutou para fora. Adriano recebeu ótima bola aos 40, mas se enrolou e Marcelo Grohe salvou.

O apito final seguido pela explosão de alegria no Maracanã só veio após três minutos de acréscimos e pressão gremista, com direito ao goleiro Bruno passeando pela área com a bola nos pés para fazer o tempo passar.

Inter vence e sente o gosto do título, mas fica com o vice do Brasileirão


Foi mais de uma hora de tensão, de unhas roídas, de lágrimas quase saltando dos olhos, de esperança cada vez mais forte. Mas não deu. O Inter venceu o Santo André por 4 a 1 na tarde deste domingo, no Beira-Rio, e sentiu o gosto do título enquanto o Grêmio segurou o Flamengo no Maracanã. O problema para os colorados é que o Rubro-Negro virou o jogo no Rio de Janeiro para 2 a 1 e. O clube carioca é o campeão do Brasileirão. O Ramalhão, com a derrota, está rebaixado.

Assim, o Inter acumula o terceiro vice-campeonato do ano e mantém o jejum de três décadas sem o principal título nacional. A temporada do centenário termina com as conquistas do Gauchão e da Copa Suruga e com o 'quase' na Copa do Brasil, na Recopa e no Brasileiro. O consolo é a determinação mostrada pelo time vermelho, que venceu os últimos quatro jogos no Nacional. No ano que vem, a equipe volta à Libertadores da América, competição que não disputou este ano.

Na despedida do técnico Mário Sérgio, o Inter não teve grandes problemas para fazer 4 a 1 no Santo André. Alecsandro, Índio, Andrezinho e Giuliano fizeram os gols colorados. Nunes descontou.

Tensão e esperança: Inter fecha primeiro tempo com o título

Maracanã, 21 minutos do primeiro tempo: gol de Roberson! Beira-Rio entra em ebulição com a ajuda do Grêmio. A cena beira o absurdo. Colorados comemoram um gol gremista. Uma camisa tricolor é balançada freneticamente nas arquibancadas da casa dos colorados. Segundos depois, Kleber cruza, Alecsandro (impedido) completa. Gol do Inter! Incrível: em menos de um minuto, o milagre ganhou forma. Naquele instante, o Colorado estava sendo campeão brasileiro.

A desconfiança virou esperança em Porto Alegre. No Maracanã, o Grêmio mostrava vontade, atacava, dava sinais de que a conversa de entregar o jogo jamais passou de lorota. No Beira-Rio, o Inter controlava a tensão, dominava a partida, diminuía o montante de erros conforme o tempo passava. Era um jogo duplo: metade em Porto Alegre, metade no Rio de Janeiro.

O Beira-Rio viveu momentos de absoluto delírio. E aí saiu o gol de empate do Flamengo no Maracanã para deixar os colorados apreensivos. O silêncio durou até Kleber cruzar da esquerda, Taison desviar de cabeça, e Índio completar para o gol. Eram 33 minutos. Com o 2 a 0, o Inter garantia sua parte. Restava a ajuda do Grêmio.

Foi um primeiro tempo para resumir aquele que talvez tenha sido o dia mais estranho que o futebol gaúcho já viveu, com colorados torcendo mais pelo Grêmio do que os gremistas. O Inter começou atrapalhado, com problemas na retaguarda. A defesa comeu mosca, quase foi vazada. O Santo André ameaçou e foi ameaçado. Taison quase fez duas vezes. E aí pintou o gol do Grêmio. E o gol do Inter. E o do Flamengo. E mais um do Inter. A loucura do futebol, as atlernativas que só o futebol permitem, foi sintetizada em pouco mais de 45 minutos. Quando terminou o primeiro tempo, o Inter estava sendo campeão brasileiro.

Gols e decepção no segundo tempo

A segunda etapa, para os colorados presentes no Beira-Rio, foi mais de ouvidos no rádio do que de olhos no campo. O jogo do Maracanã interessava mais. E de lá veio a decepção. Ronaldo Angelim virou o jogo para o Flamengo sobre o Grêmio aos 24 minutos. A dor bateu forte nos colorados, que silenciaram por alguns minutos no Gigante. O título estava perdido.

Restou jogar bola, torcer por uma ajuda do maior rival e terminar o Brasileirão da melhor maneira possível. Andrezinho, de falta, fez o terceiro gol. A cobrança foi uma obra-prima. Aos 22 minutos, ele colocou a bola no ângulo direito do goleiro Júlio César. Giuliano, de cabeça, ainda fez o quarto aos 38. Nunes, de pênalti, descontou aos 40.

A torcida comemorou os gols vermelhos porque tinha que comemorar. Festa mesmo, só se do Maracanã viesse um gol do Grêmio. Mas não veio. E o Inter teve que aceitar a realidade do vice-campeonato. Realidade dura para um time que foi campeão brasileiro por mais de uma hora...


Com show de Washington, São Paulo bate Sport e está na Libertadores


O tão esperado milagre não aconteceu e o São Paulo, que sonhava com o heptacampeonato nacional, terminou sua participação no Campeonato Brasileiro de 2009 com uma vaga assegurada na Taça Libertadores da América do ano que vem. Com belo futebol no segundo tempo e ótima atuação de Washington, a equipe comandado por Ricardo Gomes goleou o já rebaixado Sport por 4 a 0, em partida realizada no estádio do Morumbi.



Primeiro tempo equilibrado

Precisando de uma complexa combinação de resultados, o São Paulo tomou a iniciativa e armou uma blitz no início da partida. Com marcação forte na saída de bola adversária, a estratégia era marcar um gol com rapidez para depois procurar o placar necessário. Só que o time do Morumbi não esperava encontrar um Sport bem colocado em campo

O time pernambucano, já rebaixado, postou seu time no 3-5-2, mas com peças excessivamente recuadas. Na marcação, eram até sete jogadores, o que dificultava as coisas para o Tricolor, que insistia nas tabelas pelo meio. A primeira chance de gol veio aos 11, quando Hernanes bateu falta e Magrão espalmou. No lance seguinte, após tabela entre Dagoberto e Hernanes, a bola sobrou para Washington, que foi travado na hora do chute.

Para complicar ainda mais para o Tricolor, o Sport, timidamente, começou a sair para o ataque. Inteligentemente, o técnico Levi Gomes pediu para o time explorar as costas dos dois alas são-paulinos. Tanto Jean, quanto Jorge Wagner, subiam muito para o ataque e não voltavam para compor a marcação com a mesma rapidez. Com isso, Renato Silva, pela direita, e Miranda, pela esquerda, eram obrigados a fazer o combate na intermediária.

O Sport deu dois sustos consecutivos ao torcedor são-paulino presente ao Morumbi. Aos 21, Fininho cobrou escanteio pela esquerda e a bola sobrou para Durval que, de pé esquerdo, bateu de primeira, no canto esquerdo de Rogério Ceni, que mostrou reflexo e fez grande defesa. Dois minutos depois, foi a vez de Wilson descer pela esquerda e cruzar na medida para Fabiano que, livre de marcação, cabeceou por cima do gol de Rogério Ceni, perdendo uma grande oportunidade. Logo depois, o placar eletrônico do Morumbi anunciou o gol do Grêmio no Maracanã, contra o Flamengo, e o torcedor são-paulino comemorou como se fosse um gol.

Essa euforia deu novo combustível ao confuso São Paulo, que só voltou a chegar com perigo ao ataque aos 29, quando Jorge Wagner recebeu de Dagoberto dentro da área e disparou uma bomba de pé esquerdo. Magrão trabalhou pela primeira vez na partida. Três minutos depois, Hernanes cobrou falta pela esquerda, a bola atravessou toda a área e foi no canto direito do goleiro do Sport, que conseguiu se esticar e fez um milagre para evitar o gol.

Aos 32, as coisas se complicaram para o Sport. O lateral-direito Moacir, que já tinha cartão amarelo, fez nova falta e acabou expulso. Com um homem a mais em campo, o Tricolor não precisou mais do que três minutos para abrir o marcador. Aos 35, Dagoberto tabelou com Washington, que devolveu para o camisa 25 dentro da área. Ele foi travado pela marcação pernambucana e a bola sobrou limpa para Washington que, de pé direito, bateu no canto esquerdo de Magrão, marcando o seu 14º gol no Campeonato Brasileiro. Festa no Morumbi.

O que certamente se transformaria em uma partida tranquila para o São Paulo se complicou aos 39. Após passe errado de Hugo no meio-campo, Renato Silva cometeu uma falta no meio-campo e, como já tinha cartão amarelo, foi bem expulso pelo juiz Sandro Meira Ricci. Nos minutos finais, o Sport voltou a pressionar, mas a defesa do Tricolor conseguiu evitar o empate.

Ceni marca logo no começo do segundo tempo

Os dois times voltaram sem alterações para o recomeço da partida. Porém, com cinco minutos, o técnico Ricardo Gomes foi obrigado a queimar uma mudança, já que André Dias sentiu lesão muscular. Sem zagueiros de ofício no banco de reservas, o treinador preferiu improvisar o volante Zé Luis no setor.

Mesmo sabendo que o título ficava cada vez mais impossível, o Tricolor foi para o ataque para aumentar a sua vantagem. Aos 7, saiu o segundo gol. Dagoberto fez brilhante jogada individual, passou por três marcadores e, na entrada da área, acabou derrubado. Na cobrança, Rogério Ceni, de pé direito, bateu com muita categoria, no canto esquerdo de Magrão, que saltou e não alcançou.

Na sequência, o terceiro gol só não saiu porque Washington perdeu grande chance. Ele recebeu cruzamento rasteiro de Jean e, cara a cara com Magrão, chutou por cima do gol.

Mas havia tempo para o atacante se redimir. E foi em grande estilo. Aos 20, Dagoberto arrancou pelo meio, foi para a esquerda e tocou para Hugo na direita. O meia fez lançamento primoroso na área para Washington que, matou no peito, girou e bateu de primeira, no canto direito de Magrão. Um golaço. Rapidamente, o camisa 9 foi abraçado pelos companheiros e ovacionado pelos mais de 30 mil presentes ao Morumbi.

Depois, foi só esperar o tempo passar. Mas Washington ainda resolveu ir para as redes mais uma vez. Aos 44, ele aproveitou toque de Junior Cesar, que dividiu com Magrão e só empurrou para as redes: 4 a 0. Na sequência, o juiz Sandro Meira Ricci apitou o final da partida e os jogadores, todos juntos no gramado, agradeceram o apoio dos torcedores que, de pé, cantaram o hino e aplaudiram muito.

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