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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Tudo de novo! Inter bate o Chivas e é bicampeão da América!


Campeão da América. Campeão do mundo. Campeão de tudo. E agora campeão da América de novo. Campeão de tudo e mais um pouco. Campeão de tudo que existe e um tanto mais. Campeão, campeão e campeão! Mil vezes campeão! Não foi apenas em um jogo de futebol que o Inter venceu o Chivas por 3 a 2 e virou bicampeão da Libertadores. Foi em uma cerimônia muito superior: uma celebração do coloradismo, um ritual de entrada na maturidade dos gigantes do futebol mundial. Não termina mais aquilo que começou em 2006. Não tem mais fim. O Inter é campeão! De novo!

E é campeão porque um dia os deuses do futebol decidiram que Rafael Sobis viria ao mundo para fazer o Inter campeão. Foi dele o gol do empate, quando o Inter perdia por 1 a 0 e via os fantasmas dos anos 90 sobrevoarem o Gigante. Leandro Damião, novato, promessa do clube, entrou em campo para fazer o segundo, para entrar na história com um chute, uma conclusão, um gesto! Giuliano, predestinado, iluminado, fez o terceiro!

Campeão de tudo! Bicampeão da América! Foi sofrido, porque o Chivas incomodou. Foi no sufoco, porque a vida do Inter é assim. Foi de chorar, porque é para chorar mesmo. O Sport Club Internacional, o Colorado das glórias, orgulho do Brasil, é novamente o dono do continente.

Nem a briga no fim do jogo estragou a festa vermelha. Após o apito final, Reynoso agrediu uma pessoa com agasalho do Inter. Os jogadores colorados reagiram, e a confusão tomou conta do gramado, sendo contida apenas depois da intervenção dos policiais militares.


Tudo errado: Chivas faz 1 a 0

Não podia ser verdade. Quando Fabián subiu dentro da área colorada e emendou um voleio, simplesmente não podia ser verdade. Simplesmente não podia ser verdade aquela bola entrando no canto direito de Renan. Não podia ser verdade aquela rede balançando enquanto os jogadores do Chivas corriam de um lado para o outro, eufóricos, incrédulos. Aos 42 minutos do primeiro tempo, o time mexicano largou na frente. A zaga bobeou, permitiu o cruzamento, permitiu a conclusão perfeita de Fabián. Não podia ser verdade. E era a mais pura e dolorida verdade.

Deu tudo errado. A começar pela ausência de Alecsandro, lesionado, deu tudo errado para o Inter no primeiro tempo. O time vermelho, muito bem marcado, não conseguiu ter a dinâmica de outros jogos. O Chivas se agigantou na comparação com o primeiro jogo da final. Teve Fabián como uma referência, teve Bautista como um motor. E o Inter teve falhas: de Sandro, de Bolívar, de todos. Errado. Tudo errado.

O danado do Fabián já tinha incomodado antes de fazer o gol. Com um minuto de jogo, arriscou na direção de Renan. A bola desviou em Guiñazu e saiu. Com 22 minutos, o meia do Chivas mandou uma pancada lá do fim do mundo, nas imediações da intermediária. A bola lambeu o ângulo vermelho. Foi um susto daqueles.

O Inter foi pouco perigoso, mas não inofensivo. Tentou em chute cruzado de Tinga, tentou em cabeceio forte de Índio, tentou em bonito giro de Bolívar. Tentou especialmente quando D’Alessandro rolou para Tinga, que passou por dois marcadores como se eles não existissem antes de cruzar para Rafael Sobis fazer corta-luz e Taison concluir no cantinho, com perigo. Michel, o goleiro do Chivas, defendeu. Não deu certo. Deu errado. Tudo errado...

Campeão! Inter vira para cima do Chivas!


Tem sujeito que nasceu para transcender o conceito de jogador de futebol. Tem sujeito que nasceu para ser mais do que um cara bom de bola. Tem sujeito que nasceu para fazer dois gols no Morumbi e ser herói. Que nasceu para, quatro anos depois, marcar no Beira-Rio e ser mais herói ainda. Rafael Sobis, colorado de coração, apaixonado pelo clube, é um mito para o Inter. Foi dele, aos 16 minutos do segundo tempo, o gol que abriu o título colorado.

Santo Kleber. Cruza com a naturalidade com que respira. Santo Tinga. Onipresente, estava na área para incomodar. Santo Sobis! Bendita conclusão! O Beira-Rio rugiu como raras vezes tinha rugido, balançou como quase nunca tinha balançado. Dezesseis minutos: Kleber, Tinga, Sobis, Beira-Rio, cada colorado espalhado pelo planeta, todo mundo no mesmo grito. Gol do Inter! Gol do Inter!

E foi justo. Se deu tudo errado no primeiro tempo, a etapa final foi diferente. Taison, de bico, já tinha ameaçado. Sobis (herói!) já tinha mandado uma pancada no peito do goleiro do Chivas. Era outro Inter. Era o Inter campeão.

Rafael Sobis, extenuado, saiu de campo. Foi substituído por Leandro Damião. E teve estrela até aí. Aos 30 minutos, o garoto partiu em disparada na direção do gol. Usou suas pernas compridas, magricelas, para chegar na frente da zaga. Era ele contra o goleiro. Era ele ou Michel. Era ele! Damião! Gol do Inter!

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O resto é história, é festa, é barulho. O Chivas tentou empatar. Só tentou. O Gigante balançava, urrava, pulava como se fosse um ser vivo feito de concreto. Tinga, outro herói, foi substituído por Wilson Matias. Saiu de campo vestindo o calção de Rafael Sobis. Tinha manchado o seu de sangue. De sangue colorado. De sangue bicampeão da América. De sangue campeão de tudo que existe.

Com o Chivas sem Arellano, expulso, o Inter fez mais um. Sabe por quê? Porque essa final tinha que ter um gol de Giuliano. E tinha que ser no final. Tinha que ser! Predestinado. Foi o sexto gol do meia em uma Libertadores toda dele, toda do Inter, toda dos colorados. Os mexicanos, com Araujo, ainda fizeram o segundo. Pouco importa. Que venha o Mundial!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Messi faz de peito, Barça vira e é campeão mundial na prorrogação


Foi difícil, sofrido, mas o Barcelona enfim se sagrou campeão mundial de clubes. O time precisou jogar a prorrogação com o Estudiantes de La Plata, neste sábado, no Zayed Sports City Stadium, para conseguir seu sexto troféu no ano de 2009. Messi, de peito, fez o gol do título, após empate por 1 a 1 no tempo normal (Boselli abriu o placar para os argentinos e Pedro empatou, a dois minutos do fim).



O inédito Mundial de Clubes foi a cereja no bolo de um ano de 2009 perfeito para os catalães. Foram nada menos do que seis troféus levantados: Liga dos Campeões, Campeonato Espanhol, Copa do Rei, Supercopas da Europa e da Espanha e, agora, o Mundial de Clubes.

Para chegar à glória, entretanto, o Barça precisou sofrer mais do que em qualquer de suas outras cinco conquistas do ano. O Estudiantes, muito bem posicionado defensivamente e com homens perigosos à frente, esteve com a mão na taça a maior parte do tempo. O gol de Pedro, que entrou no segundo tempo, aconteceu já com o Barcelona jogando no desespero, quando tudo indicava que a festa seria argentina.

O Estudiantes, por sinal, jogou de uniforme todo branco, assim como fizeram o São Paulo, em 1992, e o Internacional, em 2006. Os times brasileiros conseguiram bater o gigante catalão nas finais daqueles anos e, por pouco, o fenômeno não se repetiu.



O Barcelona começou a partida com mais posse de bola, porém sem conseguir penetrar na bem postada defesa do Estudiantes. O time argentino, por outro lado, não abdicou do ataque ao longo da primeira etapa e foi perigoso em jogadas de contragolpe.



Sem Iniesta, machucado, o Barça entrou em campo com um meio-campo formado por Sergio Busquets, Xavi e Keita, municiando um trio ofensivo formado por Messi, Ibrahimovic e Henry.


No Estudiantes, Verón foi o comandante do meio-campo e teve como principais destaques a seu lado na equipe Braña, Enzo Pérez e Boselli, autor do gol argentino.



Por vezes usando de jogadas ríspidas, o Estudiantes conseguiu conter bem o Barcelona. O time argentino foi premiado aos 36 minutos, quando conseguiu seu gol. Díaz cruzou e Boselli testou, sem chances para o goleiro Valdés.



O Barça ainda reclamou de um pênalti do goleiro Albil em Xavi antes do intervalo, mas a arbitragem nada marcou.



Na etapa final, o técnico do Barcelona, Guardiola, resolveu sacar o meia Keita para lançar o atacante Pedro. O time de fato ficou mais ofensivo e pressionou o Estudiantes, que por boa parte da segunda etapa só se defendeu.

O Barça criou algumas chances para chegar ao empate, mas em geral não mostrou potência para furar o ferrolho dos argentinos. As melhores oportunidades surgiram em uma tabela entre Messi e Ibra, e depois numa cabeçada do sueco que, livre, mandou para fora.



Quando os argentinos já sentiam o gosto da conquista, o gigante despertou. Aos 43, na base do abafa, o Barça foi para cima e, após bola levantada na área, Pedro se viu cara a cara com o goleiro Albil. O camisa 17 tocou de cabeça, por cobertura, e deixou tudo igual em Abu Dhabi.



Na prorrogação, o panorama seguiu o mesmo: contando com talento, garra e pouca organização, o Barcelona pressionou em busca da virada. Calculista, o Estudiantes se segurou. Até os 5 minutos da segunda etapa da prorrogação. Foi quando Messi deu as caras. O camisa 10 aproveitou um cruzamento de Daniel Alves, correu por trás da defesa rival e escorou de peito para o fundo da rede.



Muita festa do time azul-grená, pela primeira vez campeão mundial de clubes.
ASSISTA NO PLAYER ABAIXO COMO FOI O JOGO E A COMEMORAÇÃO DO BARCELONA.




quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

entra no segundo tempo e leva o Barcelona à final do Mundial


Com o resultado, o Barcelona se credenciou para encarar o Estudiantes de La Plata na final do Mundial, que acontece às 14h (de Brasília) deste sábado. O Atlante vai disputar o terceiro lugar, às 11h do mesmo sábado, com os sul-coreanos do Pohang Steelers.



Susto no começo do jogo

Logo no início do jogo, o Atlante surpreendeu ao fazer 1 a 0. Após lançamento longo, Rojas penetrou na área, deu um lençol no goleiro Valdés e empurrou a bola para a rede. Em vantagem, o time do Atlante se fechou na defesa e passou a tentar apenas contragolpes esporádicos.
500 vezes Xavi



O Barça, por sua vez, passou a valorizar a posse de bola, mas encontrou dificuldades para furar o bloqueio mexicano. Com Messi no banco por conta do problema no tornozelo, o técnico Guardiola optou por uma formação não muito ofensiva, com Pedro e Ibrahimovic e Iniesta na frente, municiados por Yaya Touré, Sergio Busquets e Xavi. O camisa 6, por sinal, completou 500 jogos oficiais com a camisa azul-grená.

As melhores opções ofensivas do Barcelona surgiram em lances de bola parada e também com os avanços de Daniel Alves pela direita. O time só conseguiu igualar o marcador aos 35 minutos. Após escanteio da direita, Yaya Touré desviou de cabeça e Sergio Busquets empurrou para o gol.



Messi mostra quem é que manda


Com o placar igual, o Barça passou a exercer ainda mais superioridade. Mas a parada só foi de fato resolvida no segundo tempo, com a entrada de Messi. O argentino pisou o gramado aos 8 minutos, na vaga do volante Yaya Touré. No minuto seguinte, em seu primeiro toque na bola, o camisa 10 virou a partida. Ibrahimovic deu passe primoroso para o Pulga, que driblou o goleiro Vilar e tocou para o gol vazio.

Com nada mais a perder, o Atlante se abriu em busca do gol do empate e levou o terceiro, aos 22. Iniesta fez um carnaval pelo lado esquerdo e deixou Pedro na cara do gol. O atacante bateu firme e correu para o abraço.


Bravamente, o Atlante ainda tentou diminuir a desvantagem e criou chances, principalmente com Rojas e Rafael Márquez (homônimo do zagueiro do Barça). Mas Valdés estava atento e evitou qualquer problema.

No Barça, Bojan entrou na vaga de Iniesta aos 31 e teve tempo para perder dois gols feitos. No fim, Pedro ainda reclamou de um pênalti, mas o árbitro Carlos Eugênio Simon nada marcou.



Ibrahimovic, em lindo toque de cobertura, foi o responsável pelo último lance de emoção. O camisa 9 tocou com rara habilidade, aproveitando que Vilar estava adiantado, mas o goleiro se recuperou e fez grande defesa.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Brasileiro faz gol, vira goleiro, mas não tira Estudiantes da final do Mundial


Mesmo sem nunca ter atuado profissionalmente no Brasil, o atacante Denílson já tem muita história para contar quando retornar ao seu país de origem. Nesta terça-feira, o jogador fez um gol contra o Estudiantes pelo Pohang Steelers, mas teve de virar goleiro após o time sul-coreano levar três cartões vermelhos na semifinal do Mundial de Clubes, em Abu Dhabi. A equipe do técnico brasileiro Sergio Farias não resistiu à inferioridade numérica durante a maior parte do tempo e foi eliminada com derrota de 2 a 1. Benítez marcou duas vezes para os argentinos, que vão decidir o título do torneio da Fifa.



Agora, a equipe do técnico Alejandro Sabella, campeã da Libertadores, aguarda o vencedor da outra semifinal, entre Barcelona e Atlante, do México, nesta quarta-feira, para conhecer o seu adversário na finalíssima de sábado, às 14h (de Brasília)

Superioridade com gol no fim

Apoiado por cerca de cinco mil torcedores argentinos que foram aos Emirados Árabes, o Estudiantes começou melhor e logo demonstrou sua superioridade. Aos cinco minutos, Braña chutou de longe, o goleiro Yong não conseguiu segurar e Boselli emendou de bicicleta, na trave. No rebote, Benítez chutou para fora.

O sinal de pressão, no entanto, não se confirmou, e o Pohang foi equilibrando a partida, embora as melhores chances fossem dos argentinos. Aos 39, Pérez chutou da entrada da área e assustou. Quatro minutos depois, o meia tentou chutar colocado e quase marcou um golaço. Mas aos 47 não teve jeito. Benítez cobrou falta para a grande área e a bola entrou direto. Boselli correu para comemorar o desvio, mas o gol foi confirmado para Benítez.

O ritmo na etapa final foi o mesmo, e o Estudiantes chegou ao segundo logo aos oito minutos. Veron cruzou, o goleiro Yong novamente mostrou insegurança e viu a bola ficar com Benítez, que só empurrou para o gol.



Três cartões vermelhos. Todos do Pohang



Sem forças, a equipe do técnico brasileiro Sergio Farias perdeu Jae Won, expulso aos dez minutos. Ainda assim, os sul-coreanos conseguiram diminuir com o brasileiro Denílson. Aos 26, o atacante recebeu completamente impedido na grande área e chutou cruzado. O gol foi confirmado sob protestos.

Outros dois cartões vermelhos, no entanto, dessa vez para Jae Sung e o goleiro Yong, que fez falta fora da área, acabaram com as esperanças de uma reação. Ainda mais com Denílson, que marcou os três gols do Pohang na competição, com as luvas até o fim do jogo.



Hoje com 33 anos, o atacante baiano saiu do Camaçari em 1996 para o União de Lamas, da Segunda Divisão de Portugal. Depois, ficou nos Emirados Árabes de 1999 a 2005, quando foi para a Coreia. Está há dois anos no Pohang, pelo qual conquistou a Liga dos Campeões da Ásia nesta temporada. Mas, com propostas dos Emirados, da Coreia e do time de Luis Felipe Scolari, o Bunyodkor, dificilmente ficará no Pohang após o Mundial.

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