Único armador no meio de vários finalizadores, Marcelinho Huertas não está muito preocupado em colocar a bola na cesta. Contra a Argentina, no entanto, o enredo foi diferente para o camisa 9 da seleção brasileira. Huertas foi um dos melhores em quadra na sexta-feira e não se limitou às cinco assistências: pegou sete rebotes, roubou duas bolas e – para sair um pouco da rotina – deu uma de cestinha, com 18 pontos.
- Cada jogo é uma história diferente. Não tem como você falar que só vai dar assistência ou só vai pontuar. Cada jogo oferece uma coisa, e você tem que fazer o que o jogo oferece. Tive a oportunidade de anotar, além de dirigir o time – explicou o armador, ao deixar a quadra na sexta-feira.
Huertas é o único do elenco com a função específica de armar o jogo. Ele acredita, no entanto, que o grupo tem opções suficientes para não deixar a qualidade cair na hora do improviso.
- Nem sempre o Leandrinho vai ser o cestinha, nem sempre o Anderson vai ser o reboteiro. A gente tem que fazer as coisas a que estamos habituados e às vezes fazer o trabalho que é de outras pessoas – avaliou.
Enquanto brilhava no ataque, Huertas não precisou se preocupar tanto em defender o armador argentino, Pablo Prigioni. Para esta função, Moncho escalou Alex, que passou a partida inteira correndo atrás do hermano. Deu resultado: Prigioni errou todos os seus oito arremessos de três.
- Alex fez um trabalho magnífico com Prigioni. Nossa defesa teve alguns momentos extraordinário – elogiou Moncho, na entrevista coletiva.
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