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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Contratação de Schumacher gera revolta entre funcionários da Mercedes


O comitê de funcionários da Mercedes (grupo Daimler) manifestou indignação com o contrato que a nova escuderia de Fórmula 1, com o nome da montadora, assinou com o piloto alemão Michael Schumacher. Segundo a imprensa alemã, o piloto sete vezes campeão mundial receberá sete milhões de euros anuais (cerca de R$17 milhões) por três temporadas, depois de três anos de aposentadoria.



- Para as pessoas é difícil digerir e para muitos colegas é inimaginável. Os trabalhadores haviam entendido que a Mercedes abandonara o mercado da Fórmula 1 - declarou Uwe Werner, diretor do comitê de funcionários da fábrica da Mercedes em Bremen, noroeste da Alemanha, ao jornal "Frankfurter Rundschau".



A Daimler decidiu no início do mês transferir parte da produção do modelo Classe C para os Estados Unidos para reduzir custos. A contratação de Schumi, então, acabou gerando uma série de reclamações entre os membros da montadora.

- Nos vendem isto como um investimento de longo prazo – afirmou Werner.



Norbert Haug, diretor da divisão esportiva da Mercedes, disse que o retorno com a contratação de Schumacher é garantido.



- Tudo isto aumentará a venda de veículos e vai atrair a atenção de muitas pessoas para a qualidade da estrela, símbolo da empresa. Sabemos muito bem onde investimos nosso dinheiro - disse ao canal público ZDF.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Ele está de volta Mercedes-Benz anuncia o retorno de Michael Schumacher à Fórmula 1 em 2010


O GP do Brasil, no dia 22 de outubro de 2006, tinha marcado o fim da carreira de um mito do automobilismo. Com o terceiro lugar em Interlagos e o vice-campeonato mundial, atrás de Fernando Alonso, Michael Schumacher se aposentava da Fórmula 1 após 16 temporadas, 250 GPs, sete títulos e 91 vitórias. Mas tudo isso mudou nesta quinta-feira, 23 de dezembro de 2009. A Mercedes anunciou na Alemanha o retorno do heptacampeão, aos 41 anos, à Fórmula 1.



- Após três anos, tenho a energia de volta e estou pronto para coisas sérias na categoria. O pescoço não estava bem no verão, mas tive o tempo para recuperá-lo completamente. Não tenho mais problemas no pescoço, está 100% - diz Schumi, em entrevista coletiva na Alemanha.

Michael Schumacher será piloto da Mercedes, equipe que surgiu após a compra da vitoriosa Brawn GP, por três temporadas e receberá R$ 17,8 milhões (€ 7 milhões). O veterano correrá ao lado do compatriota Nico Rosberg, que vive um momento diametralmente oposto na categoria. Enquanto o heptacampeão precisará lutar para continuar no topo do esporte, o jovem alemão ainda busca a afirmação na F-1. Após três temporadas na Williams, ele recebeu a chance de estar em um time de ponta.



O alemão tentou um retorno na temporada 2009, após o grave acidente de Felipe Massa no treino classificatório para o GP da Hungria, no dia 25 de julho. O brasileiro precisava de um substituto e a Ferrari recorreu ao heptacampeão, que aceitou o desafio. Contudo, após um teste com o F2007, carro de dois anos atrás, Schumi foi forçado a desistir da empreitada, por causa das lesões no pescoço ocasionadas por um acidente de moto no circuito de Cartagena, na Espanha, em 11 de fevereiro deste ano.

Com a contratação de Fernando Alonso pela Ferrari, a presença de Schumacher ficou inviabilizada no dia a dia da equipe na temporada 2010. O alemão renovou informalmente seu contrato de embaixador da marca, mas Luca di Montezemolo, presidente da fabricante italiana, liberou o heptacampeão do compromisso para que ele pudesse assinar pela Mercedes. Ele voltará a ser chefiado pelo amigo Ross Brawn, engenheiro-chefe da Ferrari na época mais vitoriosa de Schumi. O contrato foi assinado no início desta semana.

O retorno de Schumacher à Fórmula 1 pode servir também para o piloto pagar uma dívida de gratidão com a montadora alemã. A Mercedes-Benz bancou todo o seu início de carreira e o liberou do contrato de titular do time no Mundial de Protótipos por apenas US$ 300 mil em 1991. Com o acordo, ele pôde assumir a vaga de Bertrand Gachot na Jordan, após a prisão do belga, no GP da Bélgica daquele ano, em Spa-Francorchamps. Na prova seguinte, na Itália, o então novato foi contratado pela Benetton de Flavio Briatore para a vaga de Roberto Moreno.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Schumacher fecha com a Mercedes e volta à Fórmula 1, diz jornal alemão


Após muita negociação, o piloto alemão Michael Schumacher fechou acordo com a equipe Mercedes e vai voltar à Fórmula 1 na temporada 2010. A informação sobre o fim da novela foi divulgada nesta terça-feira pelo site do jornal alemão “Bild”, que revela detalhes sobre o planejamento do heptacampeão mundial para o retorno às pistas, aos 40 anos, como companheiro de equipe do também alemão Nico Rosberg.

Segundo o “Bild”, Schumacher já foi liberado de seu cargo de consultor da Ferrari. Os últimos detalhes do contrato com a Mercedes estão sendo discutidos com o chefe da equipe, Ross Brawn. O salário ainda não foi fechado – especula-se que possa chegar a 7 milhões de euros. Por enquanto, o campeão prefere se concentrar em discussões sobre as características do carro e os nomes dos engenheiros que estarão na equipe.

Antes de voltar a pilotar, o alemão vai se submeter a um exame médico completo. O preparador físico Johannes Peil já vem fazendo um tratamento intensivo com o piloto devido às lesões no pescoço e na cabeça que ele sofreu num acidente de moto em fevereiro.

Os testes oficiais da temporada 2010 da F-1 começam em fevereiro, e até lá os novos carros não podem ir para a pista. A Mercedes, no entanto, planeja agendar testes especiais para Schumi antes disso, com modelos de anos anteriores.

A primeira corrida da temporada será no Bahrein, no dia 14 de março. Schumacher voltaria a correr em casa em 25 de julho, no circuito de Hockenheim, na Alemanha.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Button recebe o troféu de campeão da F-1 em cerimônia da FIA.


Campeão da atual temporada de Fórmula 1 leva a namorada para tradicional festa de gala que a Federação realiza anualmente em Mônaco.


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Mercedes confirma contratação de Nico Rosberg como um dos pilotos em 2010


A Mercedes confirmou nesta segunda-feira, no site oficial da antiga Brawn GP, a contratação de Nico Rosberg para a temporada 2010 da Fórmula 1. O jovem piloto alemão, que defendia a Williams, ainda não conhece seu companheiro de escuderia.

- Estou muito feliz por fazer parte do retorno das Flechas de Prata em 2010 como piloto da Mercedes. Nenhuma outra marca na Fórmula 1 tem uma tradição tão longa e bem sucedida no automobilismo. Tenho muito orgulho de poder pilotar para a nova equipe Mercedes novos e de trabalhar com Ross Brawn. Estou mais motivado do que nunca, e mal posso esperar para começar os testes e pela primeira corrida da nova temporada no Bahrein, no dia 14 de março - disse Rosberg.

Ross Brawn, o diretor da equipe, acredita que o filho do campeão mundial Keke Rosberg, com quem teve oportunidade de trabalhar, poderá dar uma boa contribuição para a escuderia.

- Estamos muito felizes em recebê-lo em nossa equipe. Nico é um grande talento, e com quatro anos de experiência na Fórmula 1, será capaz de dar uma contribuição valiosa para o time desde o início. Eu tive o prazer de trabalhar com Keke, durante sua carreira, e é ótimo ver Nico seguir seus passos. A temporada de 2009 foi dele na categoria até agora e estamos ansiosos para ver o seu desenvolvimento continuar conosco na Mercedes.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Schumacher pode correr pela Mercedes na temporada 2010, diz Eddie Jordan


Depois de quatro anos e uma tentativa frustrada de substituir Felipe Massa na Ferrari, Michael Schumacher pode voltar à Fórmula 1. Segundo o ex-chefe do alemão, Eddie Jordan, o heptacampeão mundial foi procurado pela Mercedes para pilotar o carro da nova equipe em 2010.


- Isso está sendo negociado e acredito que irá acontecer. Começou com uma reunião entre Schumacher, Ross Brawn e o chefe-executivo da Daimler, Dieter Zetsche, no GP de Abu Dhabi – disse o dirigente à rede de TV britânica, "BBC".


De acordo com Jordan, o plano da Mercedes seria dar a vaga para Schumacher, enquanto Sebastian Vettel ainda estivesse preso no contrato com a Red Bull, ou seja, pelo período de apenas um ano. Caso a contratação aconteça, o heptacampeão se reunirá novamente com Brawn, com quem conquistou todos os seus sete títulos na F-1.


Questionada sobre a possibilidade do retorno de Schumacher à categoria, a assessora do ex-piloto, Sabine Kehm, ficou em cima do muro.


- É muito improvável, mas nunca diga nunca – afirmou Kehm à Rádio BBC.



Contrato com a Ferrari pode ser anulado

Há dois empecilhos: as condições físicas do piloto de 40 anos, que o impediram de substituir Felipe Massa na Ferrari, quando o brasileiro sofreu um grave acidente no treino classificatório do GP da Hungria. No entanto, Kehm afirma que a lesão no pescoço do alemão estará totalmente curada no fim do ano.


O segundo problema para a transferência seria o contrato ainda vigente do ex-piloto como consultor da Ferrari. Porém, Jordan acredita que isso já está sendo resolvido.


- Sei que ele estava marcado para encontrar com o presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, para negociar a sua liberação. Acredito que isso esteja sendo planejado agora. Também acho que Ross e Michael estão conversando nos últimos dias e ele gostou da ideia de ser dirigido por Brawn novamente. É de dar água na boca. Ele ficou muito decepcionado por não ter podido substituir Massa porque quer correr de novo. É um sonho para as duas partes – disse Jordan.


Segundo o jornal espanhol “As”, o contrato de Schumacher com a Ferrari foi modificado nos últimos dias. Antes consultor da equipe em geral, agora o alemão está ligado apenas a pilotos de testes.


A história entre Schumacher e a Mercedes é antiga. O piloto dirigiu carros da equipe em outras categorias e ela foi a responsável por levá-lo à Fórmula 1, pagando a Jordan para promover sua estreia em 1991.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Kimi Raikkonen acerta com a Mercedes


A Mercedes acertou com o finlandês Kimi Raikkonen para a temporada 2010 da Fórmula 1. A revelação foi feita pelo jornalista Lito Cavalcanti, do SporTV, na tarde desta quarta-feira.

O acordo foi fechado no mesmo dia em que Jenson Button confirmou que não ficaria na equipe da montadora alemã, que comprou a Brawn GP e mudou o nome do time. O atual campeão do Mundial de Pilotos foi anunciado oficialmente como piloto da McLaren em 2010 também nesta quarta-feira.

A contratação de Raikkonen, campeão da F-1 em 2007, põe fim aos rumores de que o finlandês não pilotaria na categoria mais importante do automobilismo em 2010. Nesta quarta, seu empresário disse ao jornal britânico "The Independent" que Raikkonen, frustrado por não acertar com a McLaren, tiraria férias da Fórmula 1 .

O finlandês, assim, voltará a pilotar um carro impulsionado pelos motores da fábrica alemã. Em sua passagem pela McLaren, de 2002 a 2006, a equipe britânica usava propulsores da Mercedes.


McLaren confirma acerto com Button

A McLaren confirmou nesta quarta-feira, em Woking, a contratação de Jenson Button pelas próximas três temporadas. O atual dono do título da Fórmula 1 deixará a Brawn GP para assumir um lugar ao lado de Lewis Hamilton na equipe inglesa. Será a primeira vez na história da categoria que um time terá uma dupla formada pelos dois últimos campeões do mundo.

A dupla Button-Hamilton será a primeira com dois britânicos campeões do mundo desde Graham Hill (1962 e 1968) e Jim Clark (1963 e 1965) na Lotus em 1968. Para Button, a ida para a McLaren é a realização de um sonho de infância.

- Sempre é uma decisão difícil deixar uma equipe em que você esteve por tanto tempo. Mas a vida é feita por desafios e, o mais importante de tudo, desafiar você mesmo. Mesmo com o título de 2009 com a Brawn GP, que nunca vou esquecer, sempre disse que continuaria a procurar novos desafios. Por isso, decidi aceitar a proposta da McLaren. Não dá para não ser impactado pela grande história do time. Sou fã da equipe desde pequeno e é um sentimento inacreditável finalmente fazer parte dela - diz Button, por meio da assessoria da McLaren.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

FOTO: Mercedes faz uma simulação das 'flechas de prata' para a temporada 2010


Em uma montagem publicada no site oficial da Mercedes, a montadora alemã faz uma simulação da pintura do carro da Brawn GP para a próxima temporada. A Mercedes anunciou hoje a compra da equipe inglesa que passará a se chamar Mercedes GP. A foto foi tirada no GP da Alemanha deste ano, em Nürburgring, na penúltima curva do circuito.

Felipe Massa faz primeiros treinos livres para as 500 milhas da Granja Viana


Felipe Massa iniciou nesta segunda-feira os treinos para a 13ª edição das 500 Milhas da Granja Viana. O piloto da Ferrari foi o principal destaque na abertura dos treinos livres, no kartódromo de Cotia. Os pilotos confirmados até agora na equipe de Massa são Lucas Di Grassi e Popó Bueno.

Não há pressa. Ainda temos algum tempo até a semana da corrida – disse Massa.



Massa chegou à Granja Viana pouco depois do início dos ensaios, já no final da tarde, e na companhia de Popó. No domingo, ele havia participado do Ferrari World Finals, realizado em Valência (Espanha). Ele cumprimentou os integrantes da equipe dirigida pelo preparador Renato Marlia, vestiu o macacão vermelho da escuderia italiana e entrou na pista para algumas voltas iniciais.

- A pista está muito ruim. Hoje, a ideia é apenas que os pilotos andem um pouco para pegar a mão do equipamento - afirmou Marlia.


Lucas Di Grassi também entrou na pista nesta segunda. O piloto vive a expectativa de ser contratado por alguma equipe da Fórmula 1 para 2010.

- Acho que seria importante para o Brasil contar com quatro pilotos na categoria. Minhas chances na Manor são boas. Espero que tenhamos novidades nas próximas semanas - afirmou Di Grassi, que é piloto reserva da Renault.

- Eles (Renault) têm algumas opções, e sou uma delas – completou.

Massa, Di Grassi e Popó terão a árdua missão de derrotar a equipe comandada por Rubens Barrichello, que, junto com Tony Kanaan, é o recordista de vitórias do evento: oito corridas em 12. Massa ganhou em 1997 e em 2002.

O piloto da Williams viajou no domingo para os Estados Unidos e os primeiros trabalhos com o kart 72 foram conduzidos por Renato Russo, incorporado á equipe em 2008. A presença de Russo no time é uma homenagem de Barrichello àquele a quem considera seu grande mestre no kart.

Os treinos na Granja Viana serão retomados somente na próxima segunda, novamente no horário das 17h05m às 22h30m.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Lotus é acusada de testar modelo parecido ao carro atual da Force India

A Force India alega que a Lotus, que voltará à Fórmula 1 em 2010, vem testando em túneis de vento um modelo muito parecido com o VJM-02, carro que a equipe indiana usou nas últimas provas da temporada 2009. A suspeita foi revelada pelo jornal suíço "Motorsport Aktuell".

O pivô da questão é Mike Gascoyne, atual técnico-chefe da Lotus, mas que já trabalhou com a Force India. A escuderia indiana costumava desenvolver seus modelos em um laboratório mantido pelas empresas Aerolab e Fondtech, mas deixou o local recentemente - rumores dão conta de que a Force India tem uma grande dívida com a italiana Aerolab.

Na saída da Force India, um modelo usado para testes no túnel de vento teria sido deixado no laboratório. Hoje, Gascoyne usa as mesmas instalações Aerolab/Fondtech para desenvolver o carro da Lotus.

- Se tanto, isso é um problema jurídico entre a Fondtech e a Force India - diz Gascoyne ao "Motorsport Aktuell".

Diretor da Renault assegura a permanência da equipe na Fórmula 1


O diretor-geral da Renault, Jean-François Caubet, garantiu a permanência da escuderia francesa na temporada 2010 da Fórmula 1. Após o anúncio da saída da Toyota, a Renault estava sendo apontada com a próxima a deixar a categoria.


- Já contratamos nossos pilotos (o polonês Robert Kubica e o francês Romain Grosjean), aprovamos nosso orçamento e estamos inscritos no Mundial. A temporada 2010 começou - afirmou Caubet em entrevista publicada na edição dessa quarta-feira do jornal francês "L'Équipe".

Segundo o dirigente, a expectativa do brasileiro Carlos Ghosn, presidente da Renault, é que a equipe "volte a ter um bom nível".

- Não seremos campeões do mundo em 2010, mas temos esperanças de subir. Em 2002 partimos do nada e fomos campeões do mundo três anos depois - lembrou.

Para deixar para trás a polêmica com o italiano Flavio Briatore, afastado da Fórmula 1 pelo escândalo envolvendo Nelsinho Piquet no Grande Prêmio de Cingapura de 2008, o novo responsável pela Renault assegurou que o objetivo agora é "recuperar a cultura" da escuderia.

Fonte: http://www.globoesporte.com.br/

sábado, 31 de outubro de 2009

Com sobras, Hamilton voa no fim do treino e faz a pole em Abu Dhabi




Com uma volta espetacular no minuto final da superpole, Lewis Hamilton vai largar na pole position do GP dos Emirados Árabes, última etapa da temporada 2009 da Fórmula 1. O inglês colocou seis décimos em cima de Sebastian Vettel, da RBR, que ficou na segunda posição. Na briga pelo vice-campeonato, o alemão ficou duas posições à frente de Rubens Barrichello, da Brawn GP, que larga em quarto.

Mark Webber, companheiro de Sebastian Vettel na RBR, ficou na terceira posição e pode ajudar o parceiro na briga pelo vice-campeonato em Abu Dhabi. Jenson Button, campeão da temporada 2009 com uma corrida de antecipação, marcou o quinto tempo com a Brawn GP. Jarno Trulli, da Toyota, larga na sexta posição neste domingo.

- É claro que não foi uma posição satisfatória para um campeão do mundo. Apesar disso, o treino classificatório foi muito bom. O carro estava muito bem. Mas tive muitas vibrações no chassi na superpole. Todas as vezes que eu tocava na zebra, o volante tremia. Estava muito estranho. Espero que possamos resolver isso para a corrida - diz Button, após o treino classificatório.

Robert Kubica, da BMW Sauber, marcou o sétimo tempo, uma posição à frente do companheiro Nick Heidfeld. A equipe alemã se despede da Fórmula 1 nesta corrida e precisa de um bom resultado para encerrar bem sua passagem pela categoria. Nico Rosberg, em sua despedida da Williams, larga em nono, e Sebastien Buemi, da STR, completa a lista dos dez primeiros colocados em Abu Dhabi.



Finlandeses caem fora do treino na segunda parte


Na segunda parte do treino (Q2), Kimi Raikkonen, da Ferrri, não conseguiu passar à superpole. O finlandês foi superado por Nico Rosberg, da Williams, na última volta do Q2, mesmo com um erro do alemão. O campeão de 2007 vai largar apenas em 11º, uma posição à frente da revelação Kamui Kobayashi, da Toyota.

Heikki Kovalainen, melhor de sexta-feira, também ficou fora no Q2. O finlandês da McLaren teve problemas em seu carro e acabou parando em uma das áreas de escape. Ele vai largar apenas na 13ª posição, enquanto Lewis Hamilton, seu companheiro de equipe, avançou à superpole.


Dupla da Renault é eliminada na primeira parte


A Renault não conseguiu se acertar no novo circuito de Abu Dhabi. A equipe francesa teve seus dois carros eliminados ainda na primeira parte do treino classificatório (Q1). Fernando Alonso, bicampeão mundial, conseguiu apenas o 16º tempo. Já Romain Grosjean, criticado por seu fraco desempenho na temporada, ficou em penúltimo.

- Espero que neste domingo possamos fazer uma boa corrida, com várias ultrapassagens. O circuito é muito largo e deve ter lugares para a gente superar os adversários - diz Alonso.

Giancarlo Fisichella ficou apenas na última posição com sua Ferrari. O italiano não conseguiu andar bem nas corridas que fez pela equipe italiana e deve encerrar sua passagem como titular do time de forma melancólica. Ele culpou a falta de aderência na parte final do circuito de Abu Dhabi pelo mau resultado.

- Foi uma situação difícil tentar marcar um tempo sem aderência. Estava apenas um décimo mais lento que Kimi até o último setor da pista, mas ele saía muito de traseira neste trecho e não funcionava bem. Infelizmente, não consegui avançar - diz Fisichella.

Classificação do mubdial de pilotos.

1º J. Button (ING)89 pts ( campeão)
2º S. Vettel (ALE) 74 pts
3º R. Barrichello (BRA) 72 pts
4º M. Webber (AUS) 61.5 pts
5º L. Hamilton (ING) 49 pts
6º K. Raikkonen (FIN) 47 pts
7º N. Rosberg (ALE) 34.5 pts
8 ºJ. Trulli (ITA) 30.5 pts.

Grid de largada


Piloto Equipe Tempo


1 L. Hamilton (ING) McLaren 1m40s948
2 S. Vettel (ALE) RBR 1m41s615
3 M. Webber (AUS) RBR 1m41s726
4 R. Barrichello (BRA) Brawn 1m41s786
5 J. Button (ING) Brawn 1m41s892
6 J. Trulli (ITA) Toyota 1m41s897
7 R. Kubica (POL) BMW Sauber 1m41s992
8 N. Heidfeld (ALE) BMW Sauber 1m42s343
9 N. Rosberg (ALE) Williams 1m42s583
10 S. Buemi (SUI) STR 1m42s713
11 K. Raikkonen (FIN) Ferrari 1m40s726
12 K. Kobayashi (JAP) Toyota 1m40s777
13 H. Kovalainen (FIN) McLaren 1m40s983
14 K. Nakajima (JAP) Williams 1m41s148
15 J. Alguersuari (ESP) STR 1m41s689
16 F. Alonso (ESP) Renault 1m41s667
17 V. Liuzzi (ITA) Force India 1m41s701
18 A. Sutil (ALE) Force India 1m41s863
19 R. Grosjean (FRA) Renault 1m41s950
20 G. Fisichella (ITA) Ferrari 1m42s184

Sobre o GP dos Emirados Árabes

Data:01/11/2009
Número de Voltas:55
5.554: Km Perímetro total
305.47: Km

Fonte: http://www.globoesporte.com.br/

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Bruno Senna fará sua estreia na F-1 como piloto da Campos na próxima temporada

Após meses de negociação, Bruno Senna fará sua estreia na Fórmula 1 em 2010. O brasileiro correrá pela equipe Campos, também novata na categoria, e deverá ter como companheiro de equipe o espanhol Pedro de la Rosa, atual reserva da McLaren.

A notícia foi publicada nesta quarta pela revista alemã "Motorsport Magazin" e confirmada por fontes ao GLOBOESPORTE.COM. O acordo foi fechado na noite do último domingo e Bruno Senna não terá como obrigação levar seus patrocínios pessoais para o time, como é praxe para pilotos estreantes em times menores na Fórmula 1.

O anúncio oficial da Campos está previsto para a próxima semana, após o GP dos Emirados Árabes, em Abu Dhabi, última corrida da temporada 2009. O time tem sede na cidade espanhola de Murcia e deverá contar com um patrocínio forte da prefeitura da cidade, que pretende investir na imagem do turismo da região.



As chances de uma entrada de Nelsinho Piquet como companheiro de equipe de Bruno Senna em 2010, como é desejo de Bernie Ecclestone, são muito pequenas. Adrian Campos, dono do time que leva seu nome, deve colocar Pedro de la Rosa, piloto espanhol, para atender aos patrocinadores locais.



Fonte: http://www.globoesporte.com.br/

domingo, 18 de outubro de 2009

Button brilha, cala Interlagos e festeja o título na casa de Rubens Barrichello


Jenson Button chegou a Interlagos sabendo que ainda tinha duas corridas para administrar a liderança da temporada e garantir o título. Ficou claro, no entanto, que aquele sujeito boa-praça sentado no carro 22 da Brawn estava com pressa. No GP do Brasil, neste domingo, o inglês largou em 14º e não quis saber de cautela. Arrojado, tirou proveito de uma largada caótica, atropelou novatos à sua frente e foi comendo posições até o fim. Cruzou em quinto, mais que o suficiente para levantar a taça no quintal do companheiro Rubens Barrichello, que caiu da pole para o oitavo lugar.

Com Button em quinto, Rubinho precisaria vencer a corrida para levar a decisão do título a Abu-Dhabi. Não deu. Sem uma gota de chuva durante a prova, o brasileiro perdeu posições preciosas nos boxes, sofreu até com pneu furado e se viu incapaz de evitar a festa britânica em sua casa.

O australiano Mark Webber, da RBR, cruzou em primeiro, seguido por Robert Kubica, da BMW Sauber, e Lewis Hamilton, da McLaren. Quarto colocado, Sebastian Vettel, também da RBR, ultrapassou Rubinho na classificação do campeonato e assumiu a terceira posição. O vice-campeonato será decidido no GP dos Emirados Árabes, no dia 1º de novembro.

Em Interlagos, Button recebeu a bandeirada de Felipe Massa em quinto, vibrando com o título e cantando "We Are The Champions" no rádio, com a afinação que a voz cheia de emoção permitia naquele momento.

- Eu sou o campeão do mundo! Durante a corrida, tentei não pensar muito nisso, tentei controlar o meu trabalho. Só no fim me informaram que eu sou campeão do mundo. Sou campeão do mundo! - repetia o inglês, como um mantra, logo após deixar o carro, sem tirar o sorriso do rosto em nenhum momento.

Quando saiu do carro, subiu na roda dianteira e ergueu os braços, Button ganhou um forte abraço de Barrichello. Enquanto isso o pódio via a curiosa imagem de três pilotos festejando e sabendo que o protagonista da tarde em São Paulo não estava em nenhum daqueles degraus.

Tumulto na largada

Para quem precisava de uma reviravolta durante a prova para garantir o título, a largada foi perfeita para Button. Rubinho manteve a dianteira, mas bastaram poucos segundos para o público ver batidas, rodadas, carro pegando fogo e até pilotos trocando empurrões.

Heikki Kovalainen, da McLaren, se enroscou com a Ferrari de Giancarlo Fisichella; e Adrian Sutil, da Force India, bateu em Jarno Trulli, da Toyota. Quando voltou à pista, pegou a Renault de Fernando Alonso, que abandonou a prova. Os dois casos ainda tiveram desdobramentos fora da pista.

Irritado com Sutil, Trulli não hesitou e foi tirar satisfação. Enquanto caminhavam na grama, os pilotos trocaram empurrões e por pouco não deram início a uma briga constrangedora. Enquanto isso, nos boxes, Kovalainen arrancou antes da hora, carregou a mangueira e espalhou combustível no chão. Resultado: as chamas tomaram o carro de Kimi Raikkonen, que vinha logo atrás. O finlandês da Ferrari tinha pulado de quinto para terceiro na largada, mas também foi tocado e, por isso, se viu obrigado a fazer uma parada. Raikkonen voltou para a pista brigando nos últimos lugares.

Diante de tanta confusão, quem se deu bem foi Button, que ganhou cinco posições e assumiu a nona quando o safety car entrou em ação. Entre o líder Barrichello e o seu companheiro na Brawn, estavam Webber, Rosberg, Kubica, Buemi, Nakajima, Kobayashi e Grosjean.

Button parte para o ataque

Na terceira volta, o carro de segurança saiu, e Button, faminto, logo ganhou a oitava posição. Com rivais inexperientes à sua frente, o inglês partiu para cima. Ultrapassou Grosjean e Nakajima, mas penou por quase 20 voltas para superar o valente Kobayashi, da Toyota.

Quando Button finalmente conseguiu a ultrapassagem, no S do Senna, o cenário da corrida mudou, com Rubinho, Kubica e Nakajima parando nos boxes. Button pulou para o segundo lugar, atrás de Webber. Pouco depois, o inglês também parou e voltou em nono lugar, fora da zona da pontuação. Barrichello voltou em quarto, ameaçado por Hamilton e atrás de Webber, Vettel e Kubica. Era o limite da margem para levar a decisão a Abu-Dhabi.

Na 31ª volta, um susto. Nakajima tocou o carro do Kobayashi, perdeu o controle e atravessou a pista. Por pouco não causou um acidente mais grave. O japonês bateu forte nos pneus e abandonou a prova.

Quando voltou de sua parada, Vettel ficou em sétimo, atrás de Button. Era o que o inglês precisava para garantir o título em Interlagos, com Rubinho em terceiro. O cenário não parecia favorável ao brasileiro, já que não havia sinal de chuva pela frente. Hamilton foi para os boxes, e Button pulou para a quarta posição.

Na volta de número 51, a Brawn chamou Barrichello para trocar os pneus, insatisfeita com o rendimento do carro do brasileiro. A troca funcionou, e o carro voltou mais rápido, mas ficou claro que havia algo errado com o jogo de pneus anterior. Já era tarde. E o tempo perdido tinha sido fatal.

Mesmo fazendo outra parada, Button voltou em sétimo, confortavelmente atrás de Rubinho, que segurava a terceira posição. A situação do inglês ficou ainda mais tranquila nas últimas voltas, quando ele pulou para terceiro. Rubinho, com um pneu furado, foi obrigado a parar pela terceira vez e deslizou para oitavo.

Mark Webber cruzou a linha de chegada em primeiro e recebeu a bandeirada de Felipe Massa. Button chegou em quinto, com os punhos cerrados, vibrando com a conquista. Nem esperou a parada do carro e, pelo rádio, já começou a cantar "We Are The Champions". O campeão estava mesmo com pressa.

sábado, 17 de outubro de 2009

Sob chuva, Barrichello arranca a pole em Interlagos e deixa Button para trás


Quanto mais água, melhor. Rubens Barrichello mostrou mais uma vez, neste sábado, que a pista molhada é a sua casa na Fórmula 1. Em um treino dramático, com longas interrupções por causa chuva e reviravoltas nos minutos finais, o brasileiro da Brawn cravou a pole position do GP do Brasil com o tempo de 1m19s576. Para colorir ainda mais a festa verde-amarela sob o céu cinzento de Interlagos, o inglês Jenson Button, companheiro de equipe de Rubinho e rival na luta pelo título, larga apenas na 14ª posição.

A corrida tem início previsto para as 14h deste domingo, no horário brasileiro de verão. acompanha em Tempo Real. Para evitar o título de Button e levar a decisão para o último GP do ano, em Abu-Dhabi, Barrichello precisa chegar no mínimo em quarto e, ainda assim, torcer para Button ficar longe do pódio.

Ao lado do brasileiro na primeira fila estará o australiano Mark Webber, da RBR, que fez o tempo de 1m19s668 e só foi superado na última volta do treino deste sábado. Em terceiro, larga Adrian Sutil, da Force India, que cravou 1m19s912, ao lado de Jarno Trulli, da Toyota (1m20s097). Button não conseguiu sequer se classificar para a terceira parte do treino e ficou na 14º posição. O alemão Sebastian Vettell, da RBR, ainda tem chances de título, mas sua esperança sofreu um golpe com a 16ª posição no grid.

Apesar da chuva que castigou São Paulo, os helicópteros de resgate conseguiram teto para sobrevoar o autódromo, e o treino começou pontualmente às 14h. Vettel foi o primeiro na pista, levantando água à frente de Romain Grosjean, da Renault, e Giancarlo Fisichella, da Ferrari, que logo rodou. O italiano da Ferrari teve seu carro rebocado e abandonou a disputa. Com quatro minutos de treino e apenas sete corredores completando voltas, as atividades foram interrompidas por 14 minutos.

Na volta, com uma leve trégua da chuva, os pilotos se lançaram à pista no desespero de conseguir bons tempos enquanto a água permitia. Hamilton foi o primeiro a pular na frente, mas era apenas o começo de um momento delicado para o piloto inglês, que acabaria fora da disputa no Q1. Rosberg, Nakajima, Raikkonen, Kubica e Barrichello ocuparam as primeiras posições. Dos boxes, vieram orientações para arriscar tudo, porque viria mais chuva pela frente.

A um minuto do fim do Q1, Hamilton desistiu de sua volta e, apenas com o 18º melhor tempo (1m25s192), ficou fora da disputa pela pole, assim como seu companheiro de McLaren, Heikki Kovalainen (1m25s052), que vai largar em 17º. A maior surpresa, no entanto, foi que a dupla ganhou a companhia de Sebastian Vettel. Ainda com chances de título, o alemão da Renault não conseguiu se classificar, com 1m25s009, e larga num decepcionante 16º lugar. Nick Heidfeld, da BMW Sauber, e Fisichella, também eliminados, encerram o grid.

Antes do Q2, mais uma pausa na esperança de que o tempo melhorasse. Os carros voltaram à pista quando faltavam três minutos para as 15h. Quinze pilotos lutavam para ficar entre os 10 que avançariam à terceira parte do treino. Mas a chuva não estava disposta a colaborar, e a primeira vítima foi Vitantonio Liuzzi, da Force India, que aquaplanou e bateu forte no muro. O italiano disse no rádio que estava tudo bem e saiu do carro acenando para a torcida.

O treino parou de novo às 15h02m e, por mais de uma hora, só um carro foi para a pista: o safety car, que fez várias inspeções até que a organização do GP liberasse o reinício das atividades. Já eram 16h10m quando os motores voltaram a roncar. Faltavam pouco mais de 12 minutos para a decisão no Q2.

A quatro minutos do fim do Q2, Barrichello era o quinto colocado, e Button estava em 11º, fora da zona de classificação. O inglês não conseguiu melhorar sua posição e, com 1m22s504, fora da superpole, larga em 14º lugar. Rubinho foi sendo superado pelos adversários, mas se segurou na 10ª posição com 1m21s659 e ganhou mais uma chance de melhorar na terceira etapa. Além de Button, foram eliminados Kamui Kobayashi (Toyota, 11º), Jaime Alguersuari (STR, 12º), Romain Grosjean (Renault, 13º) e Liuzzi (Force India, 15º).

Com a pista em condições melhores, 10 pilotos avançaram para a superpole. Rubinho já tinha garantido quatro posições de diferença para Button e tentava ampliar essa vantagem. Logo de cara, o brasileiro pulou para o primeiro lugar, com 1m21s167, mas logo foi ultrapassado por Rosberg, Trulli, Kubica, Webber e Raikkonen. Logo em seguida, Rubinho respondeu com três voltas rápidas, mas Webber também acelerava na luta pela pole.

Na última volta, o desfecho dramático. Webber cravou 1m19s668, e Barrichello precisava de um quase-milagre para bater o australiano da Renault. Com a pista molhada, no entanto, o brasileiro estava em casa. Na última volta, levantando água, ele marcou o tempo de 1m19s576 e fez explodir a torcida em Interlagos.

Ao sair do carro, Rubinho já ergueu os braços em direção à torcida. Acenou para os fotógrafos, cerrou os punhos e vibrou muito com uma pole position heroica.

grid de largada






1 R. Barrichello (BRA)
Brawn
1m19s576
2
M. Webber (AUS)
RBR
1m19s668
3
A. Sutil (ALE)
Force India
1m19s912
4
J. Trulli (ITA)
Toyota
1m20s097
5
K. Raikkonen (FIN)
Ferrari
1m20s168
6
S. Buemi (SUI)
STR
1m20s250
7
N. Rosberg (ALE)
Williams
1m20s326
8
R. Kubica (POL)
BMW Sauber
1m20s631
9
K. Nakajima (JAP)
Williams
1m20s674
10
F. Alonso (ESP)
Renault
1m21s422
11
K. Kobayashi (JAP)
Toyota
1m21s960
12
J. Alguersuari (ESP)
STR
1m22s231
13
R. Grosjean (FRA)
Renault
1m22s477
14
J. Button (ING)
Brawn
1m22s504
15
V. Liuzzi (ITA)
Force India
1m24s645
16
S. Vettel (ALE)
RBR
1m25s009
17
H. Kovalainen (FIN)
McLaren
1m25s052
18
L. Hamilton (ING)
McLaren
1m25s192
19
N. Heidfeld (ALE)
BMW Sauber
1m25s515
20
G. Fisichella (ITA)
Ferrari
1m40s703

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Rubinho roda, mas vence o primeiro duelo contra Button; Webber é o mais rápido


Rubens Barrichello rodou na pista, conseguiu uma recuperação nos minutos finais e fez o segundo melhor tempo (1m12s874) do primeiro treino livre no autódromo de Interlagos. De quebra, superou o líder da temporada e seu companheiro na Brawn GP, Jenson Button - o britânico foi apenas o sétimo colocado. Quem roubou a cena durante a manhã chuvosa desta sexta-feira, no entanto, foi o australiano Mark Webber, da RBR, com 1m12s463. O outro piloto da equipe, o alemão Sebastian Vettel - que ainda tem chance de ser campeão -, terminou em terceiro (1m12s932). Veja as melhores fotos!

Quando os pilotos começaram a ligar os motores, nuvens negras cobriam o céu na região do autódromo. A temperatura atmosférica era de 19 graus, e a da pista, 21. Nos boxes da Ferrari, com fones nos ouvidos, Felipe Massa matava a saudade acompanhando o desempenho de Kimi Raikkonen e Giancarlo Fisichella.

Rubinho chegou a Interlagos sem a camisa do Corinthians, vestimenta que virou seu amuleto na temporada. Mas foi Button quem primeiro entrou em ação, aproveitando a pista seca, já que o desempenho da Brawn costuma ser melhor nessa condição

O britânico, no entanto, voltou logo para os boxes, e os mecânicos fizeram alterações no bico do carro. Quando o cronômetro marcava 20 minutos, uma chuva fina começou a cair. A esta altura, o mais veloz era Raikkonen (1m14s021), seguido pelo francês Sébastien Buemi, da STR, e por Barrichello.

O espanhol Fernando Alonso foi o primeiro sentir os efeitos da pista molhada. Derrapou e foi parar na grama. Logo depois, o britânico Lewis Hamilton, da McLaren, superou Raikkonen (1m13s187), mas viu Rubinho, aos 32 minutos, em sua 15ª volta, “tirar” dele o melhor tempo: 1m31s21. Após dois minutos, porém, Vettel baixou ainda mais: 1m12s932.

A chuva apertou, e todos os pilotos entraram nos boxes para trocar os pneus. A pista, porém, secou rapidamente, e Heikki Kovalainen foi o primeiro a voltar. Restavam ainda 35 minutos, mas Romain Grosjean fez com que o treino parasse mais uma vez. Ele acertou uma placa de publicidade e espalhou detritos pelo chão. A turma da limpeza teve de entrar em cena, e a pista só foi liberada a 25 minutos do fim.

Hamilton baixou seu melhor tempo (1m13s048), e Webber tomou a ponta, com 1m12s805. Kazuki Nakajima e Kovalainen também superaram Rubinho e fizeram com que o brasileiro caísse da segunda para a sexta colocação. Button amargava a nona.

A pista úmida deu trabalho aos pilotos. Alonso saiu dela três vezes e terminou em 16º. Barrichello chegou a ficar atravessado, depois de tocar na parte interna da zebra.

A cinco minutos do fim, o brasileiro conseguiu fazer uma volta veloz e retornar à segunda posição: 1m12s900. Na última tentativa - 32ª volta - melhorou ainda mais: 1m12s874. Era pouco para superar Webber, que tinha agora 1m12s463 e garantiu a liderança. Button ficou atrás deles, de Vettel, de Kovalainen, de Hamilton e de Nakajima.



Resultados do primeiro treino livre


1. Mark Webber RBR 1m12s463 - 29 voltas
2. Rubens Barrichello Brawn 1m12s874 - 32 voltas
3. Sebastian Vettel RBR 1m12s932 - 27 voltas
4. Heikki Kovalainen McLaren 1m12s989 - 25 voltas
5. Lewis Hamilton McLaren 1m13s048 - 25 voltas
6. Kazuki Nakajima Williams 1m13s067 - 21 voltas
7. Jenson Button Brawn 1m13s141 - 29 voltas
8. Nico Rosberg Williams 1m13s147 - 23 voltas
9. Adrian Sutil Force India 1m13s232 - 23 voltas
10. Kimi Raikkonen Ferrari 1m13s321 - 24 voltas
11. Jarno Trulli Toyota 1m13s326 - 26 voltas
12. Nick Heidfeld BMW 1m13s464 - 28 voltas
13. Sebastien Buemi STR 1m13s503 - 24 voltas
14. Robert Kubica BMW 1m13s563 - 24 voltas
15. Giancarlo Fisichella Ferrari 1m13s619 - 23 voltas
16. Fernando Alonso Renault 1m13s787 - 28 voltas
17. Vitantonio Liuzzi Force India 1m13s829 - 26 voltas
18. Kamui Kobayashi Toyota 1:14.029 1.566 - 27 voltas
19. Jaime Alguersuari STR 1m14s040 - 38 voltas
20. Romain Grosjean Renault 1m14s173 - 23 voltas

domingo, 11 de outubro de 2009

Exclusivo: Barrichello assina contrato para correr pela Williams em 2010


Rubens Barrichello acertou contrato de um ano para correr na Williams em 2010; acordo foi fechado no fim de semana do GP da Itália e deve ser anunciado antes do GP do Brasil.

Não há mais o que conversar ou negociar com A ou B. Com ou sem o título mundial desta temporada, Rubens Barrichello deixa a Brawn após o GP de Abu Dhabi. O Grande Prêmio pode confirmar que o brasileiro será piloto da Williams em 2010.

Barrichello acertou sua ida por um ano para a equipe de Grove no fim do semana do GP da Itália, vencido por ele, inclusive. O anúncio oficial será feito, provavelmente, nesta semana, antes do GP do Brasil.

Seu companheiro deve ser o alemão Nico Hülkenberg, atual campeão da GP2 e piloto de testes do time. Hülkenberg é empresariado por Willi Weber, que já declarou esperar a promoção de seu pupilo. Weber também agenciou Michael Schumacher. Barrichello servirá tanto como líder da equipe quanto com uma espécie de "professor" para o jovem de 22 anos.

O veterano será o quarto brasileiro a correr pela equipe de Frank Williams: antes dele, Nelson Piquet foi campeão em 1987, Ayrton Senna disputou duas provas antes de morrer em Ímola, em 1994, e Antonio Pizzonia fez nove GPs em 2004 e 2005.

Rubens chega à Williams mais de 15 anos depois de quase substituir Senna na equipe após o acidente fatal em Ímola. Na época, Nelson Piquet trabalhou na contratação do então piloto da Jordan, que também era patrocinado pela Arisco. A transferência, como se sabe, não aconteceu, e Rubens ficou no time de Eddie Jordan até o fim de 1996, quando foi para a novata Stewart.

Depois de três anos, uma pole e três pódios na equipe do tricampeão Jackie, Barrichello se mudou para a Ferrari. Em Maranello, passou seis temporadas ao lado de Michael Schumacher, sendo vice-campeão em 2002 e 2004. Rubens trocou o time vermelho pela promissora Honda em 2006, mas, depois de um ano competitivo — embora já abaixo do esperado — da equipe, vieram dois anos no fim do grid.

Se o fim da Honda parecia representar a aposentadoria de Rubens, o surgimento da Brawn foi a ressurreição do veterano. Após um início bem inferior ao do companheiro Jenson Button, voltou à disputa do título. A assinatura de um contrato com outra equipe, entretanto, deve reduzir as já pequenas chances de superar Button nas duas últimas corridas da temporada.


sábado, 3 de outubro de 2009

Em treino acidentado, Sebastian Vettel faz a pole position do GP do Japão


Em um treino muito acidentado, com três bandeiras vermelhas, Sebastian Vettel marcou a pole position do GP do Japão, que será disputado neste domingo. O alemão da RBR marcou 1m32s160, apenas 60 milésimos à frente do italiano Jarno Trulli, da Toyota, o segundo. Lewis Hamilton, da McLaren, ficou com a terceira posição no grid de largada em Suzuka.

Rubens Barrichello, da Brawn GP, ficou com a quinta posição no treino, logo atrás de Adrian Sutil, da Force India, o quarto. O brasileiro superou Jenson Button, seu companheiro de equipe e líder do campeonato, por duas posições no grid de largada. O inglês, que tem 15 pontos de vantagem sobre o rival, sai na sétima colocação. Nick Heidfeld, da BMW Sauber, conseguiu o sexto tempo.

No entanto, Barrichello e Button foram punidos após marcarem seus tempos no fim da segunda parte do treino (Q2) sob bandeira amarela. Os pilotos da Brawn GP escaparam do acidente de Sebastien Buemi, da STR, no minuto final do trecho em questão, mas não diminuiram a velocidade no setor da pista onde o suíço acertou o guard rail. O brasileiro sai em nono e o inglês, em 11º. Além deles, o próprio Buemi, Adrian Sutil e Fernando Alonso também perderam cinco postos na largada.

A divulgação oficial do grid de largada só será feita às 22h (de Brasília) deste sábado. Como é praxe, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) só libera a lista quatro horas antes da largada dos GPs. A série de punições continua a causar polêmica em Suzuka.

Kimi Raikkonen, da Ferrari, apostou em um carro mais pesado e sai na quinta posição do grid, logo à frente de Nico Rosberg, da Williams. Sebastien Buemi, da STR, bateu na curva Spoon no fim do Q2 e não entrou na pista na parte final do treino. Ele vai largar em 14º após receber uma punição. Heikki Kovalainen, da McLaren, sofreu um acidente no início da superpole, vai trocar o câmbio e não conseguiu marcar tempo. Ele vai largar em 13º após todas as punições.

Acidentes de Glock e Alguersuari preocupam no Q2

A segunda parte do treino classificatório (Q2) foi marcada por dois fortes acidentes, que provocaram duas bandeiras vermelhas. Primeiro, o espanhol Jaime Alguersuari, da STR, escapou na curva Degner e acertou a barreira de pneus de frente. Ele demorou a sair do carro, mas não teve problemas e foi levado ao centro médico do autódromo apenas para exames de rotina.

O segundo acidente do Q2 foi mais grave. Timo Glock, da Toyota, saiu da pista na última curva antes da reta dos boxes e acertou a barreira de pneus de frente, com muita força. Ele foi levado ao centro médico do autódromo de ambulância, após uma demorada remoção do carro. Após os exames, os médicos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) decidiram removê-lo para um hospital próximo ao circuito de Suzuka. O alemão tinha um corte na perna e dores nas costas.

No fim do Q2, Nico Rosberg, da Williams, Fernando Alonso, da Renault, e Robert Kubica, da BMW Sauber, acabaram eliminados na segunda parte do treino classificatório. Além deles, Glock e Alguersuari também ficaram fora da superpole por causa dos acidentes.

Fisichella e Grosjean são eliminados na primeira parte

A primeira parte do treino (Q1) não teve surpresas entre os eliminados. Giancarlo Fisichella, em sua terceira corrida pela Ferrari, ainda não conseguiu se adaptar e vai largar apenas na 14ª posição. Kazuki Nakajima, da Williams, piloto da casa, também não foi bem em Suzuka e sai somente em 16º neste domingo.

Outro eliminado habitual é Romain Grosjean, da Renault. O francês continua a lutar contra o carro da equipe francesa e não conseguiu andar próximo de Alonso no treino classificatório. Ele conseguiu apenas o 18º tempo e ficou na frente apenas de Vitantonio Liuzzi, da Force India, que trocou o câmbio, e de Mark Webber, da RBR, que não treinou após o acidente no último treino livre. Seu carro apresentou uma rachadura no chassi, que terá de ser trocado e, de acordo com as regras, terá de largar dos boxes.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ferrari enfim confirma: Fernando Alonso será piloto da escuderia italiana em 2010


A notícia mais esperada da Fórmula 1 foi enfim confirmada nesta quarta-feira. Fernando Alonso foi oficialmente anunciado como piloto da Ferrari. Sem dar detalhes sobre a duração do contrato ou o valor deste, a escuderia italiana fez o anúncio por meio de seu site.

"A Scuderia Ferrari escolhe pela segunda vez em sua história um piloto espanhol. O primeiro espanhol pode ser encontrado nos anos de 1956 e 1957, quando Alfonso De Portago foi chamado para pilotar para o Cavalinho Rampante ao lado de Peter Collins e Jose Froilan Gonzales", diz o comunicado.

O texto da equipe não diz quando o piloto estreará nem quem será seu companheiro de equipe, mas a foto que ilustra a página coloca Alonso ao lado de Felipe Massa. Além disso, um forte rumor dá conta de que Kimi Raikkonen, atual companheiro de Felipe Massa, trocará a Ferrari pela McLaren na próxima temporada.

Piloto mais bem pago da Fórmula 1

Segundo a rádio espanhola "Cadena SER", Alonso receberá € 25 milhões (cerca de R$ 65 milhões) anuais por cinco temporadas. O acordo ainda prevê a opção de um sexto ano.

Na Ferrari, Alonso pode se tornar o piloto mais bem pago da categoria, título que pertence atualmente a Kimi Raikkonen. O finlandês recebe da Ferrari, anualmente, pouco mais de € 30 milhões (cerca de R$ 78 milhões), mas, se os boatos se confirmarem, seu acordo com a McLaren será de "apenas" € 20 milhões por ano (R$ 52 milhões).

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