“Barbosa vai?”, pergunta aos jornalistas brasileiros um sonolento Kevin Durant, cestinha da última temporada da NBA e principal estrela do jovem time americano que vai ao Mundial. Ao ouvir que, sim, Leandrinho estará na Turquia, além de Nenê e Varejão, brevemente o desinteresse é substituído em seu semblante por alguma surpresa. “Varejão e Nenê também? Vai ser difícil vencê-los”.
Menos de meia hora depois, o armador Rajon Rondo, destaque do vice-campeão Boston Celtics diz saber que Varejão estará na competição. “Barbosa também? Ele joga na minha posição, vou marcá-lo”, diz, sem saber que, na seleção brasileira, Leandrinho atua na posição 2, chamada de ala-armador ou, na NBA, de “shooting guard”. Rondo é um número 1, armador ou, em inglês, “point guard”.
Em seguida, extremamente sincero, Rondo confessa conhecer apenas “dois” jogadores do Brasil, um de Porto Rico (o armador do Miami Heat Carlos Arroyo). “Os outros oito ou nove não sei quem são. Só o que temos de fazer é jogar duro e confiar no que o ‘Coach K’ vai nos passar”, diz, em referência a Mike Krzyzewski, técnico da seleção norte-americana. Apesar de não saber o que vai ter pela frente no Mundial, Rondo afirma: “perdemos os 5, 6, 7 ou 8 melhores jogadores, mas ainda teremos os melhores jogadores do Mundial. E o melhor de todos, Kevin Durant”.
Muito mais comedido e informado, Krzyzewski, que liderou os EUA ao terceiro lugar no Mundial-2006 e, dois anos mais tarde, o “Redeem Team” (time da redenção) à medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim, previu uma dificuldade bem específica para os EUA contra o Brasil: os rebotes.
O grande pivô americano, Dwight Howard, não estará no Mundial. Amare Stoudemire também não. David Lee, e os irmãos Brook e Robin Lopez machucaram-se durante os treinamentos. Kendrick Perkins, do Boston Celtics, nem chegou a se juntar à equipe: operou o joelho após contundir-se no penúltimo jogo da disputa do título com os Lakers. Assim, apenas o veterano Tyson Chandler, limitado no ataque, e Javale McGee, reserva do Washington Wizards nesta temporada, jogarão na posição 5 pelos EUA no Mundial.
“Teremos problemas nos rebotes contra o Brasil. Nenê e Varejão jogam na NBA, o Splitter teve um grande ano na Europa e vai jogar na NBA nesta temporada. Teremos de explorar nossa velocidade”, disse o técnico. “Não temos muitos caras grandes. Seremos vulneráveis, principalmente nos rebotes. Não poderemos deixar apenas dois jogadores focados no rebote, todos terão de ajudar”.
Para “K”, a inexperiência internacional coloca um grande ponto de interrogação na expectativa sobre o desempenho da seleção americana. “Temos cinco jogadores de 21 anos e outros 2 de 22. Precisamos ver como eles se adaptarão à dinâmica do jogo internacional”. Essa é, na visão do técnico, outra vantagem da seleção verde-amarela. “O Brasil tem um time veterano.”
Já Jerry Colangelo, coordenador da seleção americana e responsável pelo recrutamento dos jogadores, se disse um amigo de Leandrinho e elogiou também o time brasileiro. “O Brasil tem três excelentes jogadores para se começar um time e tem uma excelente chance de ser bom”.
As duas equipes estão no Grupo B do Mundial, junto com Irã, Tunísia, Croácia e Eslovênia. As quatro melhores passam às oitavas-de-final da competição, que tem início no dia 28 de agosto. EUA e Brasil enfrentam-se no dia 30 de agosto.
Mostrando postagens com marcador MUNDIAL DE BASQUETE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MUNDIAL DE BASQUETE. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Magnano diz que resta uma vaga para fechar equipe que irá ao Mundial

Rubén Magnano pode até ter em mente os 12 nomes que irá levar para a disputa do Mundial da Turquia, mas admite que jamais falará que a lista está fechada antes do momento certo. Teme que alguma lesão aconteça e prefere seguir preparando os jogadores para a necessidade de uma substituição inesperada. A única coisa que o técnico da seleção revela é que resta apenas uma vaga em aberto.
E quem tem boas chances de ficar com ela é o armador Raulzinho. Aos 17 anos, ele iniciou a preparação como convidado e, com o pedido de dispensa de Valtinho, acabou ganhando uma oportunidade para mostrar serviço a Magnano. Outro que alimentava esperanças era Paulinho Boracini, que nesta segunda-feira já não treinou com a equipe e seguiu para a Argentina, onde disputará um torneio com a seleção B, que conquistou o título Sul-Americano. O pivô Hatila Passos também será avaliado.
- Raulzinho está indo bem, não importa a idade dele, e tem possibilidade de ficar com a vaga que resta. Se ficou aqui nesse grupo está mais perto de ficar. Estamos avaliando qual posição irá necessitar mais de um jogador. As diferenças são pequenas e estão sendo pesadas na balança. As atitudes positivas dentro de uma equipe, além da parte tática e física, dão ao treinador o sentimento de que está fazendo a coisa certa. Nesse momento, temos um problema bom. Pior seria se não tivesse ninguém para participar dessa eleição - disse Magnano.
O técnico tem dedicado parte do trabalho para definir de que forma armará o time para que Marcelinho Huertas não fique sobrecarregado. Nezinho, que estava no time do Sul-Americano, foi chamado e iniciará o treinamento nesta terça-feira, juntamente com o pivô Murilo.
Fonte: www.globoesporte.com.br
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Brasil cai no grupo dos Estados Unidos no Mundial de Basquete Masculino

O Brasil vai precisar contar com todos os expoentes de seu elenco da “NBA” no Mundial de Basquete, que será realizado de 28 de agosto a 12 de setembro, na Turquia. No sorteio de grupos desta terça-feira, a seleção caiu na chave B, ao lado dos campeões olímpicos, os Estados Unidos, além de Eslovênia, Croácia, Irã e Tunísia.
Longe das Olimpíadas desde Atlanta-1996, o Brasil tenta melhorar o resultado conquistado no último Mundial, quando foi eliminado na primeira fase e viu o sonho de voltar aos Jogos através do título da competição ficar bem longe ao terminar na 19ª colocação. No entanto, a seleção não contava com seus principais jogadores da atualidade, como Varejão, Leandrinho e Nenê, que devem disputar o torneio na Turquia em agosto.
Quatro equipes das seis de cada grupo avançam para a segunda fase. Caso o Brasil se classifique, ele enfrenta um time da chave A, que é formada por Argentina, Sérvia, Austrália, Alemanha, Angola e Jordânia. Já o Grupo C tem os donos da casa, Grécia, Turquia, Porto Rico, Rússia, China e Costa do Marfim. E o D traz Espanha, França, Canadá, Lituânia, Nova Zelândia e Líbano.
Longe das Olimpíadas desde Atlanta-1996, o Brasil tenta melhorar o resultado conquistado no último Mundial, quando foi eliminado na primeira fase e viu o sonho de voltar aos Jogos através do título da competição ficar bem longe ao terminar na 19ª colocação. No entanto, a seleção não contava com seus principais jogadores da atualidade, como Varejão, Leandrinho e Nenê, que devem disputar o torneio na Turquia em agosto.
Quatro equipes das seis de cada grupo avançam para a segunda fase. Caso o Brasil se classifique, ele enfrenta um time da chave A, que é formada por Argentina, Sérvia, Austrália, Alemanha, Angola e Jordânia. Já o Grupo C tem os donos da casa, Grécia, Turquia, Porto Rico, Rússia, China e Costa do Marfim. E o D traz Espanha, França, Canadá, Lituânia, Nova Zelândia e Líbano.
GRUPO,A
ARGENTINA
SÉRVIA
AUSTRÁLIA
ALEMANHA
ANGOLA
JORDÂNIA
GRUPO, B
ESTADOS UNIDOS
BRASIL
ESLOVÊNIA
CROÁCIA
IRÃ
TUNÍSIA
GRUPO, C
TURQUIA
GRÉCIA
PORTO RICO
RÚSSIA
CHINA
COSTA DO MARFIM
GRUPO, D
ESPANHA
FRANÇA
CANADÁ
LITUÂNIA
NOVA ZELÂNDIA
LÍBANO
Assinar:
Postagens (Atom)